Pain of Salvation: som baixo, mas muita emoção do público em SP

Resenha - Pain of Salvation (Carioca Club, São Paulo, 29/04/2018)

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Por Diego Camara
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Um show cheio de emoção foi o que o público recebeu na noite do último domingo, 29, quando foram ao Carioca Club para ver o retorno dos suecos aos palcos brasileiros, após 3 anos do último show. Depois de um infeliz cancelamento no início do ano, o público encheu um quente Carioca Club para apreciar o espetáculo de quase 2 horas de show, que levantou e emocionou todos os fãs presentes. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.

Começado com um leve atraso de 10 minutos e uma casa extremamente quente – onde o ar condicionado parecia não estar funcionando direito – o público não se sentiu intimidado para levar a emoção ao máximo desde o início do show. Aos aplausos do público, subiram ao palco para tocar "Full Throttle Tribe", do novo disco "In the Passing Light of Day", de 2017. O público respeito a abertura nos vocais de Gildenlöw, para logo em seguida soltar os pulmões e cantar a música quase que integralmente com o vocalista.

Bastante animados, os fãs viram uma banda com grande qualidade técnica, mas com um som bastante baixo. Os vocais e outros instrumentos sumiam dados os gritos e cantoria do público, e até mesmo a bateria de Margarit – que soava perfeita, potente e extremamente firme – eclipsou em muito o resto dos instrumentos durante a execução da música. A qualidade era excelente, mas parecia que tudo confluía para deixar as coisas com um leve ar de mistério.

A banda levou a sequência do seu novo álbum a sério, tocando as novas "Reasons" e "Meaningless" em seguida. Ambas foram novamente puxadas pelos vocais do público e uma excelente performance do baterista, e contaram com aplausos efusivos dos fãs, que pareciam extasiados pela apresentação da banda. Gildenlöw diz que era muito bom estar novamente no Brasil, e pede – como se realmente precisasse – que o público gritasse e cantasse ainda mais alto na próxima música.

"Linoleum", diga-se, foi um dos pontos altos do show. Gildenlöw aplicou aqui o estilo perfeito, que fez a música soar muito próxima da gravação original. Os momentos mais calmos da música refletem muito bem a potência da banda, que sabe medir com perfeição a força e assim transmitir seu estilo, já comum nos discos, para o público ao vivo. O som baixo no geral, porém, parece quebrar um pouco os pontos mais altos da música, que requereriam que o som da casa realmente estourasse. Aquilo não afeta o público, mas é latente que poderíamos pensar que a qualidade da apresentação no palco seria muito melhor com estes pequenos toques, pois qualidade realmente não falta para o Pain of Salvation no palco.

O show seguiu em uma incrível velocidade. "Rope Ends", do "Remedy Lane", foi recebida aos gritos de empolgação pelos fãs, com um lindo interlúdio tocado pela dupla Margarit e Karlsson. A parte instrumental também foi incrível na seguinte, "Beyong the Pale", que contou com um som bastante potente e bem articulado. Em "Kingdom of Loss", o destaque foi para o belíssimo solo de guitarra de Hallgren, que levantou o público, que se emocionou muito com essa música.

Fechando o show, a soturna e sombria execução de "Silent Gold" deixa o público mesmerizado, silencioso, apenas ouvindo a música ser tocada e puxada pela força dos vocais de todos os membros da banda em uma incrível apresentação. Encaixada a esta, veio "On a Tuesday", que contou com outra incrível apresentação da dupla Margarit e Karlsson.

Fechando a apresentação, o público gritou muito pedindo o retorno da banda, que voltou ainda para executar "Inside" e a longa e épica "The Passing Light of Day", que parece ter ganhado status de uma das favoritas do público deste último disco da banda, em um show que sem dúvidas ficará na memória dos fãs, em outra performance irretocável dos suecos.

Setlist:
1. Full Throttle Tribe
2. Reasons
3. Meaningless
4. Linoleum
5. Rope Ends
6. Beyond the Pale
7. Kingdom of Loss
8. Inside Out
9. Ashes
10. Silent Gold
11. On a Tuesday
Bis:
Intro: Spirit Of The Land
12. Inside
13. The Passing Light of Day



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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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