Epica: uma apresentação incrível e cheia de energia em São Paulo

Resenha - Epica (Tropical Butantã, São Paulo, 10/03/2018)

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Por Diego Camara
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.






























Não é de hoje que o Epica cresceu e arrebata legiões de fãs quando vem a São Paulo. A idolatria do público para com os holandeses é incrível, e a energia que se transmite no show é de animar qualquer pessoa que veja. A apresentação impecável contou com um setlist fantástico, e um público que gastou a voz do início ao fim do show. Confiram abaixo os principais detalhes da apresentação, com as imagens de Fernando Yokota.

O show começou com um pequeno atraso de 5 minutos. Nada que tirasse o ânimo dos fãs. Logo quando a intro tocou na casa, o público foi à loucura. Gritos para cada um dos membros da banda que subiu ao palco. Quando abriu com "Edge of the Blade", o ritmo foi bastante forte desde o início, puxada pelas excelentes guitarras da banda. O som parecia um pouco baixo, especialmente para o tamanho do Tropical Butantã, que precisa que ele atinja as partes mais distantes da pista e os camarotes.

"Sensorium" foi de suma importância para manter o humor do público no alto, e também o da banda. "Fight Your Demons" viu então o som atingir o seu melhor nível. Muito bem equalizado, ele parece ter se ajustado perfeitamente neste momento, com os vocais de Simone Simons soando limpos, e o trabalho da bateria de Weesenbeek impressionante e muito cativante.

O show seguiu com uma série excelente de músicas, em sem dúvidas um dos melhores setlists que trouxeram para esta turnê. Começando por "Unleashed", que chama o público para cantar junto e suspirar com a excelente performance da banda, e "Chasing the Dragon", em uma performance emocionante focada fortemente nos vocais de Simons, onde o público se mostrou bastante ordenado em curtir a música praticamente em silêncio.

A banda demonstrou grande animação durante todo o show, com destaque para o guitarrista Mark Jansen, que ali no seu canto parecia muito contente com todos os detalhes do show, e o tecladista Coen Janssen, que fazia as mais insanas acrobacias em seu teclado giratório - sem esquecer de seu teclado portátil, que parecia ter saído de um quadro de Salvador Dali.

Mais para o final da apresentação, a banda encaixou uma linda sequência, já esperada pelo público. Começando com "Cry for the Moon", já um clássico do "The Phantom Agony", com Simons falando sobre a experiência de terem tocado no primeiro show no Brasil. Pergunta com animação sobre quem estava naquela apresentação, há 13 anos atrás. Um dos grandes momentos do show, com o público extremamente animado, cantando junto o refrão a plenos pulmões. Aqui a sinfonia da banda chama muito a atenção, desde sua introdução, e os vocais guturais de Jansen coroam muito bem o estilo mais visceral que a banda tinha no início da carreira.

Para fechar, as luzes são desligadas no palco, e a luz dos celulares dos fãs ilumina toda a casa de shows para a apresentação de "Once Upon a Nightmare", fazendo um belíssimo show de luzes na pista e nos camarotes da casa. Isso representa muito bem a paixão dos fãs do Epica, sempre atentos também em agradar a banda, em devolver o carinho que eles inclusive demonstram no palco da casa.

Para o bis, a banda veio com mais três músicas. Coen Janssen agradeceu ao público que veio a casa, elogiando muito o ânimo dos fãs. Após uma pequena festa dos integrantes nos instrumentos, a banda executa "Sancta Terra". Em seguida, o público fez o Tropical tremer, a pedido de Simone, na música "Beyond the Matrix". Para fechar o show, não podia faltar a música que termina quase todas as apresentações da banda desde 2005: "Consign to Oblivion" vem emocionante, dominando o som da casa com seu soar épico.

Este é um tipo de show que, mesmo para quem não é fã ou não gosta do estilo da banda, não pode deixar de se sentir empolgado pelo excelente trabalho dos integrantes do Epica e de seu ótimo apoio no público. Além disso, a apresentação contou com um excelente trabalho da equipe técnica do Tropical Butantã e da LiberationMC, que mais uma vez fizeram tudo perfeito para que todos pudessem sair de lá satisfeitos no final do show.

Setlist:
Intro: Eidola
1. Edge of the Blade
2. Sensorium
3. Fight Your Demons
4. Unleashed
5. Chasing the Dragon
6. Storm the Sorrow
7. The Holographic Principle - A Profound Understanding of Reality
8. Victims of Contingency
9. Cry for the Moon
10. Unchain Utopia
11. Once Upon a Nightmare

Bis:
12. Sancta Terra
13. Beyond the Matrix
14. Consign to Oblivion

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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