Testament em São Paulo: show genial do início ao fim

Resenha - Testament (Carioca Club, São Paulo, 19/08/2017)

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Por Diego Camara
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Parece que toda resenha que eu faço é para anunciar o melhor show do ano, como se a cada semana um espetáculo novo fosse mais genial e fantástico do que o anterior. Porém, ironicamente este é o caso. Depois de um show genial como o do Animals as Leaders - um dos melhores do ano, sem sombra de dúvidas - fomos premiados com outra apresentação de elite do Testament neste final de semana. Vi o show dos caras em 2013, quando abriram para o Anthrax - e ali o Testament foi muito melhor do que os headliners - mas este foi um soco na cara. Confiram abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.

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O show começou com um leve atraso de 8 minutos. O público aguardava impaciente pelo show, o Carioca Club lotadíssimo como dificilmente eu vi - poderia contar nos dedos os shows que tinham tanta gente como neste. Show de thrash metal cheio já é prelúdio de que a coisa vai ficar feia quando a música começar. E foi assim mesmo que ocorreu logo quando a banda entrou no palco para tocar "Brotherhood of the Snake". Um mosh dos brutais abriu no meio da pista já nas primeiras notas.

A música, por sinal, estava maravilhosa. O som estava alto, estrondoso e bem redondo. A bateria de Gene Hoglan estava alta e forte, crua e visceral, contrastando com as guitarras de Peterson e Skolnick, que pareciam iluminadas, limpas e fluentes. Tudo estava um primor, o trabalho da produção e da banda foi excelente.

O show continuou bonito, com o público puxando o coro em "More Than Meets the Eye". A casa ficou pequena para tanta gente e tanto som. "Rise Up" alavancou ainda mais o público, puxados pelo emocionante solo de guitarra. "São Paulo esta em um lugar especial no nosso coração", disse Chuck Billy agradecendo a receptividade do público paulistano, destacando a relação especial que a banda mantém com a cidade desde o primeiro show.

O espetáculo continuou com uma pancada atrás de outra pancada. A banda não poupou esforços para agradar o público. Do solo de guitarra magistral de Skolnick em "Centuries of Suffering", que arrancou aplausos efusivos do público, passando pela pegada mais clássica de "Electric Crown", que arrancou mais palmas, e o thrash metal visceral de "Into The Pit", que causou mais uma belíssima roda no meio da pista, a banda mostrou ao que veio, impressionando o público, arrancando gritos e arrepios dos fãs.

Se a primeira metade do show parecia incrível, a segunda metade conseguiu ser ainda melhor. Começou com "Practice What you Preach", uma das mais esperadas pelos fãs, que fez o público cantar e gritar com vontade. A sequência foi anima, seguida por "The New Order" com um belo singalong da plateia e o solo de baixo bastante inusitado de Steve Di Giorgio.

A banda fechou o show com, de acordo com Chuck Billy, uma música para todos cantarem juntos. Não foi bem assim, mas o refrão realmente fez os fãs se animarem bastante. Pra passar a régua, a banda trouxe no bis "Disciples of the Watch", que foi tocada com toda a velocidade e fúria que a banda poderia apresentar - deu para ver que a banda subiu o nível, tocando tudo o que podia ali naquela hora, em uma demonstração de grande respeito e apreciação pelo público que foi ao show.

Para finalizar essa resenha, só tenho a dizer que a Liberation esta mais uma vez de parabéns por trazer um espetáculo com tanta qualidade como este. Só sinto com pesar que os artistas terão muito trabalho, nos últimos 4 meses até o final deste ano, para superar a vontade do Testament.

Testament é:
Chuck Billy - Vocal
Eric Peterson - Guitarra
Alex Skolnick - Guitarra
Steve Di Giorgio - Baixo
Gene Hoglan - Bateria

Setlist:
Brotherhood of the Snake
More Than Meets the Eye
Rise Up
The Pale King
Centuries of Suffering
Electric Crown
Into the Pit
Stronghold
Low
Practice What You Preach
The New Order
Urotsukidôji
Souls of Black
Over the Wall
Alone in the Dark
Bis:
Disciples of the Watch

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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