Joe Satriani: super show, e de graça ainda por cima!

Resenha - Joe Satriani (Ibirapuera, São Paulo, 06/08/2017)

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Por Diego Camara
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Quantas vezes você tem a oportunidade de ver um grande espetáculo de grátis em terras brasileiras? Então há de se supor que as pessoas agarrem essa oportunidade com unhas e dentes! Foi assim que Joe Satriani tocou na área externa do Auditório do Ibirapuera para muita, mas muita gente mesmo! Show lotado e público bastante animado para ver a apresentação de um dos maiores guitarristas da atualidade, tocando seus clássicos do blues rock em um palco maravilhoso. Confira os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.

ARTUR MENEZES

Responsável pelo aquecimento foi o brasileiro Artur Menezes, que teve em torno de 40 minutos para apresentar ao público brasileiro um pouco do seu som. Não muito conhecido por estas terras, o guitarrista esta construindo uma ótima carreira nos EUA. Muito mais bluezeiro do que Joe Satriani (que joga muito mais no time do rock), o cara mandou extremamente bem no show, mostrando ótima desenvoltura ao tocar alguns clássicos como “Tightrope”, de Stevie Ray Vaughan e “Drive South”, de Jimi Hendrix. Muito bom tanto na guitarra quanto na voz, contou também com uma ótima banda de suporte.

O guitarrista mostrou grande ânimo e vontade em seu show. Desceu do palco, subiu na grade, fez o público o aplaudir com vontade com solos de guitarra precisos e grande desenvoltura. Ainda teve que ter coragem, já que para voltar ao palco precisou atravessar o público. Seu estilo, apesar de extremamente voltado ao dos guitarristas americanos, foge muito de Satriani. Se aproxima, no meu ver, muito mais de Joe Bonamassa pela sua performance e estilo no palco. O show foi genial, somente aponto que Artur poderia ter gasto um pouquinho do tempo de show para apresentar melhor os seus trabalhos próprios.

JOE SATRIANI

Foi as 19h30m, de um início de noite extremamente congelante, que Satriani subiu ao palco para a sua apresentação. É difícil tecer muitos comentários de como impecável estava o som do Best of Blues. Os caras sempre capricham na qualidade do palco para que as bandas deem o seu melhor para o público. Já nas primeiras notas de “Shockwave Supernova”, isso era mais que visível. Satriani entrou com tudo no show, já tocando guitarra com a boca logo de cara. A apresentação, que mostrou toda a banda tocando com muita vontade e técnica, se direcionava para algo excepcional.

A guitarra de Satriani brilhava, mas especialmente brilhava pela excelente base de sua banda de suporte. A bateria de Minneman e o baixo de Beller entregavam um som limpo, que fazia ainda mais o brilho para o mestre da guitarra. Isso ficou claro em “Ice 9”, que ainda contou com um belíssimo solo de Beller, para delírio do público. “é uma honra tocar novamente aqui no Brasil”, disse o guitarrista, apresentando em seguida os heróis que fazem parte de sua banda.

Satriani trouxe ao palco do Best of Blues um setlist repleto de nuances de sua carreira. A excelente “On Peregrine Wings”, com seu quê de Space Rock. O ritmo dos tambores, com um toque indígena na abertura de “Friends”, seguida pela emocionante “If I Could Fly”, puxada firme pelas guitarras de Satch. Difícil não tirar o chapéu para um show tão vasto de virtuosismo e profundidade no som.

Falando em virtuosismo, a apresentação contou como sempre com espaço para que os integrantes da banda mostrassem suas capacidades. Um solo de bateria aqui, o de teclado ali e um de baixo já no final do show. O solo de Minneman, particularmente, é um show a parte. O baterista manda extremamente bem, brincando com o público e agradando os fãs - que costumam achar momentos como este chatos e sem graça. Com Minneman é diferente, nunca vi um solo deste cara que não fosse agradável e extremamente bem feito.

O show foi chegando ao seu final, e os sucessos se multiplicando. Começou com “Always With Me”, extremamente emocionante com a guitarra limpa de Satriani brilhando durante toda a música. Em seguida, a também famosa “Satch Boogie” encheu os ouvidos do público. É uma música onde Satriani costuma brilhar, com um belíssimo solo de guitarra, arrancando aplausos efusivos do público.

Para fechar o show, após um ótimo jam de Blues, Satriani apresentou sua última música. “Náo tanto Blues”, como ele mesmo disse, mas ainda o maior sucesso da carreira do guitarrista. Um espetáculo no rock, forte nas guitarras, e o excelente vídeo do Surfista Prateado ao fundo transformam essa música na melhor da noite. Para finalizar, um presente ao público, Satriani convida ao palco Artur Menezes para tocarem juntos “Going Down”, em uma estranha e inusitada performance de Satriani no microfone. Felizmente ele é muito melhor na guitarra do que nos vocais.

Setlist:
Shockwave Supernova
Flying in a Blue Dream
Ice 9
Crystal Planet
On Peregrine Wings
Friends
If I Could Fly
Butterfly and Zebra
Cataclysmic
Summer Song
Drum Solo
Crazy Joey
Keyboard Solo
Always With Me, Always With You
Bass Solo
Rock Medley
God Is Crying
Satch Boogie
Blues Jam
Surfing With the Alien
Going Down (cover de Alabama State Troupers, com Artur Menezes)

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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