Edu Falaschi: como foi o show da Rebirth of Shadows em Porto Alegre

Resenha - Edu Falaschi Rebirth of Shadows (Bar Opinião, Porto Alegre, 27/07/2017)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Guilherme Dias
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Quando se fala em Angra é impossível não lembrar a palavra “treta”. E foi assim que iniciou a nova turnê de Edu Falaschi. Inicialmente a turnê se chamaria “Angra Years”. Mas devido a “questões legais” e descontentamentos por parte de Rafael Bittencourt (guitarrista e líder do Angra), Edu alterou para “Rebirth of Shadows Tour” (para bom entendedor, não precisa de mais nenhuma palavra para saber ao que se refere). Uma troca de vídeos e comunicações mais agradáveis fizeram os músicos se acertarem, trocarem elogios e ficarem na paz. Edu Falaschi montou um time muito interessante com um repertório composto de músicas em sua grande fase no Angra. Começando pelo divisor de águas “Rebirth” (2001), que literalmente fez o grupo renascer. Passando pelo EP “Hunters and Pray” (2002) e “Temple of Shadows” (2004) que manteve a banda em um patamar elevadíssimo, incluindo participações mais do que especiais, enriquecendo o álbum. Edu Falaschi saiu do Angra no ano de 2012 tendo gravado ainda os álbuns “Aurora Consurgens (2006) e “Aqua” (2010).

439 acessosAngra: Em vídeo, veja Fabio Lione gravando vocais do novo álbum5000 acessosÓdio musical: os artistas mais detestados em lista da Spinner

A formação do grupo para a turnê inclui ainda Aquiles Priester (bateria) e Fabio Laguna (teclados), ambos estiveram no Angra entre os anos de 2000 e 2008. Diogo Mafra (guitarra) e Raphael Dafras (baixo) do Almah (também projeto de Edu Falaschi) e Roberto Barros (guitarra). O show na capital gaúcha foi marcado para iniciar às 21 horas no clássico Bar Opinião. Ao apagar das luzes da casa a trilha sonora de introdução “Deus Le Volt!” animou o público que já esperava por “Spread Your Fire” (“Temple of Shadows”). Na sequência as ótimas “Acid Rain” e “Running Alone” (“Rebirth”).

Enquanto um violão era colocado no centro do palco, Edu trocou as primeiras de muitas palavras com os fãs. O vocalista disse que era um prazer retornar para Porto Alegre e acrescentou “Hoje é quinta-feira, pessoal trabalha amanhã, mas bora fazer um show longo?” para delírio do público. Precisou da ajuda dos fãs para lembrar da sua última visita na cidade, que foi em 2014 com o Almah. Para a próxima canção Edu falou que lembra dela sendo executada na turnê do “Temple of Shadows” em Porto Alegre (será? Eu estava lá, mas não tenho a mesma memória). Ele estava falando da agradável “Wishing Well” (“Temple of Shadows”).

Executada pouquíssimas vezes ao vivo, a versão em português da faixa-título do EP “Hunters and Prey, “Caça e Caçador”, foi muito bem interpretada pelo grupo. No decorrer da apresentação o EP foi lembrado novamente com a linda e calma “Bleeding Heart” e a melódica e animada “Live and Learn”, aparecendo como surpresa, sendo muito bem recebidas pelos fãs.

Após passar trabalho cantando “Angels and Demons” (“Temple of Shadows”), Edu disse: “Essa com 45 anos de idade não é fácil”, sorrindo e gerando risadas gerais. “Heroes of Sand” (“Rebirth”) não ficou de fora, visto que é uma composição presente constantemente nos repertórios do Almah. A ovelha negra foi “Breaking Ties” (“Aurora Consurgens”), pouco prestigiada pelos presentes.

Enfim, um momento acústico apenas com Edu e seu violão. Nesse momento cantou “Pegasus Fantasy” (verão em português para abertura do anime “Os Cavaleiros do Zodíaco”) e “Trem das Onze” de Adoniran Barbosa. Os demais integrantes retornaram e Edu apresentou “Late Redemption” (“Temple of Shadows”), pedindo a ajuda da plateia, que interpretou de maneira perfeita as vozes de Milton Nascimento presentes no disco. “Agora fiquem com o polvo” disse Edu, e um super solo de Aquiles Priester introduziu a dificílima “The Temple of Hate” (“Temple of Shadows”) onde mais uma vez Falaschi teve que se esforçar muito.

O patriotismo gaúcho sempre apareceu em cena nos shows de heavy metal na capital, seja de banda nacional ou internacional. A qualquer momento surgia em forma de coro o hino Rio-Grandense, surpreendendo as bandas, principalmente na década de 2000. Na década atual isso não costuma acontecer, mas sempre que algum músico brasileiro vem pra cá, traz consigo o pedido para que os fãs cantem o hino regional. Edu pediu e foi correspondido. Aí se deu início a apresentação dos músicos. Para apresentar o mentor do projeto, Aquiles saiu da sua imensa bateria e assumiu o microfone no centro do palco. Relembrou a década de 1990 e a sua relação com o bar Opinião, admitindo que na sua juventude sempre sonhou em subir no palco onde estava e já esteve em diversas ocasiões. Orgulhosamente mandou um recado para os seus amigos do Hangar. Comentou que não imaginava ter a oportunidade de tocar Angra novamente. E agradeceu a Fabio Laguna por intermediar os contatos entre ele e Edu. No final do discurso apresentou Falaschi e exaltou os dois primeiros álbuns da dupla com o Angra.

Aproximando-se de duas horas de show o bis teve o que faltava: “Rebirth” e “Nova Era”, os dois clássicos absolutos da segunda era do Angra, além de Aquiles usando a sua tradicional máscara de polvo. Apesar de não estar em uma noite muito inspirada, o vocalista, que sofre de refluxo gástrico, fez o que estava ao seu alcance. As falhas eram notadas por todos, mas não comprometeram a ótima apresentação. Vale destacar o carisma do frontman com os companheiros e com os fãs, sempre sorrindo e dando risadas por qualquer coisa.

Se na década passada a mudança no line-up do Angra dividiu os fãs, na década atual os seguidores da banda possuem diversas opções. Até pouco tempo fazia-se piada com o Rhapsody por existir o Rhapsody of Fire, o Luca Turilli’s Rhapsody e o Rhapsody Reunion, porém com o Angra a diferença não é tão grande. Quem gosta do Angra autêntico tem a oportunidade de acompanhar a banda com Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli, os adeptos da primeira fase podem acompanhar a carreira solo de André Matos e agora o trabalho de Edu Falaschi com Aquiles Priester. Quem tem a ganhar é o público que apoia o metal nacional independentemente das desavenças entre os integrantes que já passaram pela banda. Após a atual turnê, Edu Falaschi planeja continuar a turnê de divulgação de “E.V.O.” e gravar um DVD com o Almah. Esperamos que Porto Alegre esteja no roteiro da próxima excursão.

Fotos por: Liny Oliveira
http://www.facebook.com/photoslinyoliveira

Set-list completo:

Spread Your Fire
Acid Rain
Running Alone
Wishing Well
Caça e Caçador
Angels and Demons
Heroes of Sand
Breaking Ties
Pegasus Fantasy
Trem das Onze
Late Redemption
The Temple of Hate
Bleeding Heart
Millennium Sun
Waiting Silence
Live and Learn

Rebirth
Nova Era

Comente: Esteve no show? O que achou?

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

AngraAngra
Você vai querer nos processar e nos perdoar com o ØMNI

439 acessosAngra: Em vídeo, veja Fabio Lione gravando vocais do novo álbum944 acessosAngra Fest: Reunindo astros do Metal em São Paulo1283 acessosAngra Fest: Primeira edição uniu grandes nomes do metal brasileiro1537 acessosTá na Capa: Single do Angra é bom, mas lyric vídeo deixa a desejar0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Angra"

CoversCovers
Blog elege Top 5 por bandas brasileiras de Rock/Metal

AngraAngra
Assista matéria antiga e equivocada na TV Globo

AvantasiaAvantasia
Andre Matos devolve os elogios de Tobias Sammet

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Edu Falaschi"0 acessosTodas as matérias sobre "Angra"0 acessosTodas as matérias sobre "Almah"0 acessosTodas as matérias sobre "Rhapsody"


Ódio musicalÓdio musical
Os artistas mais detestados em lista da Spinner

SlayerSlayer
Kerry King comenta Grammy, Venom, Dimebag, e mais...

Twisted SisterTwisted Sister
Dee Snider: "Ser pobre e famoso é uma merda"

5000 acessosLed Zeppelin: sexo explícito na entrega de discos de ouro em 19735000 acessosSlayer: Gary Holt é realmente um cara mal-agradecido5000 acessosPsicografia: uma suposta carta do espírito de Cássia Eller3259 acessosJudas Priest: As curiosidades de "Stained Class"5000 acessosBilly Sheehan: A importância da Cientologia na vida do baixista5000 acessosLojas de Discos: a desgraça e o calvário de se trabalhar em uma

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 30 de julho de 2017


Sobre Guilherme Dias

Fanático por heavy metal e hard rock desde os 12 anos de idade. Coleciona CDs e LPs, principalmente do Helloween e seus derivados. Colabora com o site desde 2013. Nasceu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Mais matérias de Guilherme Dias no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online