Midnight Oil: como foi o primeiro show da tour fora da Austrália
Resenha - Midnight Oil (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 25/04/2017)
Por Karen Waleria
Postado em 30 de abril de 2017
Na última terça-feira, dia 25 de abril, o MIDNIGHT OIL chegou com a "The Great Circle 2017 World Tour" na capital gaúcha.
Porto Alegre teve a honra de ser a primeira cidade, fora da Austrália, a receber Peter Garrett (vocal), Jim Moginie (guitarra), Martin Rotsey (guitarra), Bones Hillman (baixo) e Rob Hirst (bateria) - a formação original da banda australiana.
E o público, mesmo com a chuva torrencial que acontecia na capital, compareceu em peso ao Pepsi on Stage.
O músico sessentão, mas que não aparenta, tamanha a vitalidade e energia do carismático artista no palco, com suas danças e trejeitos únicos, hipnotizou o público em cena. Peter interagiu bastante, aliás o frontman explicou o significado de algumas das músicas apresentadas, em português.
O MIDNIGHT OIL iniciou a sua performance com 10 minutos de atraso, minutos que não chegarem a ser percebidos, pelos ávidos fãs gaúchos que aguardaram duas décadas para ver os australianos novamente; o último show da banda na cidade foi em 1997.
Cerca de 3 mil pessoas assistiram o terceiro, e possivelmente o último show da banda em Porto Alegre. Show que teve 1h50 de duração e, com certeza, entrou para a história da casa de espetáculos, ou melhor, para a história dos grandes shows realizados na cidade.
Incrível ver que a banda após 15 anos separada, mantém o mesmo som, incrível ver o entrosamento deles.
Os australianos relembraram as grandes composições dos seus principais discos, principalmente do "Diesel and Dust", "Blue Sky Mining", "Earth and Sun and Moon" e "Capricornia". Hits que ficaram marcados pelo seu engajamento social, ecológico.
O show agradou ao público composto por fãs, na sua grande maioria, na faixa dos 30 aos 50 anos de idade principalmente, desde a primeira música apresentada até ao final. Mas a execução de "When the Generals Talk" e "Luritja Way" em versões acústicas com Peter bem mais próximo do público, num "mini-palco improvisado" em caixas de som, aliás bem na minha frente. Foi de arrepiar, cheguei a chorar confesso, e aposto que muitos dos presentes também o fizeram. "Blue Sky Mine" e "Beds are Burning"também enlouqueceram o público que acompanharam o vocalista em uníssono. Público que dançou e cantou com o quinteto durante toda a exibição.
Abre aspas, o som do Pepsi on Stage estava muito bom. A casa deu um upgrade nesse quesito. Parabéns!
Foram muitos momentos inesquecíveis, nesta noite inesquecível.
A icônica banda voltar a ativa num momento em que tanta coisa ruim acontece no mundo, é surreal.
Salve, Salve Oils!!!!!
Setlist:
King of the Mountain
Stars of Warburton
Tone Poem
Truganini
In the Valley
Put Down That Weapon
Renaissance Man
Earth and Sun and Moon
When the Generals Talk (acústico)
Luritja Way (acústico)
Power and the Passion
Bullroarer
Arctic World
Warakurna
The Dead Heart
Say Your Prayers
Beds Are Burning
Forgotten Years
Blue Sky Mine
Sometimes
Bis:
Redneck Wonderland
Dreamworld
Agradecimentos à Opinião Produtora.
Crédito Foto: Oliver Eclipse
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