Paul Gilbert: Guitarrista fez um puta show recheado de hits

Resenha - Paul Gilbert (Carioca Club, São Paulo, 31/01/2017)

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Por Nelson de Souza Lima, Tradução
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Gostaria de usar um monte de palavras impróprias para definir a apresentação de Paul Gilbert no Carioca Club. Mas como este é um site de família (risos), o mínimo que dá pra dizer é que o americano fez um puta show. Depois de tocar em Brasília e Belo Horizonte Gilbert encerrou a passagem por nosso país na capital paulista. Assim que cheguei ao Carioca por volta das 19h30 uma fila com aproximadamente 80 pessoas já havia se formado. Motociclistas, roqueiros e suas camisetas pretas, jovens e tiozões aguardavam a abertura da casa. Antes de entrar, claro, um sanduba pra forrar o estômago.

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Às 20 horas liberaram as portas e me dirigi à assessora de imprensa que liberou de boa. Entrei e fiquei no aguardo do mano Fernando Yokota que mais uma vez mandou bem nas imagens. Confiram ai.

O Carioca não é uma casa grande. É bem menor que o Tropical que ultimamente também tem recebido shows de rock e metal. Mesmo assim é um espaço bacana pra ver espetáculos. Dei um look no palco no qual um roadie com jeitão de caminhoneiro ajeitava os instrumentos. Uma guitarra acoplada a um pedestal já indicava que Gilbert iria usá-la e demonstrar sua técnica apurada. Quem conhece o trabalho do cara sabe que ele está entre os mais rápidos guitarristas do planeta.

Dando um rolê pela casa fui conferir a lojinha com camisetas a preços nada módicos. Uma camiseta a R$ 80,00 não dá, né? Claro que não faltaram as indefectíveis selfies. Todos querendo registrar o momento. Só queria saber por que o DJ tocou tantas músicas do Guns N' Roses? O cara rolou o Appetite For Destruction praticamente inteiro. Nada contra o Guns, mas não teve Led, Judas ou Iron. Mas tudo bem. O negócio era esperar por Paul Gilbert. Troquei ideia com dois caras que levantaram a questão de que a banda tinha exigido uma bateria especial para o show. Polêmicas à parte, o tempo voou e exatamente às 22h04 o grupo entrou. Gilbert de guitarra já em punho, acompanhado do baixista Pete Griffin e do batera Thomas Lang. Tanto Griffin quanto Lang são monstros em seus instrumentos. O baixista já dividiu o palco com Steve Vai, Geoge Duke, Stanley Clark, entre outros. Por sua vez, o baterista tocou com Glen Hughes, Tina Turner, Robbie Willians e outros.

Após saudar o público Gilbert e companhia deram início a uma apresentação inesquecível. A primeira parte do show é um medley no qual o trio desfilou uma série de hits em versão instrumental. O vocal ficou a cargo do público, que entre outras, cantou músicas do Mr. Big. Gilbert utilizou quatro guitarras e a cada troca de instrumento evidenciava o quanto é um músico completo. O cara manda bem nos solos, riffs, dedilhados, tapping, acordes, além de usar uma furadeira portátil que dá um efeito especial na guitarra. Tudo de forma bem dosada sem firulas. Cabe ressaltar que a plateia não empolgava tanto. Aliás a casa não lotou. O público foi bem decepcionante para uma apresentação de uma banda tão talentosa. Talvez o fato de ter sido numa terça-feira não tenha ajudado.

Depois do medley o simpático Gilbert passou a trocar ideia com o público e sempre que ia começar uma música falava um pouco dela dando detalhes de acordes e riffs.

Ai foi uma avalanche de sonzeiras dos discos solos, principalmente do mais recente “I Can Destroy”. Deste álbum os caras mandaram “Everybody Use Your Goddamn Turn Signal', “I Can Destroy”, “Woman Stop” e “Blues Just Saving My Life”. Do Racer-X, outra ex-banda de Gilbert, detonaram “Techincal Difficulties”. Uma saraivada de sons sem falhas ou brechas nas músicas. Griffin e Lang fizeram solos competentes. O batera, além de extremamente técnico, ainda brinca com as baquetas jogando-as pra cima para pegar em seguida. Monstro das baquetas.

Após tocarem “Adventure and Trouble”, faixa também de “I Can Destroy”, Paul Gilbert pergunta ao público se ainda queriam mais o que foi devidamente correspondido. O que os caras mandaram? “Little Wing”, de Jimi Hendrix. Um cover competente homenageando o maior guitarrista da história.

E para encerrar em alto nível a poderosa “SVT”, do disco “Space Ship One”.

Exatamente a 0h04 minutos, duas horas depois de começar o trio encerrou o show. Saudados pelo público jogaram palhetas pra galera e deixaram o palco.

Mais uma noite pra história do rock em São Paulo.

SET LIST
MASSIVE MEDLEY
ONE WOMAN TOO MANY
EVERYBODY USE YOUR GODDAMN TURN SIGNAL
BLUES JUST SAVING MY LIFE
ENEMIES (IN JAIL)
I CAN DESTROY
WOMAN STOP
BETTEH CHORDS
DRUM SOLO
TECHNICAL DIFFICULTIES – RACER-X SONG
I AM NOT THE ONE (WHO WANTS TO BE WITH YOU)
ADVENTURE AND TROUBLE
LITTLE WING – THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE SONG
SVT

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Sobre Nelson de Souza Lima

Jornalista, repórter, resenhista, colunista musical. Assim é Nelson de Souza Lima. Mas acima de tudo um amante do rock, classic, hard e metal. Entre minhas entrevistas estão as feitas com Angra, André Mattos, Royal Hunt, Blind Guardian, entre muitas outras. Além disso sou baixista da banda de Classic Rock e metal The Green Pigs.

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