Black Sabbath: Um misto de tristeza, esperança e agradecimento
Resenha - Black Sabbath (FIERGS, Porto Alegre, 28/11/2016)
Por Liny Oliveira
Postado em 02 de dezembro de 2016
A semana inicia com uma despedida, adeus Black Sabbath. A turnê "The End" fecha uma trajetória de quase cinco décadas de estrada, Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler se despedem começando pelos gaúchos. Passando por Porto Alegre pela segunda vez, o Black Sabbath trás um set list menor, mas recheado de velhos clássicos, para não desapontar ninguém.
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Krisiun, banda gaúcha de death metal inicia a noite com um show de peso fortalecendo o metal nacional. Na sequência Rival Sons apresenta-se belissimamente, com uma introdução de nada mais, nada menos que "The Good, the Bad and the Ugly", que era usada pelo Metallica em suas turnês mais antigas. Com apenas 8 músicas os californianos mostram seu stoner rock de ótima qualidade agradando muito o público presente, provando que precisam de um show solo no Brasil, já que tocaram aqui somente em festivais.
As luzes se apagam e 21h30 entra o Black Sabbath para deixar sua marca pela última vez, um clássico atrás do outro foi o que os 18 mil presentes puderam apreciar na agradável noite de segunda-feira. Nos primeiros versos de "Black Sabbath" Ozzy se perde um pouco e entra adiantado, mas isso não tira o brilho do que viria na sequência. Sem muito papo vem "Fairies Wear Boots", "After Forever" e "Into the Void", Ozzy apresenta a banda, Geezer é super aplaudido, mas Iommi é ovacionado, Ozzy grita seu nome por 2 vezes.
O show do Black Sabbath é mais contido, mas ainda assim Ozzy faz suas características brincadeiras, levanta o público, bate palmas, joga beijos, e frisa muito que ama a todos. A marcante "War Pigs" é acompanhada por um coro enlouquecido, e logo "Behind the Wall of Sleep" vem para acalmar, mas não por muito tempo, pois "N.I.B" já tem sua batida marcante fazendo com que um mar de braços e mãos se balancem acompanhando o ritmo frenético da guitarra de Tony e bradando "Oh Yeah" junto a Ozzy.
Tommy Clufetos substituiu Bill Ward há 4 anos, e o fez com muita qualidade sem deixar a desejar, este ainda tem muito o que brilhar por aí, com um solo marcante de quase 10 minutos Clufetos é elogiado e muito aplaudido. O show já se encaminha para seu coroado final, Ozzy agradece o tempo todo, é muito amável e atencioso com os fãs. "Iron Man" chega para o delírio do público seguida de "Dirty Women", fechando o set antes de vir o bis "Children of the grave" é tocada perfeitamente, tirando o fato de Ozzy ter errado a letra no início, o que tem acontecido frequentemente, isso mostra que infelizmente os caras estão precisando mesmo desta pausa.
Sem muita enrolação eles logo voltam e o próprio Ozzy pede em seu microfone "mais uma", perguntando se o público promete que vai enlouquecer e finalizando com a matadora "Paranoid", o Black Sabbath finaliza sua trajetória deixando um aperto no coração dos presentes, mas em uma hora e meia prova que é uma das maiores bandas de toda a história do heavy metal mundial, no telão a frase que intitula o nome da turnê "The End" faz com que muitos se derretam e deixem o Estacionamento da Fiergs com um misto de tristeza, esperança e agradecimento, ficamos gratos pela sua incrível história.
Set list Rival Sons:
Intro: " The Good, the Bad and the Ugly"
1 – "Eletric Man"
2 – "Secret"
3 – "Pressure and Time"
4 – "Hollow Bones Pt.1"
5 – "Fade Out"
6 – "Bad Boy"
7 – "Open my Eyes"
8 – "Keep on Swinging"
Set list Black Sabbath
1 - "Black Sabbath"
2 - "Fairies Wear Boots"
3 - "After Forever"
4 - "Into the Void"
5 - "Snowblind"
6 - "War Pigs"
7 - "Behind the Wall of Sleep"
8 - "N.I.B"
9 - "Rat Salad" (solo "Tommy Clufetos")
10 - "Iron Man"
11 - "Dirty Women"
12 - "Children of the Grave"
Bis:
13 - "Paranoid"
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