Symphony X: Tocando seu novo disco com grande qualidade
Resenha - Symphony X (Tom Brasil, São Paulo, 07/05/2016)
Por Diego Camara
Postado em 13 de maio de 2016
Fotos: Aluisio Pereira
É difícil tecer palavras para a excelência do Symphony X. Existe magia na música destes caras, que estão já há mais de 20 anos na estrada unindo a potência do heavy metal com o requinte da música clássica. Desta vez, a banda voltou ao Brasil para divulgar o seu "novíssimo" álbum "Underworld", lançado em agosto do ano passado. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Aluísio Pereira.
O local do show desta vez foi o Tom Brasil. Espaço bastante grande para uma banda de nicho como o Symphony X, que em 2013 lotou o Carioca Club. O público foi grande, mas obviamente parecia bastante reduzido quando comparamos com o tamanho da casa. O ânimo, porém, foi tão grande que mal coube na casa de shows, quando às 20h e alguns minutos o som de "Overture" começou a ser tocado, para delírio do público. Maior delírio ainda quando a banda entrou no palco para executar "Nevermore". Uma pancada nos ouvidos! A música não estava das melhores, o som ficou devendo um pouco, bastante embolado.
A banda já encaixou com "Underworld", música seguinte do disco, e pudemos já ver uma boa evolução. O som estava bem melhor, com a base muito bem audível, as guitarras afiadas e a voz de Russell Allen forte e imponente sobre todo o conjunto. Russell dominou, mais uma vez o público desde o início do show, mostrando porque é o melhor vocalista de sua geração. Com voz forte e presença marcante, fez o público bater cabeça. "Kiss of Fire" foi ainda melhor, com o excelente uso dos elementos clássicos que fizeram a história da banda, um baixo marcante de Lepond e um excelente solo de guitarra de Romeo.
A banda pareceu bastante contente com o público presente, que apesar do seu tamanho perto do tamanho da casa pareceu crescer com a apresentação da banda. Russell mostrou seu carisma de sempre, agradeceu ao público brasileiro e mostrou seu amor pelos fãs e pelo país, sendo aplaudido com prazer pelo público. Ele contou a história do novo disco para apresentar a música "Without You", sobre a busca de um homem por sua amada até os confins do inferno. Com uma analogia inteligente, Russell transporte este mundo meio Dante meio Orfeu no mundo real, onde todos vivemos.
O novo disco realmente é uma belíssima obra, ao nível dos grandes clássicos da banda, e em nada perde para o disco anterior, "Iconoclast", tendo a mesma pegada e o mesmo ritmo forte, potente, e menos voltado para os elementos clássicos. O Symphony X fez um excelente trabalho novamente, e Romeo continua extremamente criativo e iluminado em suas composições. Ao vivo as músicas soam como sempre muito bem, fazendo jus ao disco.
O set do disco foi fechado pela excelente "Swan Song". Música emotiva, focada nos vocais de Allen, tocou fundo o público. O piano de Pinnella deu um toque especial para a música, que contou com um longo e minucioso solo de guitarra de Romeo, que deixou o público quieto, apenas curtindo o excelente som.
A banda seguiu tocando alguns clássicos. Abriu com "The Death of Balance", que arrancou aplausos do público. Seguiu com "Out of the Ashes", que levantou o público e fez todo mundo bater cabeça. O público cantou junto com Allen, e fez o coro da música sozinho ao comando do vocalista, em uma primorosa apresentação que mostra que o público curtiu muito o novo disco, mas sem dúvidas aprecia extremamente mais os clássicos. A música seguinte foi "Sea of Lies", também do "Divine Wings", com a presença de Thiago Bianchi que fez dueto nos vocais com Allen. A brincadeira entre os dois alongou bastante a música, no bom e velho clichê que não deixa os shows do gênero de fora.
Para o bis, a banda tocou "Set the World on Fire", sem dúvidas o ponto alto do show para o público. A banda arrasou e fechou o show com chave de ouro, dos solos excelentes de Romeo e Pinnella até a empolgação de Allen, a banda inteira esteve de parabéns. Para fechar o show, Allen fez um belo discurso, elogiou os fãs e fez uma homenagem a Ronnie James Dio, dizendo que enquanto cada um deles continuarem adorando o metal ele continuará vivo, para sempre, como idealizador do gênero e dos chifrinhos, a marca registrada dos bangers.
Symphony X é:
Russell Allen - Vocal
Michael Romeo - Guitarra
Michael Lepond - Baixo
Michael Pinnella - Teclado
Jason Rullo - Bateria
Setlist:
Intro: Overture
1.Nevermore
2.Underworld
3.Kiss of Fire
4.Without You
5.Charon
6.To Hell and Back
7.In My Darkest Hour
8.Run With the Devil
9.Swan Song
10.The Death of Balance
11.Out of the Ashes
12.Sea of Lies
Bis:
13.Set the World on Fire (The Lie of Lies)
14.Legend
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
A música do Rush que Neil Peart considerava um passo importante na história da banda
After Forever acrescenta Brasília à turnê comemorativa de 25 anos de "Decipher"
A canção de metal que é a "melhor música do mundo" de acordo com Jack Black
Tarja anuncia show da "Frisson Live 2027" em Brasília
São Paulo sedia a primeira corrida oficial do Iron Maiden no mundo
Bruce Dickinson lança videoclipe para "Change of Heart" gravado em São Paulo
Como Roger Taylor ajudou a impedir Taylor Hawkins de virar membro do Guns N' Roses
Foo Fighters abrirá show do AC/DC logo após o Rock in Rio
Após 36 edições, MTV exclui categoria "Melhor Videoclipe de Rock" do VMAs
Os cinco maiores guitarristas da história, segundo Andreas Kisser
Com cover do Sepultura, Angelus Apatrida anuncia EP "The Reckoning"
O dia que George Harrison fez música para o piloto Emerson Fittipaldi: "Bora tomar 20 caipirinhas"
A música do Nirvana que deu trabalho e fez Kurt Cobain perder a voz
Para Kerry King, "Black Album" é a maior conquista do Metallica
Helter Skelter: a música que Charles Manson "roubou" dos Beatles
Bono explica o real significado da canção mais mal compreendida da história do U2
Os erros de Fernando Deluqui como membro do Engenheiros do Hawaii, segundo o próprio


Os 10 discos essenciais do metal sinfônico, segundo a Louder
O herói de 2.800 anos com quem Russell Allen se identifica porque passou por algo parecido
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



