Krisiun e outros: Resenha do show em São Bernardo do Campo

Resenha - Krisiun (Anexo Brasa, São Bernardo do Campo, 28/11/2015)

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Por Alex Chagas, Fonte: Black Legion Productions
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A noite de 28 de novembro de 2015 foi diferenciada. Em um show extremo, quatro bandas do Cenário Underground se apresentaram no Anexo Brasa em São Bernardo do Campo (SP). Os gaúchos do Krisiun, a banda paulista Blackning com o seu Thrash Metal, o Death Metal paulista do Chaoslace, e o Death/ Thrash Metal dos paulistanos do Rotten Pieces.

Mesmo devido a uma chuva torrencial, o evento recebeu um bom público que recepcionou todas as bandas com muita empolgação e entusiasmo.

Dando início aos trabalhos, a banda Rotten Pieces abre os shows por volta das 23h20 com o som “Rot In Pieces”, causando uma grande e magnífica impressão ao público presente com seu Death/Thrash de excelente qualidade. Todos os integrantes da banda demonstravam total sintonia, segurança e foram agraciados e aplaudidos respeitosamente.

O momento ápice do show foi quando o guitarrista Lucas desceu do palco, indo fazer um solo juntamente com o público presente que colaborou de forma ímpar.

A banda encerrou sua apresentação com som “Colony”, coroando com total êxtase e agradecendo à todos por estarem prestigiando seu som.

Setlist:
Rot In Pieces
Hell Soldier
Hate
Refuse
Blood For Freedom
Time to Kill
Pure Words
Colony

Formação:
Leonardo Morales – Baixo/Voz
Lucas Putini – Guitarra
Davi Menezes – Bateria

Dando continuidade ao evento, a banda paulista de Thrash Metal Blackning sobe ao palco por volta das 00h25min dando início com a música “Thy Will Be Done”, som esse que é faixa inicial do álbum “Order of Chaos” , lançado em 2014.

O Blackning fez um ótimo show, mostrando um conjunto bem sólido como banda, ótima postura de palco e muita energia. O trio detonou seu Thrash Metal com nuances de Hardcore, levando o público à loucura em cada música que tocaram. Cleber se destaca pelos vocais animalescos e boa interação com o público e, a banda toda tem pique e garras para lá de absurdos. Se puderem, não deixem de conferir quando tiverem a chance.

A banda executou um setlist de oito músicas empolgantes que surpreendeu os presentes mostrando muita garra e profissionalismo.

Destaco aqui a humildade dos membros em agradecer a todo momento a presença de todos e a oportunidade em estar ali.

Setlist:
Thy Will Be Done
Terrorzone
Against All
Devouring The Weak
Censored Season
Death Row
Silence Of The Defeat

Formação:
Cleber Orsioli – Guitars/Vocal
Francisco Stanich – Baixo/Backing vocals
Elvis Santos – Bateria

Às 01h15 a banda Chaoslace sobe ao palco detonando com seu Death Metal de uma peculiaridade absurda, deixando óbvio a todo momento que o trio estava sincronizado em mostrar seu som sem frescuras.

A banda já existe a mais de 10 anos e deu uma aula de brutalidade com muita energia de palco e arrancando elogios do público presente.

O Chaoslace executou um setlist de 10 músicas dos álbuns “Anti Religious Victory” e do álbum “Curses Behind Diabolic Shadows” e músicas que estarão no próximo álbum, provando que o Metal não está morto, deixando claro a identidade da banda.

O baixista Giovanni Fregnani a todo momento estava interagindo com os presentes e os incentivando a curtir ainda mais o som.

Setlist:
InhumaneTerror Cult
Blasphemy
Catholic Epidemic
Against Pedophile Lords
Manifesto Curses Behind The Diabolic Shadows
Lethal Agressor
Elimination
Anti Religious Victory
Necromancer (Sepultura cover)
Rotting on thy Cross

Formação:
Leandro Nunes: vocal/guitarra
Diogo Rodrigues: bateria
Giovanni Fregnani: baixo

Exatamente às 02h da manhã chega o momento esperado: Sobe ao palco os gaúchos do Krisiun, que foram recebidos como sempre, com o bordão indispensável nos shows do trio “O KRISIUN ESTÁ AQUI”.

Quando você ouve uma guitarra pesada, uma bateria insana, um vocal doentio de uma banda como o Krisiun, é um grito de revolta de toda uma geração que luta contra a hipocrisia de toda uma classe social que se diz correta, atrelada a princípios sem inexo algum de moralidade e de falsa virtude; é o desespero transformado em correria e, foi isso que a banda trouxe como incentivo logo de cara no primeiro som.

O trio abriu o show detonando tudo com som “Kings of Killing”, levando o público presente ao êxtase. Alex, Moyses e Max sincronizados e demonstrando que a cada show a banda se renova no sentido positivo.

A banda tocou alguns clássicos dos seus álbuns antigos,como “Conquerors of Armagedon”, “Combustion Inferno”, e também do último álbum, “Forged In Fury”, a músicas “Scars of the Hatred”, “Ways of Barbarian” e “Dogma of Submission”.

Alex chamou a atenção que o verdadeiro headbanger é aquele que vai aos shows, enfrenta chuva, transito, distância para alavancar a banda e complementou: “ficar em casa vendo TV, jornais de mídia comprada não vai mudar em nada. Compareçam, viva o METAL, chega de ser “banger” de Internet. O Metal Nacional, a cena em si é muito mais do que isso, é ideal, força e garra”.

Basicamente na metade do show a banda fez uma homenagem destruidora ao Phil “Animal” Taylor, do Motörhead, com o som “No Clash” de forma brutal e porque não dizer, até emocionante.

As quase duas horas de shows foram totalmente intensa, mesmo com as pausas, banda e público não perdiam a energia e empolgação. Após se despediram com a última música, a banda retornou ao palco para executar o som “Black Force Domain” , a pedido do público presente e foi um momento avassalador.

Setlist:
Kings Of Killing
Ravager
The Will to Potency
Scars of the Hatred
Slaying Steel
Combustion Inferno
Descending Abomination
Vengeance’s Revelation
Ways of Barbarism
Blood of Lions
Dogma of Submission
Slain Faite
Conquerors of Armagedon
Black Force Domain
No Clash (Motörhead cover)

Formação:
Alex Camargo – Vocal/Baixo
Moyses Kolesne – Guitarra
Max Kolesne – Bateria

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Sobre Alex Chagas

Alex Chagas mora em Resende-RJ, um dos caras mais influentes da cena metal podre no interior do estado do Rio de Janeiro, dono da BLACK LEGION PRODUCTIONS que trabalha com metal sendo a produtora de eventos, assessoria de bandas, distribuição de gravadoras independentes. Ainda levou a sério por alguns anos o extinto programa de rádio FM DISINCARNATE METAL, que foi o primeiro dedicado a cena nacional de metal extremo, com Fabrício Grilo. O estilo preferido de Alex Chagas é o death metal, mas também escuta muito thrash e black metal e se dedica arduamente para que a cena nacional seja divulgada e respeitada. As colunas no Whiplash geralmente abordam as bandas nacionais que muitas vezes são esquecidas, onde os meios dão muito espaço para bandas gringas. A luta continua!!!

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