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Fear Factory: Tocando seu mais precioso ativo no Rio

Resenha - Fear Factory (Teatro Odisseia, Rio de Janeiro, 11/10/2015)

Por João Paulo Linhares Gonçalves
Em 18/10/15

Na nova meca da cena metal carioca, o Teatro Odisseia (tão pequeno quanto a cena) no domingo, 11 de outubro de 2015, foi a vez do Fear Factory reinar absoluto e tocar, na íntegra seu mais precioso ativo, o álbum "Demanufacture", que completou recentemente vinte anos. Uma execução intensa e apocalíptica.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Após uma pequena fila (bem organizada, andou rapidamente), adentrei a casa ainda bem vazia, por volta de 19h, hora prevista para o começo da banda de abertura, Marrero. Meia hora depois, começou o show do trio, uma banda sem baixista e cantando em português. Tinha tudo para dar errado, mas os caras tocaram com muita garra um stoner rock bem pesado, bem tocado, e agradaram aos presentes, que cresciam conforme a apresentação de uns 40 minutos rolava. Em outras épocas, com apoio de uma rádio rock de verdade, talvez eles tivessem mais oportunidades. Ainda assim, torço para que consigam crescer na cena.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Por volta de 21:15, após todo o trabalho dos roadies montando o palco e afinando os instrumentos da banda, o baterista Mike Heller assume seu posto na bateria e o grandalhão Dino Cazares adentra o palco, mostrando que era hora de começar a agitar. A famosa introdução eletrônica da faixa-título do álbum sendo homenageado rapidamente tomou o P.A. e incendiou o público conforme os primeiros riffs da guitarra de Dino ecoaram. Utilizando as bases eletrônicas e de teclado pré-gravadas, a banda partiu para o ataque com uma parede sonora que parecia te atropelar como uma jamanta desgovernada em alta velocidade. Um tremendo impacto sonoro. E tome rodinha, a galera estava empolgadíssima e não se continha parada.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

As minhas maiores dúvidas que precisavam ser respondidas neste show eram: 1 - Aquele timbre pesadíssimo da guitarra de Dino Cazares nos discos iria se reproduzir ao vivo? Sim, nitidamente, perfeitamente e maravilhosamente bem, foi o combustível que queimou e manteve a energia da banda a todo vapor; 2 - A voz de Burton Bell iria aguentar todos aqueles urros e ainda assim ele iria ser capaz de cantar melodiosamente alguns trechos? Sim, Burton urrou como um monstro, e ainda conseguiu cantar os trechos mais calmos - sem a perfeição gravada em disco, mas satisfatoriamente muito bem para o show. Aliás, Burton se provou em plena forma e dominando totalmente o repertório apresentado, além de se mostrar bastante simpático: pegou algumas vezes o celular do pessoal lá da frente para ele mesmo filmar, devolvendo o aparelho ao dono no fim; e ainda se mostrou prestativo para autografar encartes de alguns fãs, no meio da apresentação.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

A cozinha formada pelos novatos Mike Heller (na banda desde 2012) e Tony Campos (ex-Soulfly, entrou na banda este ano; ele tocou com o Ministry no Rock In Rio) segurou muito bem as pontas, em especial Heller, que conseguiu reproduzir muito bem as partes de bateria do disco homenageado. As cinco primeiras canções do show (e de "Demanufacture") foram tocadas com tremenda intensidade e receberam uma recepção mais que calorosa, fervorosa mesmo, do público presente. A segunda parte do disco, mais climática e introspectiva, deu pequenas doses de alívio à banda e aos presentes. Depois das dez canções do álbum clássico, a banda deixou rolando o final da canção "A Therapy For Pain" por alguns minutos antes de retornar para a fase derradeira do show, quando tocaram músicas de outros discos. Todas as canções extremamente bem recebidas, com destaque para a dupla apocalíptica do álbum "Obsolete", as canções "Shock" e "Edgecrusher" (esta última recebida entusiasticamente pela plateia) e para a música "Martyr", do primeiro disco da banda ("Soul Of A New Machine"), que encerrou de forma arrasadora uma grande apresentação dos americanos em nossas terras - foram três shows, Curitiba, São Paulo e culminando com este grande show no Rio de Janeiro, para o pequeno porém empolgadíssimo público presente ontem no Teatro Odisseia. A cena metal do Rio de Janeiro é pequena, mas empolgada e sempre agitando muito. Showzaço!!

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Eis o set list da apresentação:
(aproximadamente uma hora e meia de show)

"Demanufacture"
"Self Bias Resistor"
"Zero Signal"
"Replica"
"New Breed"
"Dog Day Sunrise"
"Body Hammer"
"Flashpoint"
"H-K (Hunter-Killer)"
"Pisschrist"
"A Therapy For Pain"
Parte Final:
"Shock"
"Edgecrusher"
'Dielectric"
"Archetype"
"Martyr"

Vídeo gravado ao vivo de "Replica":

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Vídeo gravado ao vivo com um trecho de "Edgecrusher":

Curtam esta e outras resenhas no blog Ripando a História do Rock. Um abraço rock and roll e até a próxima!!

http://ripandohistoriarock.blogspot.com.br

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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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