Gamma Ray: Uma coleção de sucessos em São Paulo

Resenha - Gamma Ray (Carioca Club, São Paulo, 04/10/2015)

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Por Diego Camara
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Finalmente o Gamma Ray voltou para São Paulo para fazer um show só seu. É sempre muito pouco ver a banda abrir para o Helloween e tocar um set reduzido, que francamente não atrai os maiores fãs da banda, como eu. Considero que o Gamma Ray anda tocando melhor e lançando discos melhores. A apresentação em São Paulo tinha tudo para ser excelente, com direito a votação para as principais músicas, a banda queria tocar o que os fãs do mundo inteiro queriam ouvir. O setlist foi reduzido, mas não faltaram clássicos, e a apresentação no geral agradou. Confiram abaixo os principais destaques, com as fotos de Fernando Yokota.

A abertura da casa foi bastante tranquila, e muitas pessoas ainda estavam do lado de fora antes das 20h, preferindo curtir e bater papo do que entrar com pressa para garantir um espaço na frente do palco. O Carioca encheu, mas não lotou, e o clima ficou bastante agradável nas dependências da casa. Às 20h30m, os PAs sinalizaram o início do show tocando “Welcome”, e o público gritou muito com a entrada dos integrantes da banda. A pontualidade dos alemães foi fantástica.

Abriram o show com “Avalon”, uma das melhores músicas do último disco da banda. Canção emocionante, excelente, o público curtiu bastante desde a abertura. A qualidade do som estava boa, e dava no geral para ouvir bem todos os instrumentos na casa. O destaque ficou para o solo de guitarra, que levantou o público e fez o povão bater cabeça. Excelente abertura!

Na sequência, “Heaven Can Wait” levantou ainda mais os fãs. A música não era tocada no Brasil há muito tempo, mesmo assim é uma das favoritas do público da era Scheepers. Se o espetáculo era dos maiores sucessos da banda, esta não poderia faltar. O público cantou com vontade e animou ainda mais a banda. Em seguida, veio a relíquia “Last Before the Storm”, do “Insanity and Genius”, que francamente não me recordo se algum dia foi tocada por estas bandas.

O som teve seus altos e baixos durante o espetáculo. Em alguns momentos, como em “I Want Out”, o som do baixo ficou bastante alto e exagerado. A voz de Kai sumiu em muitas das músicas apresentadas, e em outras a bateria de Ehré sobressaiu em demasia sobre o resto da música. A qualidade do som, porém, mesmo com esses altos e baixos não afetou os fãs, que no geral cantaram até mais alto do que o som que vinha do palco – e francamente, ver este mestre Kai Hansen valeu muito mais do que estes pequenos detalhes.

“The Silence”, aquela música com um pé no Queen do “Heading for Tomorrow”, emocionou bastante o público. A música é bastante forte na melodia, e traz um novo clima ao Carioca Club. “Master of Confusion”, também do novo álbum, foi outra que agradou muito aos fãs, apesar de sua performance ter tido uma qualidade de som inferior ao da maioria das outras músicas. A música foi seguida por “Somewhere out in Space”, outro clássico da banda, que não decepcionou no geral.

Quando a banda retornou para o bis, porém, veio com tudo para acabar um show como se deve. Lançaram de mão uma sequência de músicas do grande “Land of the Free”, que foi o melhor momento do show. “Man on a Mission” é daquelas músicas que não tem como não curtir, e o público cantou com vontade nela e em todas as outras. A qualidade do som melhorou bastante, e o público saiu agraciado com a demonstração de poder do Gamma Ray.

Ao fechar o show, todos os fãs ensaiaram o pedido para que Kai e cia tocassem “Ride the Sky”, sucesso do “Walls of Jericho”, que foi prontamente ignorado por Hansen, que anunciou o fim do show com “Send me a Sign”. A música fechou muito bem o show, mas o público não conseguiu esconder também que preferia muito mais o sucesso do Helloween no lugar.

A apresentação, no geral, foi muito boa e agradou bastante o público. O setlist foi mais curto do que o praticado na última apresentação solo do Gamma Ray, no Santana Hall em 2010, que trouxe um número grande de sucessos – como a pedida “Ride the Sky”, e contou com um número maior de “fillers” com brincadeiras feitas por Hansen durante o show e o solo interminável de bateria e baixo, que preencheram o espetáculo em pouco mais de 1h45m de show.

Gamma Ray é:
Kai Hansen – Vocal e guitarra
Henjo Richter – Guitarra
Dirk Schlächter – Baixo
Michael Ehré – Bateria

Setlist:
Intro: Welcome
1. Avalon
2. Heaven Can Wait
3. Last Before the Storm
4. Induction
5. Dethrone Tyranny
6. I Want Out (cover do Helloween)
7. The Silence
8. Drum & Bass Solo
9. Blood Religion
10. Master of Confusion
11. Somewhere Out in Space
12. To the Metal
Bis
13. Man on a Mission
14. Rebellion in Dreamland
15. Land of the Free
16. Send Me a Sign

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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