Paralamas do Sucesso e Titãs: Dois ícones do rock em Brasília
Resenha - Paralamas do Sucesso e Titãs (Ginásio Nilson Nelson, Brasília, 07/03/2015)
Por Lincoln Melo
Postado em 13 de março de 2015
Dia 07 de março de 2015, véspera do dia internacional da mulher, também foi uma data de comemoração na capital do rock, dia do festival Brasília Rock Show, dia de comemorar e celebrar o bom e o velho rock nacional.
No país do budalelê, do sertanejo insosso e do funk ostentação o que faz bandas de rock com mais de 30 anos de carreira no Brasil, sem o seu devido espaço na mídia, ainda lotarem ginásios até hoje? Músicas de qualidade e atemporais? Falta de bandas novas boas? Ou por que os caras são bons mesmo? O que se sabe é que dois ícones do rock, PARALAMAS DO SUCESSO e TITÃS, lotaram e botaram abaixo o Ginásio Nilson Nelson em Brasília.
As duas bandas fizeram um show sensacional com 4 horas de hits, levando gente de todas as idades a dançarem e pularem do começo ao fim, até o pessoal das arquibancadas não conseguiu ficar sentado.
Por volta das 22h30min, conforme anunciado, os PARALAMAS DO SUCESSO subiram ao palco abrindo o show logo com a clássica "Alagados". Difícil dizer qual música empolgou mais o público já que em todas, a plateia cantou em coro! Foi um desfile dos grandes sucessos dos anos 80 ("Vital e Sua Moto","Cinema Mudo", "Meu Erro", "Ska", "O Beco", "Me Liga", "Óculos") anos 90 ("Caleidoscópio", "Ela Disse Adeus", "Busca Vida", "Saber Amar") anos 2000 ("Cuide Bem do Seu Amor", "O Calibre", "Aonde Quer Que Eu Vá"). Muitas vezes a banda fazia um pot-pourri, intercalando uma música na outra sem pausa, o que dava uma dinâmica muito boa.
A força de vontade do HERBERT, mesmo com suas limitações após o acidente, é impressionante e emocionante, ainda consegue fazer solos fantásticos como na clássica "Lanterna dos Afogados", uma das mais aguardadas da noite, e puxar um cover do LED ZEPPELIN, "Whole Lotta Love", emendando com a excelente "O Calibre".
Encerrando o show JOÃO BARONE, soberbo na bateria e como sempre tocando igual a um "lunático", grita contra o fim da corrupção para anunciar o cover eletrizante de "Que País é Esse?", e assim, a banda finalizou sua apresentação deixando um gosto de quero mais e mostrando que ainda tem muita lenha para queimar. A capacidade e a interação musical no palco de HERBERT, BARONE E BI RIBEIRO é fora do normal.
Depois do show de hits e mais pop dos PARALAMAS, a expectativa era para rock pauleira da noite e uma dúvida pairava no ar: será que os TITÃS iriam arriscar e tocar grande parte do repertório espetacular do novo álbum "Nheengatu"? Ou iriam fazer igual a banda anterior e levar a plateia somente com seus hits? Quando o palco foi montado e a capa do novo álbum apareceu atrás, parecia que e a banda iria arriscar, mas acertadamente e infelizmente não.
O tipo de público presente no Ginásio Nilson Nelson era de massa e não um público específico de rock, estavam lá para ouvir os grandes sucessos. Confesso que queria ouvir as músicas novas (como foi o show no Porão do Rock), mas, ao mesmo tempo, sabia que não iria surtir efeito com a plateia de sábado.
Mas os TITÃS são os dinossauros do rock e sabem lidar com o público e grandes festivais, vide as recentes multidões para as quais tocaram no carnaval de Recife, no réveillon do Rio e no porão do rock meses atrás em Brasília. E a banda quanto mais velha, melhor fica, com muita energia e disposição no palco, destaques para a vitalidade de sempre e a voz rasgada do PAULO MIKLOS, e a "loucura" e a inquietação do TONY BELLOTTO.
A banda já começa com a explosiva "Lugar Nenhum" emendando logo em seguida com "Aluga-se", a gritaria "Aa Uu" e "Diversão". Para recuperar o fôlego da plateia a primeira balada, "Pra Dizer Adeus". Os clássicos continuaram com "Flores" e "O Pulso" e logo em seguida a aclamada "Sonífera Ilha".
A única música nova que executaram foi "Fardado" (uma das melhores do novo disco) que com uma recepção morna ficou provado que para essa noite os TITÃS tomaram uma decisão acertada. Depois tocaram uma música dos anos 80, mas que cai como uma luva nos dias atuais: "Desordem".
Com a lista da operação lava a jato disponível desde sexta noite, muita gente estava esperando "Vossa Excelência" onde os "elogios" para os nossos deputados e senadores foram cantados a plenos pulmões. Com um solo de tirar o fôlego em "Cabeça Dinossauro", MARIO FABRE provou que foi uma decisão acertadíssima para substituir o grande CHARLES GAVIN.
A sequência final foi para as rodas de bate cabeça, depois da divertida "Televisão", e da crítica "Homem Primata", fecharam com chave de ouro e puro rock com "Polícia" e "Bichos Escrotos", que, mesmo após quase 4 horas de show, o público ainda pulava e cantava com muita energia. Por fim, ainda teve o BIS com "A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana", "Família" e "É Preciso Saber Viver".
Se o rock nacional morreu, como dizem uma minoria por aí, eu não sei, mas essa noite ficou provado o contrário, além de estar bem vivo, o rock nacional, pelo menos dessas duas bandas com seu extenso repertório de qualidade, é imortal.
Setlist:
PARALAMAS DO SUCESSO:
1 – Alagados
2 – Bora-Bora
3 – Patrulha Noturna
4 – Cinema Mudo
5 – Ska
6 – O Calibre
7 – Cuide Bem do Seu Amor
8 – De Perto
9 – Busca Vida
10 – Me Liga
11 – Como uma Onda no Mar
12 – Saber Amar
13 – Romance Ideal
14 – Quase um Segundo
15 – Meu Erro
16 – Óculos
17 – Lanterna dos Afogados
18 – Ela Disse Adeus
19 – Você/Gostava Tanto de Você
20 – A Novidade
21 – Melô do Marinheiro
22 – Uma Brasileira
23 – O Beco
24 – Lourinha Bombril
BIS:
25 – Aonde Quer Que eu Vá
26 – Caleidoscópio
27 – Vital e sua Moto
28 – Que País é Esse?
TITÃS:
1 – Lugar Nenhum
2 – Aluga-se
3 – Aa Uu
4 – Diversão
5 – Pra Dizer Adeus
6 – Flores
7 – O Pulso
8 – Sonífera Ilha
9 – Comida
10- Fardado
11 – Desordem
12 – Vossa Excelência
13 – Cabeça Dinossauro
14 – Epitáfio
15 – Marvin
16 – Televisão
17 – Homem Primata
18 – Polícia
19 – Bichos Escrotos
BIS:
20 – A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana
21 – Família
22 – É Preciso Saber Viver
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