Cerimonial Fest: Clima de irmandade em festival no Amapá

Resenha - Cerimonial Fest (Sintracom, Macapá, Amapá, 15/11/2014)

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Por Bruno Blackened Monteiro
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O alerta para serem trazidas mais bandas de Metal Tradicional parece ter surtido efeito! No final de semana último (15), o Cerimonial Fest teve o prazer de apresentar aos headbanguers amapaenses a banda THUNDERSPELL, de Belém-PA. O conjunto surgiu em 2010 e tem a demo Thunderspell na bagagem, depois de diversos contratempos, como trocas constantes de músicos e nomes.

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Composta por Hugowar Andrey e Bruno Tavares (guitarras), Leonardo Rodrigues (vocal), Junior (bateria) e Bruno Gibson (baixo), o grupo tem como principais influencias JUDAS PRIEST, IRON MAIDEN, HELLOWEEN e MANOWAR, praticando Metal bastante pesado e energético, tal qual as bandas citadas. Uma enxurrada de riffs cortantes, agudos estridentes e “cozinha” bem entrosada foi o que se viu e ouviu. Excelente show!

Antes da headliner, houve as performances das bandas locais, sendo a HIDRAH a primeira delas. Com o set composto por um mix de covers e autorais, Another Way, Mankind, Desert Fields e Reign of Fire dividiam as atenções e os ouvidos do metalheads com Nothing to Say, Heroes of Sand, Nova Era (ANGRA covers), Power (HELLOWEEN cover) e Flight of Icarus (IRON MAIDEN).

Por causa de uma lesão em uma das pernas, o guitarrista Daniel Abreu não pôde tocar, mas isso não impediu a HIDRAH de fazer uma ótima performance. Melhoras ao músico!

Após uma pausa, CERIMONIAL SOMBRIO sobe ao palco para fazer a plateia continuar bangueando com seu Symphonic/Black/Doom Metal, subgêneros pouquíssimo explorados pelas bandas locais, mas bem vinda desde a primeira apresentação.

Formada por Luana Moura (vocal lírico), Del Almeida (bateria/vocal gutural), Lincon Figueiredo e André (guitarras), Danilo Monteiro (baixo) e Anderson (teclado), o sexteto também contou com a participação especial de Ygor Valente em uma das composições do set.

“P... que pariu, hoje tá dando tudo errado!”, comentou Luana, quando o suporte do teclado de Anderson caiu, interrompendo uma das músicas no meio. Neste ponto, isso não aconteceu somente com CERIMONIAL SOMBRIO.

Uma explosão estava prestes a detonar tudo! Era a VISCERAL SLAUGHTER que estava exalando seu Death Metal! A banda executou, sem dó dos pescoços alheios, faixas do CD Caedem (Human Wreckage, Search for Power, Open your Grave e Scars of Tyranny) e um cover do BRUJERIA (La Migra). Senti falta de Carnal (VADER).

Victor Figueiredo, assim como os demais músicos, é bastante performático e comanda os banguers a fazerem moshes (que duraram, praticamente, toda a apresentação) e walls of death brutais, combinando com o som do conjunto.

Hora da headliner do Cerimonial Fest mostrar a que veio! Tal qual o caso da VISCERAL SLAUGHTER, a banda mostra bastante desempenho e entrosamento. O vocalista Leonardo Rodrigues principalmente: atiçava com gritos de “Hey!” e o coro “Ooooh!” nos momentos necessários, conversava, brincava, etc.

Um dos pontos altos do show foi quando Leonardo vestiu um colete jeans de cabeça para baixo, arrancando gargalhadas gerais! Outro foi quando a correia da guitarra de Hugowar soltou, fazendo o instrumento cair com um baque de dar dó!

Faixas da demo Thundespell (Link of Steel, Wild Spirit, Battle Scream, Shadow Zone e Thunderspell) uniram-se a outras como Lady in Black (em homenagem as mulheres), fazendo os cabelos do público esvoaçarem como se uma ventania tivesse vinda do palco, uma verdadeira e intransponível parede sonora.

Aprovado e ovacionado do início ao fim! E a recíproca foi verdadeira: Leonardo e cia. parabenizaram os demais grupos locais pelas ótimas apresentações! Ponto para o Metal amapaense e para o Cerimonial Fest, que, apesar do atraso, ocorreu sem desentendimentos e briguinhas. Tudo no maior clima de irmandade, como deve ser.

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Sobre Bruno Blackened Monteiro

Metalhead, Gamer, Otaku e Jornalista. Essas são as palavras que me descrevem melhor. Um jovem que faz de tudo para apoiar o Heavy Metal, seja através de resenhas, artigos, fotos, reportagens, entrevistas ou mesmo estando assiduamente nos shows apoiando e bangueando ao som das bandas. Amo o Metal desde os 16 anos e minhas vertentes favoritas são Thrash, Death e Power Metal. Também gosto de Gothic, Doom e Black Metal, mas o Thrash é o que me move! THRASH!

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