Zakk Wylde: Espetacular como nunca em sua nova turnê

Resenha - Black Label Society (Via Marquês, São Paulo, 09/08/2014)

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Por Diego Camara
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Para muitos, a lenda das guitarras Zakk Wylde atualmente é um rastro do que foi. Dispensado da banda de Ozzy Osbourne e lançando, para os críticos, discos que não são mais nada especiais e apenas remontam a si mesmos – o que teria sido, inclusive, um dos motivos para a parceria Wylde-Osbourne ter chegado ao fim: o músico já não tinha mais a criatividade que o Madman esperava para suas composições. Apesar destes agourentos críticos musicais, o Via Marquês estava lotado para a apresentação do Black Label Society. Desde as 11h a fila já se desenhava na frente da casa de shows.

Fotos: Kennedy Silva

A casa escolhida para o espetáculo desta vez foi o Via Marquês, diferente das apresentações anteriores onde os shows foram realizados no espaçoso HSBC Brasil. Fato é que o Via Marquês é casa conhecida como boa opção para shows onde o Carioca Club não teria espaço e foi devidamente escolhido pelo fato de que o show sem dúvidas não lotaria o HSBC Brasil, como não lotou na última apresentação do BLS pelo Brasil. O espaço, porém, é bastante complexo para shows, e desta vez não foi muito diferente – apesar da ótima estrutura da produtora, o espaço não agrada tanto.

A banda de abertura escolhida desta vez foi o STATIK MAJIK. É difícil não tecer ótimas palavras sobre o trio carioca de Stoner Metal. Não tem uma carreira longa, mas se apresentaram muito bem e aqueceram a plateia. O público aplaudiu com vontade e aprovou o show da banda, que divulgou seu último álbum “Wrath of Mind”, lançado em 2013. O som não estava de todo ótimo, a qualidade dos vocais deixou muito a desejar e, abafados, não foram ouvidos tão bem pela plateia. Porém, os ótimos solos de guitarra de Leonardo Cintra e o som da base ficaram bem audíveis e mostraram uma banda sólida, com uma ótima pegada e músicas bastante contagiantes. Vale a pena dar uma conferida no som dos caras!

Após o término do show de abertura, começou uma espera interminável pela apresentação de Zakk e cia. Foi complexa, e diria que meio ingrata a demora na apresentação da banda, que somou 30 minutos de atraso do horário combinado. O público ficou bastante apreensivo, até que as sirenes indicaram o início da apresentação, e Zakk entrou no palco com sangue nos olhos para tocar “The Beginning... At Last” do álbum “Sonic Brew”. Desde o início ficou notória tanto a qualidade do som do Via Marquês – que realmente fez todos se esquecerem dos problemas que tanto reclamaram da apresentação de 2012 – quanto à extrema vontade do público de ver o ídolo.

O show a parte do público ficou ofuscado, porém, pela ótima condição de Wylde. O guitarrista esta, realmente, em sua melhor forma. Com os vocais precisos e rasgados de sempre e, especialmente, ao mostrar que ainda é um dos melhores guitarristas do heavy metal: os solos animais arrancaram gritos e suspiros da plateia durante toda a apresentação, no estilo magistral já conhecido do guitarrista.

Zakk passou quieto boa parte do show, realmente é um músico reconhecido por levar ao público aquilo que ele quer: música! Sem enrolação, sem papinho furado, a banda sacou música atrás de música do seu repertório, passando por toda a sua carreira: de “Funeral Bell” do “The Blessed Hellride” de 2003 até “Godspeed Hell Bound” do “Order of the Black” de 2010. Todas escolhidas a dedo, o setlist foi curto mas pareceu agradar bastante todos os fãs presentes.

Apesar de Zakk tomar o controle da banda e fazer com que todo o público não conseguisse tirar os olhos dele, tenho também que ressaltar que a sua banda de apoio também não deixa de ser grande destaque. Dario Lorina, que substituiu há pouco tempo Nick Cantanese nas guitarras, realmente mostrou estar ao nível de ser a dupla de Zakk. Quando foi requisitado nos solos de guitarra também levantou o público e, mesmo como coadjuvante, mostrou seu valor. Jeff Fabb, também novato, é uma máquina das baquetas e imprimiu ritmo e velocidade impressionantes no show.

Mas o show realmente era de Zakk Wylde. Seu solo de guitarra foi extremamente longo – diria eu que mais longo do que o necessário – mas mostrou uma coisa: o vigor impressionante do guitarrista e sua rapidez. Não havia nota perdida, não havia erros, o público não pode fazer nada além de olhar estupefato a apresentação. Não bastasse isso, Zakk ainda se aventurou nos teclados em também um ótimo solo, além de executar com maestria a música “In This River”, performance genial que realmente emocionou bastante o público.

O show foi fechado com chave de ouro com a música “Stillborn”, um dos maiores hits do Black Label Society. O som ensurdecedor do público, que pareceu acordar para ouvir a música e aplaudir o mestre das guitarras, não podia ter sido resultado melhor para um show tão emocionante. A espera, no final, valeu para os fãs, e as poucas músicas tocadas também não foram ponto negativo.

Zakk Wylde não só agradou em sua passagem como mostrou que continua o mesmo guitarrista de anos atrás: rápido, eletrizante e com seu estilo único que marcou sua carreira com Ozzy Osbourne, sua carreira solo e o Black Label Society. Vida longa ao mestre Zakk Wylde!

Statik Majik é:
Thiago Velasquez – Vocal e Baixo
Leonardo Cintra – Vocal e Guitarra
Luis Carlos – Bateria

Setlist Statik Majik:
01. God in the Mirror
02. Between 4 Walls
03. Drowning in Despair
04. Slaves of Greed
05. Utopia Sunrise
06. Paradox of Self-Existence

Black Label Society é:
Zakk Wylde – Vocal e Guitarra
Dario Lorina – Guitarra
John DeServio – Baixo
Jeff Fabb – Bateria

Setlist Black Label Society:
01. The Beginning... At Last
02. Funeral Bell
03. Bleed for Me
04. Heart of Darkness
05. Suicide Messiah
06. My Dying Time
07. Damn the Flood
08. Guitar Solo
09. Godspeed Hell Bound
10. Angel of Mercy
11. In This River
12. The Blessed Hellride
13. Concrete Jungle
14. Stillborn

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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