Avenged Sevenfold: Consolidando novo público em Porto Alegre
Resenha - Avenged Sevenfold (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 22/03/2014)
Por Lucas Steinmetz Moita
Fonte: MoitaRock.com
Postado em 23 de março de 2014
Tornando-se um fiel visitante de solo brasileiro nos últimos anos, o AVENGED SEVENFOLD apresentou-se pela segunda vez na capital gaúcha neste sábado, 22 de março. A primeira visita do grupo ao extremo-sul do país foi em 2011, encerrando a turnê brasileira. Curiosamente, em 2014 o grupo finaliza a série de shows brasileiros novamente em Porto Alegre.
Avenged Sevenfold - Mais Novidades
Não faz muito tempo que os norte-americanos nos visitaram. Há apenas alguns meses fizeram parte de um dos dias do Rock in Rio, ao lado de KIARA ROCKS, SLAYER e IRON MAIDEN. Marcados pela sigla A7X, a banda desperta amor e ódio. Dificilmente exista quem fique no meio termo. O inegável é que a habilidade técnica de todos é impressionante e que há muito tempo não se via uma banda de metal ter um público tão fiel sem ser um dos dinossauros do rock n' roll.
Infelizmente, a acústica do Pepsi On Stage, local onde foi realizado o espetáculo, não estava das melhores. Uma falha de eletricidade atrasou a abertura dos portões da casa, mas não influenciou no horário da programação da noite. Pontualmente, o quinteto subiu ao palco iniciando com "Shepherd of Fire", do mais recente álbum Hail To The King. Sem pausa para diálogos, o grupo emendou "Critical Acclaim", do álbum homônimo Avenged Sevenfold, que conta com o playback dos vocais de Jimmy "The Rev" Sullivan, baterista que faleceu em dezembro de 2009. Aí sim houve a primeira saudação da noite antes de "The Beast And The Harlot".
No decorrer do show, nenhuma surpresa inesperada para o setlist. Porto Alegre aguardava algo especial, já que em 2011 foi agraciada como a única cidade do Brasil que pode apreciar "A Little Piece of Heaven" (que desta vez está fechando todas as apresentações da turnê). Do último disco, foram executadas a faixa título "Hail To The King", "Doing Time" e "This Means War". Com menos de 20 anos de carreira, o Avenged Sevenfold já tem o privilégio de ser uma banda com setlist transbordando de clássicos. "Buried Alive", "Nightmare", a linda balada "Seize The Day", "Afterlife" e "Almost Easy". Canções que todos sabiam a letra na ponta da língua. E, ainda assim, o show parecia com pouco espaço para tantas musicas. E, realmente, um show não é o suficiente para ouvir tudo que eles pode oferecer. Contemplando aqueles que acompanham a banda desde o início, "Eternal Rest" e "Unholly Confessions", do álbum Waking The Fallen, foram as composições veteranas da noite.
Em certo momento, o vocalista Matt Shadows chegou a fazer uma piada dizendo "Ok, agora nós vamos tocar um cover de Justin Bieber" (o que não me surpreenderia após saber que Zacky Vengance andou até cantando "Lepo Lepo" por aí, mas isso já é outra história...). Após vaias a Bieber, risadas a Matt e o tradicional "falso fim de show", a banda ressurge ao palco e encerra com "A Little Piece Of Heaven".
Os adolescentes, em geral, adoram. Alguns apaixonados classicistas abominam. Mas o A7X tem ganhado seu espaço. Em 2011 fez em Porto Alegre um show muito melhor que este (considerando que as canções eram mais atraentes e a acústica do local era muito superior a este ano). Em 2013 teve sua apresentação ao vivo projetada para todo o Brasil pela Rede Globo, embora tenha sido uma apresentação com uma série de falhas técnicas. Em 2014 vejo a evolução do público... Muitas pessoas com idade mais avançada. Alguns ex-adolescentes presentes em 2011, mas também haviam aqueles que rondam os quarentões (e nem todos estavam indo para levar os filhos). Encontrei um amigo - mais velho que eu - e disse "Te flagrei curtindo som de adolescente!", em tom de brincadeira. A resposta foi ótima... "Isso não é nada, fiz pior... Já viajei até o Rio de Janeiro para ver eles. Esses caras são muito bons!"
Aos poucos, a resistência à novidade e ao apelo comercial vai se dissolvendo. A grande verdade é que, dentro de duas décadas, eles é que serão os dinossauros do heavy metal. Visualizo desde já, em 2034, fãs de Avenged aos 30 e poucos anos de idade levando seus filhos ao show de uma nova banda que eles tanto gostam e comentando: "Que barulheira! Música boa é aquela do nosso tempo. Sevenfold!"
Para ver mais fotos, acesse o link:
http://www.moitarock.com/2014/03/avenged-sevenfold-confira-como-foi-o.html
Fotos: Israel Henkin
Outras resenhas de Avenged Sevenfold (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 22/03/2014)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
A banda brasileira que sempre impressiona o baixista Mike LePond, do Symphony X
A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
Tony Dolan não se incomoda com a existência de três versões do Venom atualmente
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
O ícone do thrash metal que era idolatrado na Bay Area e tinha um lobo de estimação
Morre Greg Brown, guitarrista e membro fundador do Cake
Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, morre aos 47 anos
A melhor música de cada álbum do Iron Maiden, segundo ranking feito pela Loudwire
Os 5 melhores álbuns do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau


Rock in Rio confirma Avenged Sevenfold e Bring Me the Horizon
Dave Mustaine explica por que não se interessa por bandas atuais de heavy metal
Avenged Sevenfold e Good Charlotte anunciam turnê conjunta pela América do Norte em 2026
Cinco grandes bandas de heavy metal que passarão pelo Brasil em 2026
A Day to Remember anuncia três shows solo no Brasil
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


