Doro: Espetáculo de carisma, de Metal, de diversão e de simpatia

Resenha - Doro (Carioca Club, São Paulo, 08/03/2014)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Nunca pensei que como homem teria alguma razão para comemorar um Dia Internacional da Mulher. Mas agora em 2014 fui obrigado a mudar de ideia, afinal esse sábado 08 de março ficará marcado e passará a ter uma grande importância para este redator que vos escreve. Não pela data comemorativa em si, mas pelo que se passou no Carioca Club.

Foi a primeira vez que vi essa incrível alemã de 49 anos no palco, ao vivo. DORO Pesch é conhecida como Metal Queen (Rainha do Metal) e trouxe ao Brasil sua turnê “Doro: 30 Years Strong & Proud”, promovendo também seu álbum “Raise Your Fist” (2012), em data única em São Paulo.

Sabe aquela conhecida expressão “rasgação de seda”, que se usa normalmente naquelas situações nas quais as pessoas bajulam umas às outras? Pois é, ela cabe aqui perfeitamente, para descrever o show da DORO.

Enquanto DORO bajulava os fãs com inúmeras paradas para interagir com o público, descia para a pista para cantar do chão, agradecia a presença de todos e, é claro, cantava suas músicas com perfeição, a plateia não ficava atrás, jogando camisetas, mostrando cartazes, gritando o nome da cantora e aplaudindo muito. Uma mútua troca de carinho, uma “rasgação de seda”, no melhor sentido que essa expressão possa ter.

A apresentação foi arrepiante, dos primeiros e velozes riffs de guitarra da música “I Rule The Ruins” até “Hellbound”, que fechou a noite. Como DORO mesmo anunciou, foram diversas canções “old school”: “Burning The Witches”, “True As Steel” e a mais do que clássica “All We Are”, todas originalmente gravadas nos anos 80, quando DORO era vocalista do WARLOCK.

De sua fase mais recente DORO apresentou a emocionante “Hero”, música composta em homenagem ao falecido vocalista Ronnie James DIO, em mais um grande momento da noite. Também não ficou de fora a canção “We Are The Metalheads (Wacken Hymne)”, gravada por DORO para o aniversário de 20 anos do festival alemão Wacken Open Air.

Uma hora e meia de show foi pouco para o tamanho do carisma e simpatia dessa mulher. Eu mesmo poderia listar aqui pelo menos mais uma meia dúzia de músicas que gostaria de ter visto DORO cantar ao vivo, mas saí do Carioca Club satisfeito e literalmente arrepiado com a energia da apresentação.

Antes de deixar o palco, DORO ainda recebeu uma placa em sua homenagem, o que a deixou muito emocionada. E para completar, vale ainda registrar um fato notado ao final do show: a própria DORO recolheu praticamente tudo que havia sido jogado para ela no palco e saiu carregando todos os itens, mostrando sua enorme consideração pelos fãs, demorando longos minutos para se retirar, como se não quisesse ir embora dali e encerrar aquele momento mágico com sua plateia.

Enfim, o show da DORO foi esse espetáculo de carisma, de Heavy Metal, de diversão e de simpatia, merecendo destaque todos os integrantes de sua banda, seja pela qualidade na execução das canções, seja igualmente pela simpatia demonstrada para com o público presente.

Tudo isso foi transmitido ao vivo para Europa e Estados Unidos e ainda gravado para fazer parte do documentário intitulado “DORO - The History of the Metal Queen” e para um possível futuro DVD “DORO - Live in Brazil”. Aguardemos.

Um Dia Internacional da Mulher para ficar marcado na vida não só das muitas mulheres presentes, mas também dos marmanjos que estiveram no Carioca Club neste sábado.

Parabéns a você DORO, mulher talentosa e nossa Rainha do Metal.

Agradecimentos a Costábile Salzano Jr. (The Ultimate Music – Press) e 8X8 Live pela atenção e credenciamento.

Banda:

Doro Pesch – vocal
Nick Douglas – baixo, teclado
Johnny Dee – bateria
Bas Maas – guitarra
Luca Princiotta – guitarra, teclado

Set list:

I Rule the Ruins (WARLOCK)
Burning the Witches (WARLOCK)
Fight for Rock (WARLOCK)
The Night of the Warlock
Without You (WARLOCK)
Raise Your Fist in the Air
True as Steel (WARLOCK)
Revenge
Für Immer (WARLOCK)
Earthshaker Rock (com solo de bateria - WARLOCK)
We are the Metalheads (Wacken Hymne)
Hero
Breaking the Law (JUDAS PRIEST)
All We Are (WARLOCK)
Hellbound (WARLOCK)

Fotos por Diego Camara

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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