Angra: Noite especial para os fãs paraenses

Resenha - Angra (Botequim, Belém, PA, 22/11/2013)

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Por Jéssica Alves
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A noite de sexta-feira (22) foi mais do que especial para os fãs paraenses da banda Angra. Além do grupo voltar para a capital Belém após 8 anos sem realizar apresentações no estado, o retorno foi muito esperado, pois a cidade foi escolhida para iniciar a segunda parte da turnê comemorativa dos 20 anos de "Angels Cry", álbum de estreia do Angra.

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E mais uma vez o grupo paulista fez um show para ficar na memória. O local escolhido foi o Botequim, reduto pouco tradicional para a cena headbanger belenense. Mas desde cedo uma grande fila se formou do lado de fora da casa, juntando fãs do Angra que vieram não apenas de Belém, mas de outros municípios do interior do para e outros estados, como Acre, Roraima e Amapá, como nossa equipe.


A região norte já é uma boa rota para as bandas do heavy metal brasileiro e mais uma vez o público lotou a casa para prestigiar um dos maiores nomes brasileiros na cena metal.Marcada para as 22h, a apresentação começou com apenas 30 minutos de atraso. Sem banda de abertura, logo uma introdução pode ser ouvida na casa de shows. Logo o baterista Ricardo Confessori subiu e foi ovacionado pelo público.


Desde ali o Angra já estava com o jogo ganho. Um por um, os membros foram surgindo: Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e o vocalista convidado (quase efetivo) Fabio Lione (Rhapsody of Fire). A faixa título foi escolhida para abrir o show, seguindo a ordem do DVD comemorativo "Angels Cry 20th Anniversary Tour", lançado neste mês. Para delírio geral, o som estava de boa qualidade e todos puderam curtir o show sem grandes problemas.O retorno para a região norte foi de grande alegria para o Angra, como pode-se perceber durante a apresentação e performance dos músicos, especialmente dos guitarristas Kiko e Rafael, sendo que este último pulava e agitava sem parar, sendo correspondido pelo público. "Nothing To Say" do álbum Holy Land deu continuidade ao show, seguida de "Waiting Silence" do aclamado Temple of Shadows.


É notável que as músicas da fase Edu Falaschi encaixam-se comperfeição no vocal do italiano Lione. Mas a incrível performance e carisma compensam suas poquíssimas dificuldades em cantar as canções eternizadas por Andre Matos. Aliás, carisma foi o que não faltou para Fabio enquanto cumprimentou o público, com seu inglês/espanhol/italiano/português.


Seguindo o show, vieram "Time", "Lisbon", "Millenium Sun" e "Wings of Destination", com direito a vocal de Felipe Andreoli, agressivo e direto. "Gentle Change" foi executada, na minha opinião, a música que mais se encaixa na voz de Lione, que canta com simplicidade e ao mesmo tempo força impressionante. Agora é a vez de Rafael Bittencourt assumir o microfone e mandar a ótima "The Voice Commanding You" do injustiçado Aurora Consurgens. "Late Redemption" é tocada e em seguida "Silence and Distance".


Pausa para um momento acústico, como segue o roteiro do DVD, e Kiko e Rafael mandam "Reaching Horizons", uma canção muito especial para o Angra, pois foi a primeira composta na carreira dos paulistas, como afirmou Bittencourt para o público. "Coroa Imperial/ Caça Caçador" ganharam uma versão mais maracatu baião e uma pequena esquecida na letra não tiraram o brilho da apresentação. "A Monster In Her Eyes" foi executada de maneira mais doce na voz de Bittencourt, saindo o virtuosismo da voz de Edu Falaschi na versão original do álbum Aqua.


O heavy metal volta ao palco com "No pair for the Dead", um dueto de Lione e Bittencourt. "Evil Warning" começou a ser executada, com um grande destaque para Confessori. O clássico Rebirth ecoou e meocionou o público.


"In Excels" o sample mais esperado da noite foi logo executado, para a surpresa geral, pois todos sabiam o que vinha a seguir. "Nova Era", grande hino da era Falaschi fez toda a casa bater cabeça sem parar, voltando a grande energia do início do show. Muito ovacionada. E logo a banda agradece e se prepara para sair do palco. Mas pera aí. Tá faltando algo importantíssimo nesse show. Não demorou muito e os gritos clamando por "Carry On" invadiram o Botequim e os músicos se entreolham, com um clima de brincadeira. Ricardo Confessori, com jeito malandro, faz gestos que está cansado, só para atiçar ainda mais o público.


Então Lione provoca o público a gritar mais ainda. Até que Ricardo volta a bateria e Kiko anuncia o hino clássico do álbum aniversariante. E "Ufinished Allegro" cria a maior expectativa da noite. A cada segundo que vai terminado, a gritaria vai aumentando, E para a alegria geral da nação Angra, "Carry On" ecoa, e as últimas energias do público são gastos. Fabio Lione surpreende com uma grande apresentação e inovação. E assim fecha o show do Angra em Belém do Pará, fazendo mais uma marcante noite para o heavy metal paraense. Uma grande celebração para o clássico estreante Angels Cry. No fim da noite, ouviam-se especulações de um possível retorno da banda em 2014. Se ocorrer, será muito bem vindo, para mais uma grande banda do metal brasileiro.


Não demorou muito e os gritos clamando por "Carry On" invadiram o Botequim e os músicos se entreolham, com um clima de brincadeira. Ricardo Confessori, com jeito malandro, faz gestos que está cansado, só para atiçar ainda mais o público. Então Lione provoca o público a gritar mais ainda. Até que Ricardo volta a bateria e Kiko anuncia o hino clássico do álbum aniversariante. E "Ufinished Allegro" cria a maior expectativa da noite. A cada segundo que vai terminado, a gritaria vai aumentando, E para a alegria geral da nação Angra, "Carry On" ecoa, e as últimas energias do público são gastos. Fabio Lione surpreende com uma grande apresentação e inovação. E assim fecha o show do Angra em Belém do Pará, fazendo mais uma marcante noite para o heavy metal paraense. Uma grande celebração para o clássico estreante Angels Cry. No fim da noite, ouviam-se especulações de um possível retorno da banda em 2014. Se ocorrer, será muito bem vindo, para mais uma grande banda do metal brasileiro.

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Sobre Jéssica Alves

Uma jovem nascida em 1990 e moradora do Estado do Amapá que teve a sorte de ser criada em um lar onde o rock sempre esteve presente. Por frustação no meio musical, a veia jornalística falou mais alto e atualmente caminha no ramo do Jornalismo Cultural e milita na divulgação da cultura underground tucujú. Seu forte está no heavy metal, hard e classic rock.

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