Live Metal Fest: como foi o evento no Espaço Cult em Curitiba
Resenha - Live Metal Fest Curitiba (Espaço Cult, 18/08/2013)
Por Arthur Malaria
Postado em 20 de agosto de 2013
Pela primeira vez fora de São Paulo, ontem (18 de agosto) o Espaço Cult foi palco de uma celebração, uma união entre bandas e amigos que concretizou o Live Metal em Curitiba.
Com pouquíssimo atraso a festa começou por volta das 16:25, com a abertura da Banda Necropsya Brazilian que subiu ao palco com a garra e pegada únicas da banda. Abrindo o show com Isolation, a banda enfrentou alguns problemas técnicos (falha no microfone) que foram sanados, mas reapareceram algumas vezes durante a apresentação do trio mais pesado do Paraná. Perceptivelmente bem recebidos e fazendo a alegria dos presentes, a banda aproveitou muito bem os quase 50 minutos de apresentação, misturaram bem as músicas antigas com as do CD novo, conseguindo um ápice ao tocar Determinação, música em portugues cantada pela maioria presente.
A banda Semblant foi a segunda a se apresentar, e mesmo com poucas apresentações em Curitiba esse ano, podemos ver que a banda tem muitos fãs e é muito querida pelo público curitibano... com um som coeso e músicos bem entrosados, apresentou músicas de seus trabalhos já lançados e músicas que irão integrar o CD novo. Os destaques ficaram pra qualidade técnica de seus vocalistas (Sergio e Mizuho) pras SETE cordas do Sol Perez, e pra sua música de trabalho Throw Back to Hell.
Na sequência subiu a Screams of Hate, banda de um dos idealizadores do festival (Clayton), que apesar de não ser muito conhecida pelo público curitibano, trouxe um metal brutal e pesado, mesmo sem um de seus guitarristas, despertando a curiosidade em todos os presentes. A apresentação ainda teve participação do Fabinho e contou também com uma homenagem a uma das maiores bandas do Brasil, Sepultura, o que levou o público ao êxtase.
A quarta banda a se apresentar, Livin Garden, já bem conhecida pelo público curitibano, fez o show mais cheio da festa. Uma apresentação impecável em que a banda preferiu tocar, na maioria, músicas novas (que já estavam na ponta da língua da galera) e impressionou com seu carisma. O ponto mais forte do show é o feeling presente nas músicas, e o folego de seu guitarrista (Daniel) que não para um segundo no palco. E a música Don't Blame (MINHA preferida) que demonstra técnicas apuradas e simplicidade. Sempre melhores a cada apresentação!
Como posso morar em Curitiba e nunca ter ido a um show da Krucipha? Porra... já tinha ouvido pela internet, mas ao vivo é ainda melhor!! A banda faz um metal bem abrasileirado, com muitas pitadas de Sepultura, e uma coesão absurda (e necessária, pois tem uma cozinha maior com a percussão presente em suas músicas) mais detalhes? Tocaram Children of the Grave do Black Sabbath e tem um percussionista possuído no palco, que não para. Henrique Bertol, guitarrista da Necropsya completou o time substituindo uma das guitarras, destaque pra música Affordiction.
Em seguida tivemos Ancesttral no palco, e só tenho uma pra palavra pra descrever: FODIDO. Pra mim foi além do esperado, já que conheço a banda desde o lançamento do primeiro disco, mas nunca tinha visto ao vivo... fiquei boquiaberto com a qualidade e perfeita execução das músicas, tendo o microfone falhado durante uma das músicas, a pior parte do show foi ele ser tão curto pela falta de tempo... mas com certeza quem viu e não conhecia ficou tentado a conhecer mais. Destaque absoluto pra faixa Lost in myself e Bloodshed and Violence e pro discurso do vocalista (Alexandre).
Por último, com o Espaço Cult já um pouco vazio, a Banda Holiness Rock, que não se intimidou com o horário ou cansaço e mostrou sua técnica e qualidade musical, tendo feito um show com aquela cara de festival, aquela cara de "porra, podia durar mais" e teve como destaque a garra e determinação dos musicos, assim como qualidade vocal e instrumental, ficando como destaque a bateria muito bem tocada!!
Desse festival (que espero que tenha sido "apenas" o primeiro) só tenho a parabenizar a atitude das bandas, a união, companheirismo e garra, ao público que compareceu em peso e aos organizadores, em especial ao Clayton, o Gabriel Canoro e o Sergio Mazul, assim como TODOS os envolvidos, que foram fundamentais pra realização disso tudo.
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