Sepultura: Desbravando as últimas fronteiras no Brasil
Resenha - Sepultura (SESC Roraima, Boa Vista, 14/07/2013)
Por Cesar Matuza
Postado em 19 de julho de 2013
Caros leitores, ao lerem a notícia que o Sepultura fez o show de encerramento da 9ª edição do maior festival de rock de Roraima, qual a primeira pergunta que lhes vem à cabeça?
Não precisa nem falar, já imaginamos. Sim, o Sepultura foi à Boa Vista, capital do estado de Roraima, nas vésperas de completar 30 anos de carreira, realizar um dos maiores shows que as capitais do norte do Brasil já viram. Não sei quais são os estados que a banda ainda não tocou, mas dessa lista Roraima acaba de ser riscada.
O festival que estamos falando é o Roraima SESC Fest Rock, que acontece anualmente, sempre no mês de julho, em celebração ao dia mundial do rock, nas dependências do SESC Mecejana, em Boa Vista – RR.
Esse festival patrocinado e realizado pelo SESC, com apoio de mais alguns órgãos públicos e empresas locais, já teve em seu line up bandas como Matanza, Raimundos, Marcelo Nova, Dr. Sin, Dado Villa Lobos, Madame Saatan, Nekrost, Glory Opera, Korzus, Carro Bomba, entre outros.
Este ano o festival, além do Sepultura, teve o Baranga, mais duas bandas de Manaus, uma do Mato Grosso do Sul, e mais 15 bandas locais. Cerca de mil pessoas lotaram a área externa do SESC, pra presenciar o show histórico para aquela cidade.

Quando o Sepultura subiu ao palco, já passava de meia noite do Domingo, tecnicamente, já na segunda-feira. Nem a leve chuva, que caiu pouco antes durante o show do pré show da banda Eutanase de Manaus, tirou a animação do público. Pelo contrário, como sabemos do clima quente da região Norte do Brasil, a chuva serviu para dar uma refrescada na galera pra tomar fôlego para o show principal da noite.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A banda sobe ao palco e abre a noite com "Troops of doom" e o mosh pit se forma na frente do palco. Durante o show era possível ver nos rostos das pessoas presentes, jovens, adolescentes, coroas, a expressão de felicidade estampados nos sorrisos de satisfação pela oportunidade única de ver os ídolos tão de perto, durante a após o show.
O repertório repleto de clássicos, músicas antigas e novas também, dos álbuns mais recentes, Kairos e A-lex fizeram o público de Roraima enlouquecer na frente do palco. Ainda sobrou espaço para as covers oficiais "Polícia" e "Orgasmatron". Eloy Casagrande nas baquetas é demolidor, impressiona pela técnica e pela pegada e dá ainda mais pressão ao som da banda. O encerramento apoteótico no melhor estilo (tira o pé do chão) com o público (inclusive este que vos escreve) pulando freneticamente com a música. Toda a energia que a banda deu no palco, o público retribuiu a altura, do início ao fim do show.

Foi o privilégio dos Roraimenses ver o primeiro show da banda após a gravação do novo álbum gravado nos Estados Unidos, que deve sair em outubro desse ano.
Esta poderia ser uma resenha como outra qualquer, sobre um show do Sepultura, como várias outras já publicadas aqui. Mas vocês vão entender que não é sobre um simples show da nossa banda de metal número #1 do Brasil. Estamos fazendo aqui uma resenha de um show do Sepultura, na capital mais distante do país, na região Norte, onde os acessos são bem mais difíceis e as distâncias muito maiores. A capital mais próxima à Boa Vista é Manaus, distante 770km, ou 10 horas de ônibus, ou uma hora de avião, onde para se produzir um show desses, os custos com cachê, hospedagem, passagens, estrutura, equipamentos, local, e tudo mais que envolve o evento, torna inviável praticamente qualquer show de rock na cidade.

Então imagine se fosse você: um fã de Sepultura que mora em Boa Vista, capital de Roraima, que não tem oportunidade nem recursos para viajar a outros estados, ver shows maiores em grandes capitais. Faz ideia do que essa molecada presente neste dia no SESC de Roraima sentiu nessa noite? Tem idéia do que esse show representou para os rockers e bangers daquela cidade? Com certeza, no mínimo, pode ter certeza que todos que estavam lá, vão se lembrar dessa noite pelo resto de suas vidas.
Quanto ao fato que presenciei no domingo, dia 14 de julho de 2013, em um show do Sepultura em Roraima, com cerca de mil pessoas presentes, uma coisa nós fãs do Metal podemos ter certeza, o Metal é muito mais forte e muito mais presente no Brasil do que poderíamos imaginar.

E por curiosidade, analisando numericamente, em uma cidade com 300 mil habitantes, ter mil pessoas em um show do Sepultura, proporcionalmente, seria como um show em São Paulo com cerca de 70 mil pessoas. Lindo né? Roraima está de parabéns, e os headbanguers de lá provaram que não são menos nem diferentes de qualquer um no Brasil ou no mundo, e que lá é uma terra roqueira sim.
Logo pretendo publicar aqui uma resenha com as bandas locais que tocaram neste festival. Vale a pena conferir, tem bandas muito boas e tenho certeza que vão te surpreender. Aguardem.
Abraços a todos!
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