Avantasia: a orquestra do metal invade São Paulo!

Resenha - Avantasia (HSBC Brasil, São Paulo, 29/06/2013)

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Por Diego Camara
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A orquestra do metal invadiu São Paulo neste último sábado, 29, no HSBC Brasil. O AVANTASIA, projeto do renomado vocalista Tobias Sammet, Edguy, passou mais uma vez pelo Brasil e trouxe um grupo renovado de músicos para tocar alguns dos grandes sucessos da banda, além de lançar seu novo disco, “Mystery of Time”, em um show de mais de 3 horas de puro heavy metal e orquestrações.

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Novamente, como em 2010, o público foi assolado por chuva durante o final da tarde e início da noite. Porém a água novamente não assustou os fãs do metal que se juntaram por horas e horas a fio – de acordo com informações da produtora, já no início da tarde os primeiros fãs estavam na porta do local – para tentar buscar os melhores lugares para assistir ao show.

A entrada do público ocorreu sem problemas. Quem comprou o early entrance package teve acesso com 30 minutos de antecedência e o público em geral começou a entrar na casa as 20h00min. A pontualidade e a tranquilidade na entrada foram até surpresa, dado o tamanho do público e da chuva forte que se fez durante as horas que antecederam a abertura dos portões. A organização foi impecável, e funcionou plenamente.

O show iniciou exatamente as 22h00min, quando o som da intro “Also Sprach Zarathustra”, de Richard Strauss, bastante conhecida por ser parte do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”, começou a tocar. O público foi à loucura, ainda mais quando os integrantes da banda começaram a aparecer um por um e o som introdutório de “Spectres”, uma das músicas do novo álbum, começou a rolar. A entrada de Sammet foi o bastante para o público cair em graças e ele, magistralmente, comandou com firmeza o público, que respondeu com alegria.

A banda então ainda tocou “The Watchmakers’ Dream”, uma das grandes músicas do novo disco. Nesta houve a participação do guitarrista Oliver Hartmann nos vocais e, apesar de não ser música das mais conhecidas do público – na verdade, ela foi muito pouco tocada pelo Avantasia em suas turnês – ainda foi capaz de emocionar os presentes: o solo, onde guitarra e Hartmann e os teclados de Miro se fundem, foi um momento fantástico.

A banda tocou, então, “The Story Ain’t Over”, que sem duvidas foi o destaque do dito “pré-show” do Avantasia: com os vocais do bom e velho Bob Catley, que emocionaram o público, e de uma fantástica Amanda Somerville que, diferente do show de 2010, parecia extremamente a vontade. “The Great Mystery”, do novo álbum, veio em seguida: a música longa – pouco mais de 10 minutos – não pareceu agradar muito ao público e foi um dos momentos de baixa do show.

Com “Prelude” parece que se inicia uma espécie de novo show. Na abertura, executada com grande qualidade por Miro, o público já gritava o nome do vocalista Michael Kiske. E foi assim, em grande salva de palmas, que ele entrou no palco junto com Sammet para tocar o grande sucesso “Reach out For The Light” e a sequência “Breaking Away”. As músicas mostraram um Kiske bastante afinado, como sempre esteve, e empolgaram os fãs dele que estavam presentes.

A música seguinte foi “Scales of Justice”, que contou com a participação do vocalista Thomas Rettke. O que poderia ser mais um “filler” com a participação de um vocalista pouco conhecido do público mostrou-se no final como uma grande apresentação. O público se animou com Rettke, que com uma voz firme e sua presença de palco encantou os fãs, que cantaram junto bastante empolgados.

Em uma verdadeira chuva de convidados, o seguinte foi o já bastante conhecido Eric Martin, do Mr. Big. Em uma entrada triunfal no palco, tocou a música “What’s Left of Me”, que com sua cadência se encaixou com perfeição com os vocais de Martin, deixando o público atento, apenas ouvindo. A seguinte, “Promised Land”, com uma pegada bem firme, mostrou toda a capacidade dos vocais de Martin e foi a primeira de uma sequência de sucessos do Avantasia.

Primeira foi “The Scarecrow”, um dos pontos altos do show. Oliver Hartmann roubou a cena, dominou o palco tanto nos vocais quanto no solo de guitarra, emocionante e cheio de técnica, rendendo a “Ollie” gritos de seu nome na plateia. “Vocês são o público mais barulhento do mundo!”, diz Sammet, bastante alegre com os fãs.

A banda então toca “Shelter From The Rain” e a magnífica “In Quest For”. Enquanto a primeira foi recebida com grande empolgação e manteve o nível de animação do público, a segunda trouxe o momento mais intimista do show, em um canção lenta, de grande impacto, que agraciou a plateia com os vocais de Bob Catley e os teclados de Rodenberg.

A seguinte, “The Wicked Symphony”, foi mais um grande destaque do show. Com Somerville e Rettke, esta música viu seu ponto mais alto. A dupla foi sem dúvidas destaque a parte: animados enquanto faziam a segunda voz e esplendidos quando iam para frente do palco, fica muito difícil dizer que eles não deveriam ter mais espaço durante o show. O público respondeu a este espetáculo, gritando o nome de Amanda no final desta música.

A plateia que foi no show viu também um Tobias extremamente animado, como em 2010, e bastante feliz pelo reconhecimento dado tanto ao seu projeto como aos seus novos, e não tão novos, convidados. “Nós não sairemos daqui enquanto vocês não estiverem completamente satisfeitos!”, gritou o vocalista, recebendo salva de palmas.

A banda então tocaria “Lost in Space” e “Savior in the Clockwork”. A primeira, grande sucesso, foi bem executada, apesar de ainda estar meio que ofuscada pela performance anterior. A segunda, infelizmente, parecia estar totalmente deslocada no show e pareceu mais um “filler”: se fosse tocada no início poderia ter animado mais o público.

Fecharam o show “Stargazers”, “Twisted Mind” e “Dying for an Angel”. A primeira, com a cara de Kiske, trouxe sem dúvidas a melhor performance da noite deste ícone do metal. As outras contaram com Eric Martin que estava cheio de humor, o bastante para arriscar algumas piadinhas com os integrantes da banda: como piadista, porém, Martin é um excelente vocalista, e nestas músicas ele dominou o palco, ofuscando a performance do resto da banda. A plateia respondeu cantando junto e o acompanhando o vocalista o tempo inteiro. “Foi maravilhoso estar com o Mr. Big aqui no Brasil, mas este aqui é o Avantasia!”, disse ele, em cumprimentos à Sammet, que se curvou para Martin em resposta.

A banda deixou o palco e o silencio se fez na casa. O público apreensivo, porém, não pensou duas vezes e começou a tocar, aos gritos, o refrão de “Avantasia”, chamando assim novamente Sammet e companhia para o palco. Via-se no rosto dos músicos um cansaço latente, especialmente em Tobias e no guitarrista Sascha Paeth.

A performance de “Farewell” foi tocada neste ritmo calmo e ajudou a descansar um pouco os fãs em sua abertura. O momento intimista, regado pelos vocais de Somerville e Sammet, fez o público cantar junto e se emocionar mais uma vez durante o show. Amanda novamente roubou a cena: com um animo acima do normal, dançou com a bandeira do Brasil e arrancou gritos do público, mais uma vez.

Kiske, que entrou no final da performance, teve seu momento de fala. Muito contente por estar novamente no Brasil, falou para o público e puxou um pouco o saco de Tobias Sammet. “Além de um grande músico, compositor e um amigo, ele também é uma boa alma”, sorrindo, recebeu também um abraço do vocalista. A música seguinte, “Avantasia”, foi dominada por Kiske, que puxou a música e o público mais uma vez.

“Nós estamos cansados, mas vocês estão prontos para mais?”, diz Sammet, recebendo um sim firme e forte da plateia. O final não poderia ser melhor: diferente de 2010, Sammet e companhia foram firmes e tocaram na íntegra seus dois maiores sucessos: a épica “The Seven Angels” e a clássica “Sign of the Cross”.

A primeira foi épica e recebida com toda a emoção pelo público. Apesar do desempenho, sejamos francos, deixou um pouco a desejar em alguns momentos: a banda parecia extremamente cansada, no geral, mas contaram com o gás extra e Kiske e Hartmann, que com vocais perfeitos e o solo do segundo seguraram o ânimo da plateia, sem deixar a bola cair.

Na última, como de praxe, todos os vocalistas subiram ao palco para cantar juntos, após uma longa apresentação da banda regada ao hit “Another One Bites The Dust”, do Queen. A música cravou o resultado, em mais uma performance incrível carregada agora por todos os vocalistas presentes: mais de três longas horas de show que deixaram todos os fãs da banda quebrados e acabados de tanto pular e cantar. Se alguém, porém, perguntar se valeu a pena, creio que ninguém negaria que este foi um dos melhores shows do ano e que poderiam ter aguentado mais uma ou duas horas sem nenhuma dificuldade.

Para finalizar, ainda vale destaque para o grande trabalho da produtora e da casa de shows: o público entrou tranquilamente, saiu sem nenhum problema, teve ótimo acesso, o show esteve em grande qualidade durante todo o espetáculo e a casa, apesar de completamente lotada, não prejudicou os fãs. Vale destacar o respeito que a FreePass tratou os deficientes, que tiveram acesso a uma área especial bem na frente do palco, reservada somente para eles.

Avantasia é:
Tobias Sammet – vocal
Oliver Hartmann – guitarra e vocal
Sascha Paeth – guitarra
Andre Neygenfind – baixo
Miro Rodenberg – teclado
Felix Bohnke – bateria

Convidados:
Amanda Somerville (Trillium, Aina, Kiske-Somerville)
Bob Catley (Magnum)
Eric Martin (Mr. Big)
Michael Kiske (Unisonic, Place Vendome, Kiske-Somerville, ex-Helloween)
Thomas Rettke (Heavens Gate)

Setlist:
Intro: Also Sprach Zarathustra (Richard Strauss)
1. Spectres
2. The Watchmakers’ Dream (ft. Oliver Hartmann)
3. The Story Ain’t Over (ft. Amanda Somerville e Bob Catley)
4. The Great Mystery (ft. Bob Catley)
5. Prelude
6. Reach Out For The Light (ft. Michael Kiske)
7. Breaking Away (ft. Michael Kiske)
8. Scales of Justice (ft. Thomas Rettke)
9. What’s Left of Me (ft. Eric Martin)
10. Promised Land (ft. Eric Martin)
11. The Scarecrow (ft. Oliver Hartmann)
12. Shelter From The Rain (ft. Bob Catley e Michael Kiske)
13. In Quest For (ft. Bob Catley)
14. The Wicked Symphony (ft. Amanda Somerville, Bob Catley, Oliver Hartmann e Thomas Rettke)
15. Lost in Space (ft. Amanda Somerville)
16. Savior in the Clockwork (ft. Eric Martin)
17. Stargazers (ft. Michael Kiske, Oliver Hartmann e Thomas Rettke)
18. Twisted Mind (ft. Eric Martin)
19. Dying For An Angel (ft. Eric Martin)
Bis:
20. Farewell (ft. Amanda Somerville e Michael Kiske)
21. Avantasia (ft. Michael Kiske)
22. The Seven Angels (ft. Michael Kiske e Oliver Hartmann)
23. Sign of The Cross (ft. todos os convidados)
Outro: Cry Just a Little

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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