Arch Enemy: uma apresentação épica em São Paulo
Resenha - Arch Enemy (Carioca Club, São Paulo, 25/11/2012)
Por Bruno Avellar Alves de Lima
Postado em 30 de novembro de 2012
Durante todo o ano de 2012 o Carioca Club em São Paulo recebeu grades nomes do metal extremo como Dimmu Borgir, Behemoth e Amon Amarth. Neste domingo (25) foi a vez dos suecos do Arch Enemy que fizeram nada menos do que um show épico, com quase duas horas de duração, levando seus apaixonados fãs brasileiros ao delírio.
Era extensa a fila já formada do lado de fora da casa no momento de sua abertura, que ocorreu pontualmente as 18 horas. Os escolhidos para abrir o show foram os brasileiros do MX, banda oitentista de thrash metal que após longo hiato ressurgiu com energia total. A banda subiu ao palco por volta de 18h45, horário em que a maioria do público já estava presente. A banda foi muito bem recebida e ovacionada, ainda que muitos ali nunca a tivessem ouvido.
Às 20 horas então, as luzes se apagam e começa a soar a introdução Khaos Overture muito bem acompanhada por imagens projetadas ao fundo do palco condizentes com o mais recente álbum do Arch Enemy, Khaos Legions. Foi o suficiente para desencadear a intensa emoção do público que clamava pela banda.
Entram em cena então Angela Gossow e sua trupe despejando sob o público Yesterday is dead and gone, que levondo os presentes a loucura. A presença de palco e o entrosamento da banda ficaram evidentes desde o início. Seguiu-se então com a brutal Ravenous e a melancólica My apocalypse, ambas executadas com precisão e acompanhadas palavra a palavra, solo a solo pelo público amplamente envolvido com as canções.
Primeira pausa e Angela conversa com o caloroso público dizendo "São Paulo you are hot!". Segue-se então com a paulada Bloodstained Cross, uma das mais intensas músicas do recente álbum, seguidas por The Day you died e Revolution begins ambas do aclamado álbum Rise of the Tyrant de 2007.
O primeiro solo da noite ficou por conta do competente baterista Daniel Erlandsson. Seguiu-se então com a cadenciada Under Black flags we march, na qual a carismática vocalista entrou com uma bandeira do Brasil assinada pelos dedicados fãs da banda. Foi um dos momentos mais emocionantes desta noite insana!
Seguiram-se então as clássicas Burning Angel do seminal álbum Wages of Sin de 2001, e Dead eyes see no future do álbum Anthems of Rebellion de 2003.
Mais uma pausa para os solos do técnico guitarrista Nick Cordle, que entrou na banda recentemente no lugar de Christopher Amott, e do carismático Michael Amott que lançou sobre o público todo o seu feeling.
Volta então toda a banda para a execução da pesada Dead bury their dead e da melódica No gods, no masters. Foi então que a banda executa uma de suas mais brutais canções de seu repertório atual, Cruelty without beauty com seus riffs pesados e solos marcantes. Foi a parte em que ficou claro o nome do recente álbum Khaos Legions, porque o caos instaurou-se trazendo a casa abaixo.
We Will rise foi a responsável por fechar o primeiro set, seguida do virtuoso solo final de Bridge of Destiny. A banda deixa o palco por alguns minutos e retorna para o primeiro encore, lançando sobre o público a renomada Blood on your hands, com seu refrão entoado em uníssono pelo público.
Mais uma pequena pausa e o público já aguardava ansiosamente a mais conhecida música da banda. Seguida da curta instrumental Snowbound, entra em cena Nemesis, a música que tornou a banda mais conhecida mundialmente com o álbum Doomsday Machine, de 2005. Foi alucinante. O show termina então com a versão instrumental de Fields of Desolation, dos primórdios da carreira do Arch Enemy.
Muito emocionados, público e banda despedem-se encerrando uma noite memorável de puro heavy metal. Um show que com certeza entra para o hall dos melhores do ano. Casa lotada, set list excelente e performance arrasadora marcaram esta noite incrível. Agora é aguardar pelo próximo DVD que deve conter cenas deste e dos outros shows da América Latina, e será lançado em 2013.
Set List
Khaos Overture (intro)
Yesterday Is Dead and Gone
Ravenous
My Apocalypse
Bloodstained Cross
The Day You Died
Revolution Begins
Drum Solo
(Daniel Erlandsson)
Under Black Flags We March
Burning Angel
Dead Eyes See No Future
Nick Cordle guitar solo
Intermezzo Liberté (Michael Amott guitar solo)
Dead Bury Their Dead
No Gods, No Masters
Cruelty Without Beauty
We Will Rise
Bridge of Destiny (outro)
Encore 1:
Blood on Your Hands
Encore 2:
Snow Bound
Nemesis
Fields of Desolation (outro)
Outras resenhas de Arch Enemy (Carioca Club, São Paulo, 25/11/2012)
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