Evanescence : Performance de encher os olhos em POA

Resenha - Evanescence (Pepsi on Stage, Porto Alegre, 04/10/2012)

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Por Paulo Finatto Jr.
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Com uma carreira curta e de sucesso meteórico, o EVANESCENCE é provavelmente um dos nomes mais controversos do rock/metal atual. A banda, que apareceu mundialmente com o álbum “Fallen” (2003), coleciona um misto de amor eterno e de ódio mortal nos quatro cantos do planeta, sobretudo no Brasil. No entanto, despido de qualquer rótulo e de qualquer música enlatada, o grupo se reinventou no ano passado, com o pesado “Evanescence” (2011), e veio ao Brasil para mostrar o porquê de tanto clamor em torno do atual momento de Amy Lee & Cia. Em pouco mais de uma hora, os norte-americanos levaram ao público gaúcho – que encheu o Pepsi on Stage – uma performance intensa e de encher os olhos.

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Fotos por Liny Rocks (http://www.facebook.com/photoslinyrocks)

Embora a noite tenha iniciado cedo, com a abertura do THE USED antes das 21h, era impressionante o quanto a plateia estava ansiosa para o show do EVANESCENCE, programado para as 22h. Com cinco dias de antecedência, os mais devotos de Amy Lee & Cia. transformaram o pátio do Pepsi on Stage em uma espécie de camping e de quarentena para o show. E precisamente às 21h50 todos que esperavam a banda foram à loucura com a bateria rápida que abriu o espetáculo com “What You Want”, uma das principais músicas do álbum novo do grupo. Os gaúchos que compareceram ao Pepsi on Stage – em boa parte adolescentes e pré-adolescentes – foram ao delírio e deram ao quinteto norte-americano uma resposta extremamente calorosa. O hit “Going Under” tornou a abertura do show ainda mais intensa e brilhante. A verdade é que o EVANESCENCE precisou de pouquíssimo tempo para colocar a plateia na mão.

Por mais que muitos queiram torcer o nariz para a sonoridade do EVANESCENCE, que mistura hard rock com new metal sem nenhum tipo de preconceito, é inegável que a banda funciona de maneira incrível em cima do palco. A vocalista Amy Lee é o coração do EVANESCENCE – dona de um carisma ímpar e de uma postura vibrante e ininterrupta em cena. O performático baterista Will Hunt (ex-BLACK LABEL SOCIETY) é outro nome de destaque do conjunto, por todo o malabarismo apresentado com as baquetas em punho. Os guitarristas Terry Balsamo e Troy McLawhorn e o baixista Tim McCord completam o time de primeira linha capitaneado por Amy Lee. O espetáculo prosseguiu com o que há de mais pesado e interessante em “Evanescence” (2011) – “The Other Side” e “Made of Stone” evidenciaram um EVANESCENCE ainda ambicioso e musicalmente criativo.

Com o intuito de não deixar o público respirar, Amy Lee – que usava um curioso figurino montado a partir de uma quantidade incontável de bandeirinhas – emendava música atrás de música, sem trocar muitas palavras com a plateia. Entretanto, os sorrisos de agradecimento eram sinceros e direcionados aos fãs da pista Premium a todo instante, mais ou menos no mesmo tamanho do carinho que o público deixava transparecer a cada verso cantado junto com a vocalista. No piano, Amy Lee fez o Pepsi on Stage literalmente gritar já nos primeiros acordes de “Lithium”. O pedido da cantora foi atendido e a plateia manteve o mesmo pique com a nova “My Heart is Broken”. Em certos momentos, era impressionante o quanto o público parecia conhecer o repertório do EVANESCENCE. As músicas –todas as músicas – foram cantadas de cabo a rabo durante o show inteiro por uma maioria representativa que compareceu ao Pepsi on Stage na noite da última quinta-feira.

O ambiente criado em “Lost in Paradise” – com todos os balões que surgiram e foram jogados ao ar em meio a pista Premium – evidenciou o tamanho do envolvimento dos fãs gaúchos com o show do EVANESCENCE. Na metade do espetáculo, pouco restava ao quinteto norte-americano para comprovar ao vivo. O show era perfeito e deixava claro que mesclar hits do passado com uma boa quantidade de músicas novas e impactantes era a melhor fórmula. Na sequência, “Whisper” e a pesadíssima “The Change” provaram definitivamente que o EVANESCENCE trilha pelo caminho de tijolos dourados ao vivo. Nada é mais impressionante do que a capacidade de Amy Lee se desdobrar com o microfone sem perder a voz ou a compostura. A dedicação da cantora era mais do que visível e não demonstrava nenhum abatimento ou desgaste técnico. Não há dúvidas de que Amy Lee é uma das vocalistas mais incríveis que o hard rock e o heavy metal já viram ao vivo.

Para a reta final do show, Amy Lee & Cia. reservaram dois hits e uma surpresa. As clássicas “Call Me When You’re Sober” e “Bring Me to Life” foram intercaladas com a novíssima “If You Don’t Mind” – recém escrita e ainda não gravada pelo conjunto de Little Rock (Arkansas) – e “Imaginary”. Na volta para o bis, “Lacrymosa” – que não era executada desde 2009 – antecedeu o derradeiro final com a belíssima e emocionante balada “My Immortal”. Em 1h15 de show, o EVANESCENCE esbanjou competência e qualidade técnica, tanto para o público adolescente (menos crítico e mais fanático) como para os mais experientes (e consequentemente mais exigentes). Não há como não se envolver com o espetáculo proporcionado pelo EVANESCENCE. O show é vibrante e intenso como nenhum outro. Impressionante é a palavra adequada para representar como foi a passagem de Amy Lee & Cia. pela capital gaúcha.

Set-list:

01. What You Want
02. Going Under
03. The Other Side
04. Weight of the World
05. Made of Stone
06. Lithium
07. My Heart is Broken
08. Lost in Paradise
09. Whisper
10. The Change
11. Oceans
12. Call Me When You’re Sober
13. Imaginary
14. If You Don’t Mind
15. Bring Me to Life
16. Lacrymosa
17. My Immortal







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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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