Evanescence: Vibe contagiante entre fãs no show do Rio de Janeiro
Resenha - Evanescence (HSBC Arena, Rio de Janeiro, 06/10/2012)
Por Gabriel von Borell
Postado em 08 de outubro de 2012
Exatamente um ano depois de sua última vinda ao Brasil, o Evanescence retornou ao solo carioca na noite deste último sábado (6). Numa apresentação bem mais interessante do que a testemunhada na edição de 2011 do Rock in Rio, Amy Lee e cia reuniram um bom número de fãs na HSBC Arena, na Barra da Tijuca, que demonstraram toda a sua paixão pela vocalista e consequentemente pelo restante da banda.
Acompanhada por Terry Balsamo (guitarra), Tim McCord (baixo), Troy McLawhorn (guitarra) e Will Hunt (bateria), Amy dominou o palco e concentrou toda a atenção de seus fãs. Com um figurino, digamos, diplomático, sua saia trazia a bandeira de diversos países, e cada braço exibia uma bandeira do Brasil e outra da Argentina (essa última seria facilmente dispensada por nós brasileiros), a vocalista agraciou os presentes com sua afinação e potência vocal ininterruptas.
Mas a noite começou mais cedo, às 20h30, quando o The Used, grupo responsável pela abertura, iniciou seu show. Tendo que driblar a hostilidade de boa parte dos fãs de Evanescence, a banda cumpriu o seu papel e fez um show vibrante na HSBC Arena. Embora o público tenha pouco reagido à maioria das canções, o quarteto americano se esforçou para atingir a plateia com singles animados como "I Caught Fire", "The Taste of Ink" e "A Box Full of Sharp Objects", que teve intro com "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana.
Ao final da apresentação, por volta de 21h10, Bert McCracken agradeceu ao público e disse que o The Used voltaria ao país em uma próxima oportunidade. A última apresentação da banda no Rio de Janeiro havia acontecido em 2007, no extinto Canecão.
Mais tarde, depois de cerca de 15 minutos de atraso, o show estava previsto para começar às 21h30, Amy Lee deu o ar de sua graça e surgiu no palco junto com os outros integrantes do Evanescence. A primeira música do set list foi novamente "What You Want", do álbum homônimo da banda, lançado no ano passado. Em seguida, o grupo emendou em "Going Under", que marcou o primeiro momento de grande comoção por parte dos fãs. Com seu refrão potente, a canção foi cantada aos berros pelo público presente na HSBC Arena.
Ânimos acalmados, Amy se dirigiu à plateia pela primeira vez na noite e revelou sua satisfação em voltar mais uma vez ao Brasil, país que ela classificou como "casa". "Nós viajamos o mundo inteiro desde a última vez que nos vimos ano passado. É muito bom estar de volta em casa. Obrigado, Brasil", disse a vocalista, recompensada com muitos aplausos e gritos dos fãs cariocas. O repertório continuou seguindo o cronograma de faixas da turnê atual.
Vieram músicas mais recentes como "The Other Side" e "Made of Stone", e também "Weight of the World", presente no segundo disco da banda, "The Open Door" (2006). Depois, a apresentação ganhou um tom um tanto intimista quando o piano de Amy entrou no palco e ela cantou com muita sensibilidade faixas mais introspectivas como "Lithium", "Lost in Paradise" e "My Heart is Broken", com direito à bolas de encher vermelhas que foram erguidas pelos fãs e depois estouradas no fim da execução da música.
Já antes de "The Change", a vocalista anunciou que aquela era sua canção preferida do novo álbum. Em "Call Me When You’re Sober" o público novamente enlouqueceu e cantou junto com Amy cada verso do single. A aclamação só não foi maior do que na hora do maior hit do Evanescence: "Bring Me to Life". Sendo a última canção antes do bis, a faixa arrebatou os fãs e o grupo deixou o palco com a plateia totalmente extasiada.
Na volta, a banda mais uma vez atestou o seu carinho pelo público brasileiro e contou que, assim como ocorreu em Porto Alegre na quinta-feira (4), a próxima canção do set, no caso "If You Don’t Mind", precisava ser apresentada pela primeira vez em um país querido como o Brasil. Para fechar, depois de quase uma hora e vinte de show, o Evanescence tocou "My Immortal", com Amy de volta ao piano.
Enquanto os fãs se emocionavam com a melancolia transmitida pela letra e melodia, o Evanescence encerrava, logo depois de o relógio marcar 23h, o seu segundo show em terra tupiniquim neste ano. A vibe era tão contagiante entre os fãs que ali estavam que nenhum deles poderia reclamar do curto tempo de apresentação. Talvez eles tenham atentado para esse fato quando chegaram em casa, com o senso de realidade recuperado.
Set list:
1- What You Want
2- Going Under
3- The Other Side
4- Weight of the World
5- Made of Stone
6- Lithium
7- Lost in Paradise
8- My Heart Is Broken
9- Whisper
10- Oceans
11- The Change
12- Lacrymosa
13- Call Me When You’re Sober
14- Imaginary
15- Bring Me to Life
Bis:
16- If You Don’t Mind
17- My Immortal
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Cinco álbuns que foram achincalhados quando saíram, e que se tornaram clássicos do rock
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Por que Angra não convidou Fabio Laguna para show no Bangers, segundo Rafael Bittencourt
O melhor álbum de 11 bandas lendárias que surgiram nos anos 2000, segundo a Loudwire
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
O hit de Cazuza que traz homenagem ao lendário Pepeu Gomes e que poucos perceberam
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
O riff de 1975 que Dave Grohl diz ter dado origem ao heavy metal na sua forma mais rápida
A música do Soulfly que faz Max Cavalera se lembrar de Joe Satriani
O épico de Bob Dylan que "alterou a composição musical para sempre", segundo Bono do U2
Kurt Cobain e a banda brasileira que mexeu com ele: "eles foram muito revolucionários"
As regras de Sharon na relação de Ozzy Osbourne com as groupies


A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
Loudwire escolhe parceria feminina como a melhor música de heavy metal de 2025
A pergunta curta e direta que originou um dos maiores clássicos dos anos 2000
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



