Resenha - B.B. King (Via Funchal, São Paulo, 06/10/2012)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O Rei: B.B. KING. Os súditos: milhares de pessoas que lotaram por completo a Via Funchal, palco escolhido para a festa. Em noite de reverência ao Blues, o guitarrista B.B. KING trouxe sua música e sua alegria para algumas apresentações no Brasil, três delas em São Paulo (Via Funchal, 05 e 06 de outubro e Bourbon Street dia 07 de outubro).

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Fotos por Leandro Anhelli (www.anhelli.com.br)

Esse segundo show da capital paulista estava marcado para 22h, mas antes mesmo de começar uma das atrações para o público era admirar e fotografar Lucille, a guitarra do mestre do Blues. Lucille, como B.B. KING chama seu instrumento de trabalho desde a década de 50, estava “descansando” ao centro do palco, aguardando para ser acolhida pelas mãos do Rei.

Com pouco mais de 15 minutos de atraso, as luzes se apagaram e a banda do guitarrista entrou em cena. Ainda não era hora de se ouvir o som de Lucille, pois nas duas músicas iniciais B.B. KING ficou de fora. Apenas sua banda esquentou o público, com direito a solos de praticamente todos os integrantes.

O velho mestre apareceu algum tempo depois sob forte aplauso de um público em pé para recebê-lo. Acomodado em uma cadeira e já com sua guitarra no colo, B.B. KING tocou algumas rápidas notas e agradeceu o público, brincando que a única palavra que sabe em português é “obrigado”. Passou então a apresentar os oito integrantes de sua banda, sempre com bom humor e arrancando risos da plateia.

Ao final da apresentação dos músicos, B.B. KING brincou que era o mais velho deles e dedicou a música seguinte aos fãs. “I Need You So” foi tocada e KING pôde então mostrar seus dotes com a guitarra.

Assim como B.B. KING, os demais músicos estavam trajados com ternos e muito elegantes. O Rei vestia um paletó brilhante e gravata borboleta. Com 87 anos recém completados em setembro, o bluesman mostrou que ainda tem disposição para tocar para seu público, formado por pessoas de todas as idades e fãs dos mais diversos gêneros musicais.

“Everyday I Have The Blues” foi a próxima da noite, seguida por “Key To The Highway”. Nos intervalos entre as canções, o guitarrista não perdia o bom humor e a oportunidade de sorrir e brincar com o público, como quando prontamente respondeu a um fã que gritou “eu te amo”. “Eu te amo também” foi a resposta imediata de KING, antes de tocar “When Love Comes To Town” e “Rock Me Baby”.

Para o final, B.B. KING guardou mais momentos especiais. Primeiro com “You Are My Sunshine”, para fazer a plateia cantar junto, enquanto tocava o famoso acorde da música mundialmente conhecida. Depois foi a vez de “The Thrill Is Gone” e KING pediu para o público levantar as mãos e acompanhá-lo.

O fechamento veio com “When The Saints Go Marching In”, um hino da música gospel americana que divertiu muito o público, que a essa altura já se encaminhava para o frente das mesas.

Muitos fãs se aglomeraram em pé ao centro do palco nessa parte final do show e B.B. KING aproveitou para distribuir palhetas, autografar alguns itens que lhe eram entregues e posar para fotos, antes de sair de cena de vez, escoltado por sua equipe.

Vai deixar saudade, depois de mais essa emocionante e alegre apresentação. Vá com Deus mestre e até a próxima!

Agradecimentos a Maria Inês Costa (MAIC Comunicação) e Miriam Martinez (Via Funchal) pela atenção e credenciamento.

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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