O guitarrista que BB King disse ser melhor que Hendrix; "toca melhor do que qualquer um"
Por Bruce William
Postado em 22 de janeiro de 2026
Existe um tipo de comparação que nunca morre entre guitarristas: quem "fala" mais com o instrumento e quem "impressiona" mais. E o próprio BB King, claro, era alguém que não estava nem um tiquinho pensando em velocidade ou em malabarismo, mas sim em transformar cada nota em emoção, coisa que dá pra entender rapidinho quando alguém lembra de "The Thrill Is Gone".
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Mas, curiosamente, mesmo sem ser conhecido como um cara rápido, King teria levado a vida inteira refinando o que era dele: aquele vibrato bem marcante e um jeito econômico de tocar blues, às vezes lento, às vezes quase "conversado", como se a guitarra estivesse respondendo ao canto.
E conforme aponta a Far Out, Jimi Hendrix, quando aparece nessa história, costuma vir como o nome "perfeito" do rock: o cara que parecia tirar sons que ninguém tinha tirado antes, num momento em que a figura do "guitar hero" ainda estava se formando.
Mas BB King enxergava as coisas com outro olhar, calcado no que ele viu e viveu como um dos grandes bluesman da história. Pra ele, Eric Clapton estava acima de Hendrix quando ele falava em termos de "vocabulário de blues": "Jimi era isso tudo até Eric e, na minha opinião, pra mim, ele é o número 1 - ele está no topo sem ninguém mais. [Clapton] toca rock and roll melhor do que qualquer um e toca todo o resto também, incluindo blues, senão melhor do que a maioria de nós. Ele é o número 1, no que me diz respeito."
Dá pra sentir o tamanho da bomba: Clapton tem o apelido "Slowhand", mas, pra muita gente, o jogo virou no instante em que Hendrix explodiu. Além disso, Clapton viveu várias fases fortes depois, passando por coisas como a época do Cream e, mais tarde, Derek and the Dominos - com o "detalhe adicional" de ter Duane Allman por perto, como uma sombra talentosa no ombro.
A verdade bruta é que Jimi Hendrix, Eric Clapton e o próprio BB King são tratados como caras que não esqueciam do gosto, do peso e do sentido do que estavam tocando. Técnica aparece, claro, mas como ferramenta, porque se a música não estiver dizendo nada, o ouvinte volta pra quem tem uma canção de verdade ali dentro, mesmo que seja só com uma nota.
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