Crazy Lixx: "New Wave of Sleaze Swedish Metal" em São Paulo

Resenha - Crazy Lixx (Manifesto Bar, São Paulo, 11/08/2012)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Você já ouviu falar em “New Wave of Sleaze Swedish Metal” (“Nova Onda do Sleaze Metal sueco”)? Atualmente esse nome pode ser encontrado nas mídias sociais e em sites de busca e faz referência ao movimento vivido na Suécia nos últimos anos, com o surgimento de muitas bandas calcadas no estilo chamado de Sleaze Metal.

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Fotos por Edu Lawless (http://www.rockexpress.net.br)

Se nos anos 80 a Sunset Strip, famosa quadra da Sunset Boulevard, na Califórnia, tornou-se o ponto de encontro de bandas de Hard Rock como MÖTLEY CRÜE, POISON e GUNS N’ ROSES, é na Suécia que esse movimento renasceu duas décadas depois. Já vi por aí até mesmo o termo “Scandinavian Strip”, em referência à nova leva de bandas da Suécia, que claramente beberam (e muito) na fonte do Hard Rock dos anos 80.

A verdade é que, independente dos nomes que são dados a essa cena sueca, o CRAZY LIXX é mais um produto dessa nova geração de Sleaze Metal e é uma das ótimas bandas dessa promissora Suécia, que revelou e ainda revela excelentes nomes do estilo. Em turnê de promoção do mais recente álbum “Riot Avenue”, os suecos do CRAZY LIXX fizeram a alegria dos fãs do estilo e tomaram o Manifesto Bar de assalto, para uma apresentação de pouco mais de 1 hora de duração.

Com um show empolgante e uma energia incrível, os suecos mostraram todo seu potencial e provaram que o Hard Rock oitentista se mantém mais vivo do nunca. No set list canções dos três registros de estúdio da banda, a começar pela dobradinha inicial, com a rápida “Young Blood”, do mais recente álbum, e a ótima “Lock Up Your Daughter”, do disco “New Religion”.

O Manifesto Bar não é grande e não estava cheio, mas a banda tocou como se estivesse em um estádio com milhares de pessoas. Todos os músicos estavam visivelmente felizes em saber que possuem fãs no Brasil e não cansaram de distribuir sorrisos e interagir com a platéia. O line-up atual da banda parece realmente estar bastante entrosado, contando com o reforço do recente retorno do baterista Joél. Os guitarristas Andy e Edd fazem um excelente trabalho nas guitarras, com destaque para as “caras e bocas” e as poses de Andy ao executar os solos das músicas, “empinando” sua Fender branca na perna. O time fica completo com o competente vocalista e “frontman” Danny Rexon, além do novo baixista Jens Sjöholm, um garoto de 21 anos que sequer tinha nascido quando as bandas de Hard Rock americanas estouraram na década de 80, mas que se encaixaria perfeitamente em qualquer grupo da época, graças ao seu visual totalmente inspirado no estilo, de camiseta sem mangas e calça jeans rasgada com estampa de pele de vaca/zebra (se tiver dúvida olhe o encarte do CD duplo “Swallow This Live”, do POISON).

A qualidade de som no Manifesto Bar estava ótima e só restou mesmo ao público curtir o show, que contou ainda com “No Guts, No Glory”, faixa bônus incluída somente na versão japonesa do álbum “Loud Minority” e “Blame It On Love” em versão acústica, com voz e violão apenas. “Death Row”, um dos pontos altos da noite, fechou a primeira parte da apresentação dos suecos, sob aplausos do público. O retorno para o bis se deu com mais três canções, até o fechamento definitivo com “21 ‘til I Die”, uma das mais pedidas pelos fãs presentes.

CRASHDIET e VAINS OF JENNA são alguns dos nomes da cena sueca de Sleaze Metal que já passaram por São Paulo e agora foi a vez do CRAZY LIXX. Essa “nova onda” musical vinda da Suécia já é há um bom tempo uma realidade e está mais do que nunca consolidada, com bons nomes do gênero.

Felizes de nós brasileiros que temos sido incluídos no roteiro de turnê de algumas dessas bandas, afinal, para quem gosta do estilo, a Suécia é hoje um prato cheio, pronto para ser devorado por fãs mundo afora.

Tomara que mais e mais nomes do Sleaze sueco passem por aqui, para reviver esse estilo muitas vezes alvo de brincadeiras de mau gosto e menosprezo por parte de alguns daqueles que se dizem entendidos de Rock. Longa vida aos anos 80 e ao Sleaze!

Agradecimentos a Heloisa Vidal (Brasil Music Press) e ao Manifesto Bar pela atenção e credenciamento. Fotos gentilmente cedidas por Edu Lawless (portal RockExpress e revista Roadie Crew).

Banda:

Danny Rexon (vocal)
Andy Zäta Dawson (guitarra)
Edd Liam (guitarra)
Jens Sjöholm (baixo)
Joél Cirera (bateria)

Set List:

1. “Young Blood”
2 . “Lock Up Your Daughter”
3. “Dr Hollywood”
4. “Riot Avenue”
5. “Hell Or High Water”
6. “In The Night”
7. “Do Or Die”
8. “No Guts, No Glory”
9. “Blame It On Love” (versão acústica)
10. “Downtown”
11. “Rock And A Hard Place”
12. “Death Row”
Bis

13. “Heroes Are Forever”
14. “Whiskey Tango Foxtrot”
15. “21 ‘til I Die”

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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