Michael Monroe: fotos e resenha do show no Inferno Club

Resenha - Michael Monroe (Inferno Club, São Paulo, 25/05/2012)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Fotos por Leandro Anhelli

De uns anos pra cá diversos artistas internacionais têm passado pelo Brasil para shows e apresentações inéditas. Em muitos casos são bandas e músicos que já estão há bastante tempo na estrada, mas que não tiveram a oportunidade de passar por aqui antes, seja por qual motivo for.

Esse é o caso do vocalista MICHAEL MONROE. Com anos de carreira, o frontman é referência quando se fala em Glam Rock e foi o criador da banda HANOI ROCKS, grande influência para músicos que mais tarde se tornaram famosos dentro desse mesmo estilo musical. Por ser desconhecido de muita gente, talvez seja mais um daqueles grandes injustiçados da música, afinal é (ou ao menos deveria ser) quase impossível pensar em Hard Rock dos anos 80, em sua vertente mais Glam, e não se lembrar de MICHAEL.

Apesar de toda essa importância, a verdade é que infelizmente o apelo de ser a primeira visita de MICHAEL ao Brasil, para uma única apresentação em São Paulo, não foi suficiente para lotar o Inferno Club, que tem capacidade para 500 pessoas.

Digo "infelizmente", pois por se tratar de quem é, MICHAEL merecia um show em uma casa totalmente lotada e até mesmo maior. Se os shows de grandes nomes do Hard Rock, como GUNS N' ROSES e MÖTLEY CRUE, enchem estádios, certamente MONROE mereceria, no mínimo, o mesmo público, afinal é a "fonte" da qual muitos desses artistas "beberam" no passado.

Mas o humilde MONROE parece mesmo não se importar com isso e para a alegria dos fãs que estiveram presentes no Inferno Club, o vocalista mostrou uma incrível presença de palco e ótimas músicas em quase 1 hora e meia de show. Como a casa não estava lotada, foi possível curtir a apresentação com muito conforto.

Quando o entrevistei semana passada, MICHAEL destacou a energia de sua banda atual e afirmou que seria uma apresentação com grande vibração. E ele acertou em cheio nas suas palavras.

Ao som de uma batucada, MICHAEL entrou no palco poucos minutos antes da 1 da manhã, com o saxofone pendurado no pescoço e logo de cara com uma trinca inicial de canções de seu mais recente álbum, o ótimo "Sensory Overdrive".

Na sequência, "Motorvatin'", do HANOI ROCKS, e "Hammersmith Palais", do DEMOLITION 23, grupo formado por MICHAEL no começo dos anos 90, ao lado de seu eterno parceiro Sami Yaffa, baixista da formação atual de sua banda.

Como se pode ver, o vocalista trouxe a São Paulo um repertório bastante diversificado, com músicas de sua carreira solo, de suas bandas e projetos. E só depois de cantar as 5 primeiras canções de forma intensa é que MICHAEL parou para respirar um pouco e agradecer aos presentes, elogiando a plateia.

Performático e incansável no palco, MICHAEL sorriu, correu de um lado para o outro, interagiu com o público e não parou um minuto sequer durante toda a apresentação, mostrando que mesmo aos quase 50 anos continua em plena forma.

Além dos seus sucessos, MICHAEL e banda tocaram também dois covers: "I Wanna Be Loved", da banda JOHNNY THUNDERS & THE HEARTBREAKERS, uma das que mais agitou o público; e "1970", também conhecida como "I Feel Alright", gravada originalmente pelo THE STOOGES.

Essa última foi inclusive a canção que fechou o show, por volta de 02:20h da madrugada.

Uma apresentação cheia de energia e empolgação, tanto por parte dos excepcionais músicos que acompanham o vocalista, quanto por parte do público que presenciou essa inédita e histórica passagem de MICHAEL MONROE pelo Brasil.

Agora os brasileiros já podem dizer que uma das grandes referências do Glam Rock mundial esteve por aqui. Tomara que tenhamos deixado saudades e que o MONROE retorne em breve.

Agradecimentos a Dark Dimensions e a Costábile Salzano Jr. (The Ultimate Music - Press) pela atenção e credenciamento.

Banda:
Michael Monroe (vocal, gaita, sax)
Dregen (guitarra)
Steve Conte (guitarra)
Sami Yaffa (baixo)
Karl Rockfist (bateria)

Set List:
1. Trick of the Wrist
2. Got Blood
3. Modern Day Miracle
4. Motorvatin' (HANOI ROCKS)
5. Hammersmith Palais (DEMOLITION 23)
6. '78
7. All You Need
8. Nothin's Alright (DEMOLITION 23)
9. Not Fakin' It
10. Superpowered Superfly
11. Bombs Away
12. I Wanna Be Loved (JOHNNY THUNDERS & THE HEARTBREAKERS)
13. Mystery City
14. Malibu Beach Nightmare (HANOI ROCKS)
15. Dead, Jail or Rock 'n' Roll

Bis:
16. Taxi Driver (HANOI ROCKS)
17. 1970 (I Feel Alright) (THE STOOGES)




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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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