Michael Monroe: fotos e resenha do show no Inferno Club
Resenha - Michael Monroe (Inferno Club, São Paulo, 25/05/2012)
Por Otávio Augusto Juliano
Postado em 27 de maio de 2012
Fotos por Leandro Anhelli
De uns anos pra cá diversos artistas internacionais têm passado pelo Brasil para shows e apresentações inéditas. Em muitos casos são bandas e músicos que já estão há bastante tempo na estrada, mas que não tiveram a oportunidade de passar por aqui antes, seja por qual motivo for.
Esse é o caso do vocalista MICHAEL MONROE. Com anos de carreira, o frontman é referência quando se fala em Glam Rock e foi o criador da banda HANOI ROCKS, grande influência para músicos que mais tarde se tornaram famosos dentro desse mesmo estilo musical. Por ser desconhecido de muita gente, talvez seja mais um daqueles grandes injustiçados da música, afinal é (ou ao menos deveria ser) quase impossível pensar em Hard Rock dos anos 80, em sua vertente mais Glam, e não se lembrar de MICHAEL.

Apesar de toda essa importância, a verdade é que infelizmente o apelo de ser a primeira visita de MICHAEL ao Brasil, para uma única apresentação em São Paulo, não foi suficiente para lotar o Inferno Club, que tem capacidade para 500 pessoas.
Digo "infelizmente", pois por se tratar de quem é, MICHAEL merecia um show em uma casa totalmente lotada e até mesmo maior. Se os shows de grandes nomes do Hard Rock, como GUNS N’ ROSES e MÖTLEY CRUE, enchem estádios, certamente MONROE mereceria, no mínimo, o mesmo público, afinal é a "fonte" da qual muitos desses artistas "beberam" no passado.
Mas o humilde MONROE parece mesmo não se importar com isso e para a alegria dos fãs que estiveram presentes no Inferno Club, o vocalista mostrou uma incrível presença de palco e ótimas músicas em quase 1 hora e meia de show. Como a casa não estava lotada, foi possível curtir a apresentação com muito conforto.
Quando o entrevistei semana passada, MICHAEL destacou a energia de sua banda atual e afirmou que seria uma apresentação com grande vibração. E ele acertou em cheio nas suas palavras.

Ao som de uma batucada, MICHAEL entrou no palco poucos minutos antes da 1 da manhã, com o saxofone pendurado no pescoço e logo de cara com uma trinca inicial de canções de seu mais recente álbum, o ótimo "Sensory Overdrive".
Na sequência, "Motorvatin’", do HANOI ROCKS, e "Hammersmith Palais", do DEMOLITION 23, grupo formado por MICHAEL no começo dos anos 90, ao lado de seu eterno parceiro Sami Yaffa, baixista da formação atual de sua banda.
Como se pode ver, o vocalista trouxe a São Paulo um repertório bastante diversificado, com músicas de sua carreira solo, de suas bandas e projetos. E só depois de cantar as 5 primeiras canções de forma intensa é que MICHAEL parou para respirar um pouco e agradecer aos presentes, elogiando a plateia.

Performático e incansável no palco, MICHAEL sorriu, correu de um lado para o outro, interagiu com o público e não parou um minuto sequer durante toda a apresentação, mostrando que mesmo aos quase 50 anos continua em plena forma.
Além dos seus sucessos, MICHAEL e banda tocaram também dois covers: "I Wanna Be Loved", da banda JOHNNY THUNDERS & THE HEARTBREAKERS, uma das que mais agitou o público; e "1970", também conhecida como "I Feel Alright", gravada originalmente pelo THE STOOGES.

Essa última foi inclusive a canção que fechou o show, por volta de 02:20h da madrugada.
Uma apresentação cheia de energia e empolgação, tanto por parte dos excepcionais músicos que acompanham o vocalista, quanto por parte do público que presenciou essa inédita e histórica passagem de MICHAEL MONROE pelo Brasil.

Agora os brasileiros já podem dizer que uma das grandes referências do Glam Rock mundial esteve por aqui. Tomara que tenhamos deixado saudades e que o MONROE retorne em breve.
Agradecimentos a Dark Dimensions e a Costábile Salzano Jr. (The Ultimate Music – Press) pela atenção e credenciamento.
Banda:
Michael Monroe (vocal, gaita, sax)
Dregen (guitarra)
Steve Conte (guitarra)
Sami Yaffa (baixo)
Karl Rockfist (bateria)
Set List:
1. Trick of the Wrist
2. Got Blood
3. Modern Day Miracle
4. Motorvatin' (HANOI ROCKS)
5. Hammersmith Palais (DEMOLITION 23)
6. '78
7. All You Need
8. Nothin's Alright (DEMOLITION 23)
9. Not Fakin' It
10. Superpowered Superfly
11. Bombs Away
12. I Wanna Be Loved (JOHNNY THUNDERS & THE HEARTBREAKERS)
13. Mystery City
14. Malibu Beach Nightmare (HANOI ROCKS)
15. Dead, Jail or Rock 'n' Roll
Bis:
16. Taxi Driver (HANOI ROCKS)
17. 1970 (I Feel Alright) (THE STOOGES)










Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Kiko Loureiro respeita muito Tony Iommi, mas acha que guitarrista do Black Sabbath é "quadrado"
O álbum em que Geddy Lee acredita que o Rush finalmente encontrou seu equilíbrio
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
Em 1994, Bruce Dickinson esculachou videoclipe do Aerosmith
Shows que vão agitar São Paulo no segundo semestre de 2026.
A reação de Dirk Verbeuren ao anúncio do fim do Megadeth
James Hetfield revela sua maior influência como guitarrista de metal: "É o mestre dos riffs"
Lars Ulrich revela ter perdido a virgindade com ajuda de Dave Mustaine
Como John Petrucci tenta manter a rotina de treinos durante as turnês do Dream Theater
Brasileira conta como está sendo o primeiro ano como vocalista do Battle Beast
A única banda de metal que nem o Metallica conseguiu superar, conforme Regis Tadeu
Kirk Hammett relembra o dia que Cliff Burton foi esquecido em posto de gasolina
O grande clássico do Metallica em que Kirk Hammett não tocou uma única nota
A superbanda com integrante dos Rolling Stones que Jimmy Page nunca esqueceu
Carlos Santana diz que perdoou homem que abusou dele quando era criança
A banda clássica que poderia ter sido maior: "Influenciamos Led Zeppelin e Deep Purple"
White Metal: 10 bandas do estilo que merecem respeito

Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



