Michael Monroe acredita que Hanoi Rocks poderia ter sido uma das maiores bandas do mundo
Por João Renato Alves
Postado em 13 de fevereiro de 2026
O Hanoi Rocks foi uma das "maiores bandas que ninguém conheceu" da história – o "ninguém", obviamente, é uma força de expressão. O grupo finlandês influenciou toda a geração que escreveria a cena do hard rock oitentista, inclusive despertando a idolatria de um certo Guns N' Roses.
Em 1984, os músicos se estabeleceram de vez nos Estados Unidos e gravaram o álbum "Two Steps From the Move" com o icônico produtor Bob Ezrin, responsável por obras primas de bandas como Alice Cooper, Kiss e Pink Floyd. O trabalho entrou nas paradas da terra natal do conjunto, além do Japão e Reino Unido.

Mas o que parecia a glória definitiva se transformou em tragédia ao final do ano, quando o baterista Razzle – alcunha artística do inglês Nicholas Charles Dingley – morreu em um acidente de carro aos 24 anos. Duas pessoas em outro automóvel se envolveram na batida e ficaram com danos cerebrais permanentes.
O veículo era dirigido por Vince Neil, vocalista do Mötley Crüe. Ele foi condenado por homicídio culposo e dirigir sob influência de álcool, cumprindo 15 dias de prisão (metade de uma pena de 30 dias), além de liberdade condicional, serviços comunitários e indenização.
Em entrevista ao FaceCulture, o vocalista Michael Monroe relembrou o ocorrido. O cantor destacou que a situação desmobilizou de vez o coletivo, fazendo com que o grupo encerrasse atividades logo a seguir.
"A banda era tão unida e tão próxima que Sami Yaffa, o baixista, saiu. Depois disso, ele decidiu: 'Ok, chega'. E foi embora. Ficamos arrasados e paramos com tudo. Na verdade, eu achava que não conseguiríamos substituir o Razzle e nem o Sami. Então, era melhor simplesmente encerrar as atividades. Prefiro que o mundo conheça o Hanoi como foi a tentar fazer sucesso como o que não era."
Em relação ao que acha que teria acontecido se Razzle não tivesse morrido, Michael disse: "Bem, nós sabíamos que éramos a melhor banda do mundo e que íamos nos tornar a maior banda do mundo (risos). Tínhamos todas as possibilidades. Tínhamos o que era preciso. Poderíamos ter nos tornado uma das maiores bandas do mundo se tivéssemos tido mais sorte. Mas o destino tinha outros planos e foi isso que aconteceu."
Questionado se foi "difícil" se despedir do nome, sabendo que a banda tinha tanto potencial, Monroe respondeu: "Perdi meu melhor amigo. Essa foi a pior parte. Perder o Razzle... ele era um cara tão legal, com uma personalidade tão bacana. Ficamos todos devastados. E, claro, a banda era a minha vida. Então foi uma grande, grande mudança. Mas eu sabia que, em vez de colocar alguém para substituir o Razzle e o Sami... quer dizer, fizemos testes com algumas pessoas e a sensação era muito estranha; eu pensava: 'Hum, isso não é a mesma coisa.' Mesmo que pudéssemos nos tornar uma das maiores bandas do mundo, ainda assim não seria certo. Seria ainda pior, porque não seria a mesma banda. Então decidi que o melhor simplesmente encerrar as atividades. E foi isso."
O Hanoi Rocks ainda se reuniu entre 2001 e 2009, lançando mais três álbuns de estúdio. Em 2022, o grupo realizou uma pequena turnê pela Finlândia, celebrando 40 anos – a data original seria 2020, mas a pandemia impediu os festejos. Michael Monroe segue em carreira solo, disponibilizando o disco "Outerstellar" no próximo dia 20 de fevereiro.
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