Blind Guardian: The Bard's Night em São Paulo
Resenha - Blind Guardian (Credicard Hall, São Paulo, 23/04/2012)
Por Vinícius Carneiro da Silveira
Postado em 24 de abril de 2012
Como podemos descrever um espetáculo que por sorte dos fãs brasileiros, teve a a oportunidade de presenciar a performance dos bardos alemães duas vezes em cerca de seis meses? Pois sim caros leitores, emocionante e preciso.
Blind Guardian - Mais Novidades
A noite começou cedo no Credicard Hall, mal os portões foram abertos curiosamente antes do horário esperado (por volta das 19:15, sendo que no ingresso dizia 1:30 antes do show, ou seja, 19:30) e em menos de meia-hora, já se viam preparativos para a entrada da primeira banda da noite, o SHAMAN. O quinteto brasileiro mostrou-se muito competente e preciso, mas tocou para uma casa que não estava em nem um terço de sua capacidade. O show durou cerca de 45 minutos.
Logo em seguida, próximo às 20:30 da noite (e para desespero total dos fãs que esperavam o início das atrações às 21h conforme descrito nos ingressos), veio o GRAVE DIGGER, os músicos apesar da idade aparente estão em plena forma e fizeram um ótimo set com 1 hora de duração e com grande interação com os fãs na platéia que já completavam cerca de metade do espaço do Credicard Hall.
Então, a atração mais esperada por grande parte do público entra no palco às 22 horas. Logo que a introdução orquestral iniciou acusando a primeira música, Sacred Worlds, a euforia tomou conta dos fãs que já aguardavam ansiosos o subir das cortinas. Um BLIND GUARDIAN extremamente animado entra em palco para a alegria de todos. Passada a performance impecável da primeira de muitas da noite, o público gritava em plenos pulmões: "Guardian, Guardian" que rendeu cumprimentos dos membros da banda aos fãs e a breve conversa de Hansi sobre estar no Brasil mais uma vez em 6 meses. Born In A Mourning Hall foi a próxima música, tocada com maestria e entusiasmo.
Em seguida, a platéia novamente entoa seu grito de guerra para os bardos que impressionam-se pela energia que o público irradiava, visto que a casa não estava cheia, mas transbordava a emoção de fãs realmente apaixonados pela banda. Nightfall veio após breve e cotidiana descrição de Hansi a respeito do tema de cada música. O entusiasmo do público era tão grande que diversas vezes em quase todas as músicas, Hansi apontava seu microfone para nós e acenava positivamente impressionado.
Turn the Page veio para dar um ar épico a noite, seguida da veloz e precisa Tanelorn (Into the Void) que apesar de ser de um álbum recente, é muito bem recebida pelos fãs. Assim que finalizada, um grupo de fãs grita em coro pedindo por Majesty, mas Hansi tenta ser durão dizendo que mais clássicos virão. Realmente vieram. Lost in the Twilight Hall trouxe ânimo aos fãs mais antigos e aos novos também, com seu peso e velocidade do início da carreira dos bardos. Time Stands Still (at the Iron Hill) vem na sequência arrancando todos do chão em outra performance clássica e inesquecível.
Mais uma vez, no entre músicas, o mesmo grupo de fãs grita por Majesty, e Hansi, bem humorado, aconselha os demais a ignorá-los e que a próxima música era um clássico homenageando os deuses escandinavos. A essa altura Valhalla incendiava o Credicard Hall com um coro uníssono do público que durou minutos depois da música encerrar seu tempo normal.
Novamente, Majesty foi aclamada pelo público, só dessa vez, por quase toda a casa. O que fez todos os membros da banda entreolharem-se e aceitarem que Majesty fazia parte daquela festa. A multidão foi a loucura do início ao fim da rápida e emocionante melodia.
Após Majesty, os bardos precisavam de algo mais tranquilo para equilibrar o set e a lenda do Rei Arthur deu vida à bela A Past and Future Secret, novamente cantada em uníssono pelo público que praticamente fez todos os backing vocals da música de tão forte que era o coro. O retorno ao peso deu-se com A Voice in the Dark que também foi muito bem recebida pelos fãs. Ao fim desta, Hansi ensaiou uma despedida da noite que foi recebida, obviamente com contestação de todos os presentes. Mas aquilo era basicamente uma pausa para o que viria na sequência. The Piper's Calling iniciou após revelação de Hansi a respeito da próxima atração, Somewhere Far Beyond que sinceramente foi um ponto altíssimo na noite e totalmente inesperada.
Outra pausa foi feita. Mas o público não parava, ansiava por mais, gritava por mais.
Foi então que no escuro, ouviu-se War of Wrath cujas palavras foram recitadas por todos para a entrada de Into the Storm. Mas a obra tolkieniana continuaria a noite com Lord of the Rings, também tendo seus backing vocals feitos pela platéia.
A épica e trabalhada Wheel of Time veio na sequência com sua harmonia com toques orientais que rendeu até uma dancinha egípcia de André que empolgou-se e arriscou alguns passos para diversão de todos presentes... Hansi, Marcus e Frederick deram uma risada e balançaram a cabeça divertindo-se com a performance improvisada do guitarrista.
Uma noite de clássicos não pode deixar de ter The Bard's Song - In the Forest que marca o que há de mais emocionante para todos os fãs de todas as idades. Como sempre, Hansi cantou pouco e preferiu acompanhar o coro emocionado do público. Por ser a The Bard's Night, os bardos incluíram também The Bard's Song - The Hobbit no set, o que foi mais uma surpresa para os fãs mais antigos.
Tanta energia e paixão rendeu aos fãs nada menos que Mirror Mirror para encerrar definitivamente essa noite tão especial de segunda-feira.
Que rendeu também ao fim do agradecimento da banda, a invasão de um fã que pulou a divisória entre o palco e a pista e subiu no palco. Coincidentemente, o tal encrenqueiro esteve próximo de mim mais da metade do show. Os seguranças agiram com rapidez e rigidez e colocaram o fã descontrolado para fora do palco.
Mas apesar do contratempo, a noite estava ganha. A semana será mais feliz após a imersão na imaginação e criatividade de todos esses bardos.
Por eu estar próximo à grade, e portanto a uns 3 metros do palco, percebemos a colocação do set list próximo ao equipamento do André, então pedi a um fã que possuía uma câmera semi-profssional que tentasse tirar uma foto do set list, que originalmente possuía And The Story Ends, que por fim foi ignorada devido ao tempo de show.
Set List
Sacred Worlds
Born in a Mourning Hall
Nightfall
Turn the Page
Tanelorn (Into the Void)
Lost in the Twilight Hall
Time Stands Still (at the Iron Hill)
Valhalla
Majesty
A Past and Future Secret
A Voice in the Dark
The Piper´s Calling
Somewhere Far Beyond
Encore:
War of Wrath
Into the Storm
Lord of the Rings
(And The Story Ends originalmente)
Wheel of Time
The Bard´s Song - In the Forest
The Bard´s Song - The Hobbit
Mirror Mirror
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tony Iommi confirma que vai remixar um dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
A queixa que Tony Iommi ouviu de Ozzy Osbourne na véspera da morte do cantor
Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
O músico que foi retirar cem reais da conta e descobriu que tinha 100 mil
Tobias Forge desabafa sobre pressão e não garante que o Ghost voltará
11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
Angra celebra 30 anos de "Holy Land" com primeira edição do álbum em vinil
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
A razão que levou Brian May a recusar tocar em mais faixas do álbum de Tony Iommi
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Os 10 melhores álbuns de death metal dos anos 1990 segundo o Metal Injection
O motivo que impediu a reunião dos Beatles segundo Ringo Starr
A faixa do Guns N' Roses em que Axl Rose atingiu a nota mais alta de sua carreira
Frases de bandas: o que eles realmente querem dizer?
O integrante que mais depende financeiramente do Angra, segundo Rafael Bittencourt
O guitarrista que Jimmy Page considera como "instintivamente o melhor de todos"

Os 10 discos essenciais do metal sinfônico, segundo a Louder
5 músicas de metal que é impossível não reconhecer nos primeiros 3 segundos
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985



