Joe Cocker: Show sem defeitos e bem direto em BH
Resenha - Joe Cocker (Chevrolet Hall, Belo Horizonte, 31/03/2012)
Por Luiz Figueiredo
Postado em 01 de abril de 2012
Por volta das 22h30m, sobe ao palco Joe Cocker para ser ovacionado por um ginásio lotado na pista e arquibancadas. Assim como relatado nas outras datas da turnê brasileira de ‘Hard Knocks’, os espectadores presentes eram de faixas etárias bem variadas, mas eram os exemplares mais antigos da fauna rockeira de Belo Horizonte que engrossavam o público mesmo.
Dos moleques de 15 anos aos senhores que não pagam passagem no ônibus, a vontade na noite do último sábado no Chevrolet Hall era de ouvir clássicos do Rock n Roll. Nisso Joe Cocker é especialista. Interpretando músicas que muitas vezes ficaram mais famosas e emblemáticas em sua voz do que no registro original, ele agitou, emocionou e fez dançar. O repertório começou com as agitadas Hitchcock Railway, Feelin’ Alright e When The Night Comes. The Unfogiven do disco novo veio em seguida para anteceder a clássica Up Where We Belong.
Famosa por fazer parte da trilha sonora do drama/romântico "A Força do Destino", de 1982, foi ovacionada pelo público. só que a emoção não parava por aí. Na verdade, agora sim o show chegava ao ápice emotivo e romântico. A voz de Joe Cocker, acompanhada apenas de toques suaves de piano, entoou as primeiras palavras: "You Are So Beatiful"... A entonação de Joe Cocker para cantar a música de Billy Preston e Bruce Fisher é marcante.


A música título do último lançamento de Cocker, Hard Knocks pôs todos para dançar antes de Come Together, original dos Beatles. E dança é com as lindas backing vocals dele que, além de muito carisma e alegria, aproveitaram esta parte do show com You Can Leave Your Hat On para dar um show de sedução. Elas não utilizavam um chapéu, como sugere a música, mas se livraram de algumas peças de roupa, tudo com muita classe. "Mas que pena. Era um shortinho debaixo da saia", foi o que pensou muitos marmanjos que já estavam babando em alguns rápidos movimentos que as meninas faziam.
Refresco
Nesta altura do show refresco é o que os fãs não tiveram. Clássico atrás de clássico. Todos cantando e dançando ao som de Unchain My Heart e a tão esperada With A Little Help From My Friends, outra dos quatro de Liverpool que estourou na voz de Cocker no festival de Woodstock, em 1969. Era hora então de um refresco para Joe Cocker. Mas ele se absteve disso.
Saiu com sua banda do palco por cerca de 20 segundos e voltou para dar continuidade ao show. Mas desta vez, sem as belas backing vocals. Mesmo sem dar um tempinho no backstage, Cocker, de 68 anos, cantou como se estivesse ainda na casa dos 20 a música Shelter Me. Não poupou as cordas vocais soltou a voz com tudo.
Sincronia
As backing vocals tiveram um tempinho maior, mas retornaram assim que Shelter Me acabou para She Came In Through The Bathroom Window e Cry Me A River que foram cantadas com muita empolgação do público em perfeita sincronia com Joe Cocker. Nada sincronizadas eram as próprias backing vocals, fugindo de um padrão que geralmente rege a movimentação delas no palco. Cada uma dançava de sua maneira e a animação de ambas foi transmitida ao público por toda a duração do espetáculo.


Mais um descanso de, no máximo, 20 segundos e Joe Cocker volta para matar o set com as duas últimas High Time We Went e Long As I Can See The Light.
Um show sem defeitos e bem direto. Joe Cocker saudou Belo Horizonte, cidade em que fazia show inédito depois de mais de 50 anos de carreira. "Belo Horizonte, I Love you", gritou Cocker fazendo o sinal de Peace & Love e deixando o palco ovacionado pelos mineiros.
Set List:
1. Hitchcock Railway
2. Feelin’ Alright
3. The Letter
4. When The Night Comes
5. Unforgiven
6. Up Where We Belong
7. You Are So Beautiful
8. Hard Knocks
9. Come Together
10. You Can Leave Your Hat On
11. Unchain My Heart
12. With A Little Help From My Friends
Bis 1:
13. Shelter Me
14. She Came In Through The Bathroom Window
15. Cry Me A River
Bis 2:
16. High Time We Went
17. Long As I Can See The Light
Fonte:


Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 músicas que conseguem unir os tiozões do metal e a geração enzo
Cronos diz que não quer contato com Mantas e Abaddon, ex-membros do Venom
O show do Metallica que terminou com Lars Ulrich levando um soco de James Hetfield
O álbum clássico que complicou a vida de Axl Rose; "é realmente muito difícil cantar aquilo"
Vocalista de black metal enfrenta acusações que podem lhe render 12 anos de prisão
Os dois gênios da guitarra que, para Neil Young, ajudaram a matar o rock
5 músicas de metal que são vergonha alheia, mas todo mundo ouve mesmo assim
Tamanho dos pés de Sebastian Bach vira assunto após vídeo publicado pelo cantor
Disney lança coleção de vilões inspirada na estética do heavy metal; veja modelos
Wacken Open Air abre sindicância interna após incidentes relatados pelo público
O motivo que levou Marcelo Nova a nunca ter ido ao programa de Chacrinha
O clássico do AC/DC considerado por Angus Young "um rock perfeito para um guitarrista"
A música do King Crimson inspirada pela separação dos Beatles
Os melhores riffs de guitarras de todos os tempos, segundo Zakk Wylde
Anthrax divulga vídeo de "Everybody's Got a Plan", faixa de seu próximo álbum
A maior banda do Brasil de todos os tempos, segundo Andreas Kisser do Sepultura
Bandas de rock que lançaram poucos discos, mas continuam fazendo muito sucesso
O que Renato Russo quis dizer com "parece cocaína, mas é só tristeza" em "Há Tempos"



Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



