Resenha - Joe Cocker (Via Funchal, São Paulo, 29/03/2012)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Depois de passar nos últimos dias pela Argentina e por Porto Alegre, foi a vez do público paulistano receber a sempre bem vinda visita do cantor britânico JOE COCKER, na casa de shows Via Funchal.

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Fotos por Leandro Anhelli (www.anhelli.com.br)

Dono de uma inconfundível voz rouca, JOE COCKER veio ao Brasil pela terceira vez e foi responsável por emocionar os fãs presentes, com muitos dos grandes sucessos que sempre fizeram parte de sua extensa trajetória musical. Prestes a completar 68 anos de idade e com mais de 40 anos de carreira musical, COCKER levou à Via Funchal pessoas de todas as idades, provando que mantém fiéis seus fãs mais antigos e ainda atrai jovens apreciadores de boa música aos seus shows.

Com "pontualidade britânica", COCKER e sua banda de 8 músicos, apareceram no palco às 22hs, para dar início à apresentação, com "Hitchcock Railway" e "Feelin` Alright". No intervalo entre as canções o cantor aproveitou para saudar rapidamente os fãs, mas logo em seguida já emendou a próxima música.

E foi assim a noite toda. COCKER não é de jogar conversa fora com o público, mas sim de chegar e cantar seus clássicos com enorme talento. Se por um lado economiza a voz em conversas com a platéia, não a economiza quando o assunto é cantar. Esse senhor, que se consagrou no festival de Woodstock em 1969, mantém-se em plena forma e tem a ajuda de ótimas backing vocals e músicos competentes, tornando sua apresentação muito agradável.

Seus gritos característicos não ficaram de fora e COCKER comandou o show com extrema habilidade. Ora tocando "air guitar", ora tocando o que se poderia chamar, com o perdão da brincadeira, de algo como "air keyboards" ou "air piano", JOE não parou de movimentar os braços um minuto sequer e foi o maestro da noite.

Mesmo promovendo seu mais recente álbum, "Hard Knocks", COCKER preferiu explorar os clássicos que o tornaram um dos grandes intérpretes de Rock, Pop e Soul. O primeiro set da noite foi fechado de forma brilhante, com a trilha sonora ideal para embalar stripteases, "You Can Leave Your Hat On"; a versão da canção de RAY CHARLES, "Unchain My Heart"; além de dois covers dos BEATLES: "Come Together" e "With a Little Help From My Friends".

Essa última canção, famosa por ser tema da série de TV "Anos Incríveis", certamente foi a mais ovacionada da noite e para muitos dos presentes o show poderia ter acabado depois dessa música que já estaria ótimo.

Mas COCKER não parou por aí. Assim como nas apresentações anteriores da atual turnê, voltou ao palco por duas vezes mais, até terminar definitivamente às 23:30h, com "Long As I Can See The Light".

Depois de 1 hora e meia de boa música, chegava então a hora de ir embora e os muitos senhores e senhoras presentes, em meio a jovens casais e até adolescentes acompanhados dos pais, caminharam até a saída satisfeitos e felizes pelo que foi visto e ouvido.

Siga em paz JOE COCKER e volte sempre que quiser!

Agradecimentos a Miriam Martinez (Assessoria de imprensa - Via Funchal) pela atenção e credenciamento.

Set List:

1. Hitchcock Railway
2. Feelin' Alright
3. The Letter
4. When The Night Comes
5. Unforgiven
6. Up Where We Belong
7. You Are So Beautiful
8. Hard Knocks
9. Come Together
10. You Can Leave Your Hat On
11. Unchain My Heart
12. With A Little Help From My Friends

Bis 1:
13. Shelter Me
14. She Came In Through The Bathroom Window
15. Cry Me A River

Bis 2:
16. High Time We Went
17. Long As I Can See The Light




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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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