Whitesnake e Judas Priest: uma noite memorável no RJ

Resenha - Whitesnake e Judas Priest (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 11/09/2011)

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Por Gabriel von Borell
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Em mais uma passagem conjunta pelo Brasil, Whitesnake & Judas Priest fizeram da noite do último domingo (11), no palco do Citibank Hall no Rio de Janeiro, uma das mais memoráveis dos últimos anos para os metaleiros cariocas. E sorte de quem conseguiu não se atrasar para os shows, já que as duas bandas seguiram à regra a pontualidade britânica.

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O Whitesnake iniciou sua apresentação dois minutos antes do horário previsto para o começo do espetáculo, que estava marcado para às 21h30, e fez um belo aquecimento para a atração principal.

Se a voz de David Coverdale não é mais tão límpida como outrora, pelo menos ele ainda cumpre bem a sua função. Acompanhado de Doug Aldrich (guitarra principal), Reb Beach (guitarra), Michael Devin (baixo) e Brian Tichy (bateria), todos muito competentes, Coverdale soube satisfazer o público do Rio de Janeiro. Eles abriram sua apresentação com "Best Years", presente no álbum de 2008 "Good to Be Bad", e agitaram os cariocas. Mas a plateia reagiu com entusiasmo de verdade na sequência de clássicos que vieram a seguir: "Give me All Your Love", "Love Ain't no Stranger" e "Is This Love".

Entre uma música e outra, o vocalista contava ao público o quanto era prazeroso estar de volta à Cidade Maravilhosa. Depois, David Coverdale e cia executaram a nova "Steal Your Heart Away", do disco que a banda atualmente divulga "Forevermore" (2011), seguida da faixa-título do mesmo trabalho.

Mais tarde chegou a hora dos integrantes mostrarem todo o seu talento em maravilhosos solos, que aconteciam enquanto Coverdale deixava o palco. Entre as demonstrações de guitarra e bateria a banda tocou a também recente "Love Will Set You Free". A sequência de "Here I Go Again" e "Still of the Night" marcou o momento de maior empolgação dos fãs, que cantavam e pulavam sem parar.

Já para fechar a sua apresentação, o Whitesnake executou duas canções que fazem parte do repertório do Deep Purple, grupo que Coverdale liderou durante a década de 70. As faixas escolhidas foram "Soldier of Fortune" e "Burn". Assim Coverdale e banda, após cerca de 1h20 de show, deixavam o Citibank Hall com uma reação calorosa da plateia, que a essa altura já estava no ponto para surtar quando o Judas Priest entrasse por aquele palco.

E pouco mais de meia hora depois subiu a música nas saídas de som da casa de shows e quem estava perdido pelo bar, ou pelo banheiro, rapidamente correu para a pista para não perder a entrada triunfal de Rob Halford e sua turma. O set list podia estar batido para os fãs, mas o público se comportou como se fosse uma grande surpresa a abertura com "Rapid Fire".

Diante de tanta comoção da plateia, o Judas Priest continuou sua apresentação dando uma revisitada em várias fases da carreira ao tocar "Metal Gods", "Heading Out to the Highway", "Judas Rising", "Starbreaker", entre outras. Se o Whitesnake só podia utilizar metade do palco e fez uma apresentação sem nenhum recurso visual, a banda de Halford montou um cenário interessante, exibiu imagens e videoclipes projetados no fundo do palco, fez uso de efeitos pirotécnicos como chamas de fogo e gelo seco, além de abusar de raios lasers.

Como não poderia ser diferente, o vocalista também fez diversas trocas de roupas. Na hora de surgir no palco para cantar "Prophecy", por exemplo, Halford apareceu encapuzado e segurando um cajado para fazer menção ao Nostradamus de que fala a letra. A banda que acompanhava o vocalista era formada por Glenn Tipton (guitarra), Ian Hill (baixo), Richie Faulkner (guitarra), que substitui K.K. Downing, e Scott Travis (bateria).

E assim o Judas Priest seguiu enlouquecendo o público com grandes faixas como "Night Crawler", "Beyond the Realms of Death" e "The Sentinel". Pouco depois era chegada a hora de "Breaking the Law", que Halford praticamente deixou para os fãs cantarem. O cantor voltava o microfone para si próprio somente em algumas partes do repetido refrão. Passado o momento interativo, veio uma performance espetacular de "Painkiller" que impressionou o público presente.

Logo depois, para dar tempo dos fãs se recuperarem, o Judas Priest deixou o palco do Citibank Hall para em seguida retornar com o bis. O grupo então voltou ao palco executando "The Hellion/Electric Eye", que novamente acendeu o público. A seguir os fãs foram ao delírio com o clássico momento em que Halford entra no palco em cima de sua imponente motocicleta para cantar "Hell Bent for Leather". Depois o vocalista se enrolou em uma bandeira do Brasil na hora de "You've Got Another Thing Comin". Já na reta final do show, o guitarrista Richie Faulkner executou alguns acordes do hino nacional brasileiro, enquanto no fundo era exibida uma imagem da bandeira do Brasil e as luzes percorriam o Citibank Hall nas cores verde, amarela e azul. Lógico que os fãs ficaram doidos.

Depois o Judas Priest deixou o palco outra vez e, algumas dezenas de segundos mais tarde, Scott Travis reapareceu para anunciar que o grupo retornaria para tocar uma última faixa. Era "Livin' After Midnight". Já que a turnê "Epitaph" teoricamente é uma excursão de despedida do Judas Priest, os fãs curtiram a saideira sabendo exatamente que aqueles minutinhos finais poderiam significar algo que eles jamais tornariam a ver. Resultado: surto coletivo.

Halford e os outros integrantes ainda permaneceram um tempo no palco, observando e agradecendo as mais de 6.000 pessoas que ali estavam para ver o Judas Priest. Além de extasiado, o público se dirigiu às portas de saída do Citibank Hall cientes de que a banda ainda tem fôlego para encarar muitas turnês. É esperar para ver.

Set list Whitesnake:
Best Years
Give Me All Your Love
Love Ain No Stranger
Is This Love
Steal Your Heart Away
Forevermore
Guitar Duel
Love Will Set You Free
Drum Solo
Here I Go Again
Still Of The Night
Soldier of Fortune (Deep Purple cover)
Burn (Deep Purple cover)

Set list Judas Priest:
Rapid Fire
Metal Gods
Heading Out to the Highway
Judas Rising
Starbreaker
Victim of Changes
Never Satisfied
Diamonds & Rust (Joan Baez cover)
Dawn Of Creation
Prophecy
Night Crawler
Turbo Lover
Beyond the Realms of Death
The Sentinel
Blood Red Skies
The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown) (Fleetwood Mac cover)
Breaking the Law (The Crowd Singing)
Painkiller (With Drum Solo)

Bis:
The Hellion / Electric Eye
Hell Bent for Leather
Youve Got Another Thing Comin

Bis 2:
Living After Midnight


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Sobre Gabriel von Borell

Gabriel von Borell, nascido em 30/03/85, jornalista. Não vive sem música e também não se apega a rótulos musicais. Acredita que todo preconceito é burro, inclusive o musical. Escuta de tudo um pouco, considerando que um jornalista deve estar aberto pra conhecer e comentar sobre qualquer músico ou banda. Pode ser encontrado no Twitter em @gabrielborell.

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