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Black Label Society: show de muito boa qualidade em SP

Resenha - Black Label Society (HSBC Brasil, São Paulo, 13/08/2011)

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Por João Paulo Linhares Gonçalves
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Vamos falar sobre o show do Black Label Society no último sábado, dia 13/08/2011, no HSBC Brasil, em São Paulo. Segunda vinda da banda ao Brasil, desta vez como a principal (e única) atração da noite. A primeira foi em 2008, quando a banda veio abrir para o show de Ozzy Osbourne. Nesta época, Zakk Wylde tocou com sua banda e ainda tocou com o madman.

A casa estava cheia, acredito que quase lotada, e a expectativa era grande. Qualquer movimentação no palco, de um roadie que fosse, já levantava o público, que bradava e aclamava, até antes do começo, a atração principal do espetáculo: Zakk Wylde. Aos gritos de "Zakk! Zakk!" e "Uh, é Black Label", a plateia tentava colocar pra fora sua ansiedade pelo começo da apresentação.

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O show começou pontualmente às 22h, quando começou a introdução clássica desta turnê, a introdução da música "New Religion", no piano. Uma sirene toca e uma voz anuncia a banda que todos queriam ver. A banda entra com tudo, tocando a música de abertura do seu último disco, "Order Of The Black", a canção "Crazy Horse". Zakk entrou com aqueles cocares de índio na cabeça e uma guitarra flying V. O show seguiu com as excelentes e bem conhecidas "Funeral Bell" e "Bleed For Me". Depois de tocar "Demise Of Sanity" (veja o vídeo abaixo) com a introdução de "Super Terrorizer" no final, Zakk troca de guitarra, pegando o novo modelo em formato de caixão para tocar mais duas novas músicas: as excelentes "Overlord" e "Parade Of The Dead", que tiveram recepção muito boa da plateia. A banda então resolve voltar ao seu primeiro disco, tocando a canção "Born To Lose".

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Chega então a hora mais calma do show, onde Zakk apresenta a banda, em tom de grande amizade com os membros, até mesmo para dar tempo para os roadies prepararem o piano (um teclado, na verdade) onde o nosso grande guitarrista irá tocar. Com uma grande bandeira americana estilizada com a sigla da banda, Zakk toca um mini-solo de piano antes de emendar com a linda "Darkest Days". No solo de guitarra, Nick Catanese assume. Passado este momento mais calmo, a banda já levanta a poeira novamente com "Fire It Up", que é muito bem recebida pelo público.

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Chega o momento que muitos deviam estar aguardando. Zakk Wylde fica sozinho na palco e faz um longo solo, para alegria dos presentes. Ele vai de um canto a outro do palco para exigir a reação da plateia. Depois do solo, mais uma do novo disco, "Godspeed HellBound", para então entrarmos no momento derradeiro do show, de canções mais conhecidas. Começando com "The Blessed Hellride", onde os dois guitarristas usam guitarras de dois braços. O público canta junto e então a banda começa "Suicide Messiah", muito ovacionada. Até aquele maluco que berra no megafone tivemos (ver foto). "Concrete Jungle" e a famosa "Stillborn" fecham o show em alto estilo, com grande qualidade.

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Acredito que este show prova a boa fase que o Black Label Society passa, varrendo a América do Sul com um show de qualidade. Acho que o show podia ser um pouco mais longo, explorar mais discos antigos muito bons como "Stronger Than Death" e os outros. Senti falta também da excelente canção "In This River". Mas, ainda assim, assisti a um show de muito boa qualidade, valeu mesmo e vamos aguardar o próximo petardo da banda.

Eis o set list do show:

1 - "New Religion" (introdução de piano - gravação)
2 - "Crazy Horse"
3 - "Funeral Bell"
4 - "Bleed For Me"
5 - "Demise Of Sanity" (com a introdução de "Super Terrorizer" no final)
6 - "Overlord"
7 - "Parade Of The Dead"
8 - "Born To Lose"
9 - "Darkest Days" (com pequeno solo de piano na introdução)
10 - "Fire It Up"
11 - Solo de guitarra de Zakk
12 - "Godspeed HellBound"
13 - "The Blessed Hellride"
14 - "Suicide Messiah"
15 - "Concrete Jungle"
16 - "Stillborn"

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Alguns vídeos da apresentação:

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Veja fotos do show na página do Ripando no Facebook:
http://www.facebook.com/ripandohistoriarock


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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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