Ozzy Osbourne em BH: Clássicos indiscutíveis do Heavy Metal
Resenha - Ozzy Osbourne (Mineirinho, Belo Horizonte, 09/04/2011)
Por Luiz Figueiredo
Postado em 12 de abril de 2011
Em uma apresentação que contagiou o público do início ao fim, Ozzy Osbourne mostrou que ainda possui o poder de levar milhares à loucura mesmo sem o vigor dos anos 1970, 80’ e 90’. Foram aproximadamente 1h40m de clássicos indiscutíveis do Heavy Metal que tornou o show perfeito para fãs que viram o Madman pela primeira vez em solo belo-horizontino.
Fotos: Fernando Trancoso - http://blog.fernandotrancoso.com.br/
A entrada do público foi tranqüila, apesar da fila agarrar um pouco por volta das 20h00m. Mas nada fora do normal, levando em consideração o fato de ser o horário em que a maioria dos que estavam "entornando o caneco" do lado de fora resolveram entrar. Este congestionamento deixava evidente que teríamos casa cheia. E foi isto que aconteceu. Na sexta-feira já estavam esgotados ingressos de pista comum, restando apenas arquibancada e pista premium. Estes ingressos foram se esgotando durante o dia inteiro de sábado pela venda no local. Poucos cambistas vendiam ingressos do lado de fora, uma novidade muito boa.
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Mineirinho lotado, dia de clássico. De fato! Em meio a bandeiras de Atlético e Cruzeiro, outras dos estados de Pernambuco, Bahia... Esses eram exemplos de pessoas que viajaram milhares de quilômetros para ver os clássicos da carreira de mais de 40 anos do cantor britânico Ozzy.
Do sul do país vieram os caras do Hibria para agitar o público mineiro e dar o alerta para quem estava do lado de fora: "é hora de entrar". Com um set feito de músicas de seus dois primeiros discos e do último lançamento "Blind Ride", fizeram um show de cerca de 50 minutos. O Hibria existe há quase 14 anos, tem três discos lançados, e é bem respeitada dentro e fora do Brasil. Mas este foi apenas o segundo show da banda por Belo Horizonte, por isso não é muito bem conhecida pela maior parte do público mineiro. Músicos competentíssimos e bem agitados no palco. A multidão não mostrou muita animação, de modo geral, ficou apenas apreciando o heavy metal veloz do Hibria. Foi uma boa oportunidade para abrir as portas para a banda voltar em outra oportunidade e com o show completo. O ponto alto da apresentação dos gaúchos foram as músicas "Welcome To The Horror Show", do novo disco, e a já conhecida de muitos "Defying The Rules".
O vocalista Iuri Sanson encerrou o Hibria dizendo que iriam curtir o Ozzy da pista junto com o público e queriam ouvir opiniões do público sobre a banda. Mas o intervalo não foi longo. Às 22h00m, sem enrolar, Ozzy entra no palco sozinho fazendo o Mineirinho inteiro ir à loucura, mas, mesmo assim, pôs as mãos no ouvido mostrando que ainda não conseguia ouvir os berros dos fãs. Em meio a essa recepção mais que calorosa, Ozzy abriu um grande e simpático sorriso para iniciar o que seria uma grande viagem. "Bark At The Moon" é recebida com muita euforia e, a partir dali, o Príncipe das Trevas estava no controle. E que controle! Já na casa dos 60 anos de idade, não usa muitas palavras ou gestos rápidos e bruscos. Apenas sua presença, voz e postura fazem o público ficar em suas mãos.
O repertório não mudou em relação aos outros shows que fez pelo Brasil. Músicas clássicas que fizeram dele o mais bem sucedido músico em carreira solo da história da música pesada, relíquias do Black Sabbath e ""Let Me Hear You Scream"", segunda da noite e única do novo disco, compuseram a apresentação. Aquele mesmo sorriso inicial ficou no seu rosto durante todo o tempo e Ozzy se divertia mais ainda ao molhar o público da frente com seus baldes d’água e jatos de espumas que deixou todo mundo em branco. Para os atleticanos presentes, um momento especial foi quando, em "War Pigs", Ozzy pega uma bandeira do time e canta a música enrolado nela.
Ozzy está com uma nova banda. Seu braço direito, o guitarrista Gus G é mais discreto que seu antecessor no cargo, Zakk Wylde, tanto em relação às vestimentas quanto pela atitude no palco. Gus fica mais na dele e parece ser bem reservado, mesmo quando Ozzy o apresenta como seu principal comparsa.
Por outro lado, mais exatamente no fundo do palco, está o agitado baterista Tommy Clufetos que, durante a pérola instrumental "Rad Salad", fez um solo de dar arrepios. Mesmo que longo, foi muito bem recebido pelos fãs pela velocidade e energia que passava chamando o público para participar do solo. Além disso, a iluminação multicolorida que batia no instrumento espelhado e refletia fazendo um efeito fantástico foi um show a parte. Ao fim do solo, toda a banda entrou no palco para encerrar "Rad Salad" e, em seguida, Ozzy entra para cantar "Iron Man", uma música que geralmente é das primeiras que muitos fãs de metal ouviram na vida.
Marcante! Assim foi o show de Ozzy Osbourne no Mineirinho. Fãs de idades que variam de 10 a 50 juntos frente a um dos integrantes do que é considerada a primeira banda de metal do mundo e influenciadora de todos os grupos do gênero que surgiram e surgem até hoje. Um momento marcante e possivelmente único em uma cidade em que raramente temos um grande nome da música internacional, principalmente quando se trata de heavy metal.
Pois bem, tente imaginar a atmosfera criada no Mineirinho lendo a lista de clássicos que foram executados no último sábado:
1 - Bark At The Moon
2 - Let Me Hear You Scream
3 - Mr. Crowley
4 - I Don't Know
5 - Fairies Wear Boots
6 - Suicide Solution
7 - Road To Nowhere
8 - War Pigs
9 - Shot In The Dark
10 - Rat Salad (com solos de guitarra e bateria)
11 - Iron Man
12 - I Don't Want To Change The World
Bis
13 - Crazy Train
14 - Mama, I'm Coming Home
15 – Paranoid
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