Ozzy Osbourne: Brasileira relata experiência no Ozzfest

Resenha - Ozzy Osbourne (Ozzfest, Mansfield, 24/08/2010)

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Por Camila Viana, Fonte: OzzyBrasil.com
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O que você seria capaz de fazer para conhecer Ozzy? Essa foi a enquete lançada pelo portal Ozzybrasil.com. Aqui vai o relato da minha experiência que, como vocês lerão a seguir, foi memorável, fenomenal!

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No dia 13 de agosto deu-se início a minha odisséia. Com a maior expectativa e aquele friozinho na barriga por estar viajando sozinha para os EUA para conhecer o meu ídolo. Eu só tiro férias duas vezes por ano, então aproveitei a viagem para fazer turismo - o que acabou virando uma contagem regressiva para o Ozzfest. O evento ocorreria em Mansfield, cidadezinha de Massachussets, perto de Boston, no dia 24 de agosto, no Comcast Center.

No dia anterior ao show cheguei à cidade e descobri que a previsão do tempo para os próximos dias era de chuva, o que não impediria o Ozzfest de rolar, mas com certeza deixaria minha experiência menos agradável. Mansfield é uma cidade bem pequena e, pelo que pude ver, para fazer qualquer coisa precisa de carro (no meu caso, táxi), o que me desencorajou totalmente de sair do hotel para jantar. O que eu não sabia, era que isso seria uma das melhores coisas que podiam me acontecer: sem opções, fui jantar no bar/restaurante do hotel, e quase não acreditei quando vi sentado do outro lado do balcão nada mais nada menos que Zakk Wylde, leadman do Black Label Society e ex guitarrista do Ozzy.

Por alguns momentos eu duvidei, não podia ser verdade, devia ser alguém muito parecido, mas sua característica risada só confirmou minha suspeita! Eu estava, sim, na presença do mestre Zakk. Depois de muito ponderar, me aproximei para pedir uma foto e autógrafos. O cara é fenomenal, muito gente boa. Ele os caras que estavam com ele (Mark – Tour Manager e Philip – Segurança) foram muito atenciosos com o pessoal que se aproximou para idolatrar o Zakk. Eu até ganhei um “you’re welcome sweetheart” (de nada, querida) depois de agradecer pelos autógrafos. Eu fiquei extasiada, demorou pra cair a ficha de que tinha acabado de conhecer Zakk Wylde.

O encontro com ‘o cara’ também me rendeu uma carona para o show. Quase todo mundo que estava hospedado no hotel ia para o Ozzfest. Na manhã do dia do show reencontrei Zakk no café, desejei bom show, pois o BLS tocaria no stage B do festival, junto com outras bandas como Goatwhore, Saviors, Skeletonwitch, Kingdom of Sorrow, Drowning Pool e Nonpoint. Atencioso como sempre, agradeceu e me disse para aproveitar o show. O dia estava horrível, chuvoso e gelado, mas o Ozzfest aconteceria normalmente “Rain or Shine” (chuva ou sol) como dizia o site. Mas nada iria estragar o meu dia, pois conheceria o Ozzy!!! Como isso foi possível??? 1) Meu ilustre professor e amigo Fabiano (sócio-fundador do Ozzybrasil.com) me contou sobre o Meet and Greet; 2) Incansáveis tentativas de convencimento de amigos que moravam no exterior para comprar o maldito ingresso; 3) Correr contra o tempo para programar a viagem.

Ao chegar ao Comcast Center logo fui para o VIP lounge. Eu não queria e não iria gastar minhas energias à toa. Fiquei lá esperando pelo Black Label e depois Ozzy. Infelizmente, o BLS não tocou devido ao mau tempo (o stage B ficava em uma área descoberta, a banda Drowning Pool também não tocou, provavelmente pelo mesmo motivo). Enfim chegou a hora de conhecer o Príncipe da Trevas.

Eu e mais 31 pessoas fomos levados ao backstage por Big Dave (amigo da família Osbourne, trabalha com eles há muitos anos). Eu não podia acreditar quando vi aquela figura vestida de preto, dos pés à cabeça, ali, parado, esperando por nós. Eu não conseguia parar de olhar para ele, foi surreal!!! Finalmente chegou a minha vez, fui recepcionada com um beijo no rosto e disse: “I came all the way from Brazil just to meet you!” (algo do tipo: Eu vim do Brasil só pra te conhecer) e sua resposta foi: “Are you from São Paulo?” (Você é de São Paulo?). Hell yeah!!! O ruim é que a equipe de suporte fica apressando os fãs.

O negócio foi muito rápido... hunf! Mas ainda teria o show! Quando voltamos do backstage, Rob Halford já estava terminando seu show. Depois veio o Mötley Crüe, do qual eu não sou fã e não conhecia muitas músicas do repertório. Eu não aguentava mais esperar pela performance do Madman. Enfim, começa a passar o vídeo de abertura com paródias. A melhor parte, na minha opinião, é paródia com o filme Crepúsculo: “Are you a Vampire?” (Você é um vampiro?) pergunta Bella, e Ozzy responde: “Vampire? Vampires are pussy! I’m the fucking Prince of Darkness!” (algo do tipo: Vampiros? Vampiros são frouxos! Eu sou o maldito Príncipe das Trevas!) E ele é... o cara fez um puta show! Abriu com "Bark at the Moon", e depois mandou "Let Me Hear you Scream", do novo disco. A banda estava ensaiadíssima.

O guitar novo, Gus G., mandou bem, não é o Zakk, mas não podemos comparar o menino pra sempre. O cara tem suas manhas, basta ouvir o disco "Scream" para chegar a essa conclusão. Sem contar que ele tem influência do Zakk (na minha opinião), não só musical mas nos movimentos que performa no palco (jogadas de cabelo, poses...). A platéia nos EUA é muito tranquila, o que me permitiu chegar bem perto da grade com facilidade. Eles não agitam nem 1/3 do que do público brasileiro, também, os caras tocam lá sempre né.

O repertório que seguiu foi um misto de antigas do Ozzy e Black Sabbath: "Mr. Crowley", "I Don’t Know", "Fairies Wear Boots" (uma das minhas favoritas do Sabbath), "Fire in the Sky", "Suicide Solution", "Road to Nowhere" (Fantástica!), "Into the Void", "Shot in the Dark", "Iron Man", "I Don’t Wanna Change the World". Para tocar "Crazy Train", Ozzy chama o garoto Yuto Miyazawa, um japinha de 10 anos que conquistou o Madman com seu talento. Para encerrar, toca "Mama, I’m Coming Home" e "Paranoid".

No final, enquanto a galera saía do local, tocava "I Love You All", do novo CD: “We all must stand together now, or one by one we fall. For all theses years you stood by me, God Bless, I love you all”. Tudo que eu posso dizer é: Nós amamos você também!

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