Paramore: Performance bastante empolgante em São Paulo
Resenha - Paramore (Credicard Hall, São Paulo, 20/02/2011)
Por Eduardo Contro
Postado em 28 de fevereiro de 2011
No domingo, 20 de fevereiro, a banda norte-americana Paramore fez sua segunda passagem por São Paulo, depois de três anos longe dos palcos da cidade. Formado em 2004, o grupo de Mississipi trouxe ao público brasileiro a tour do seu terceiro CD, "Brand News Eyes".
O Paramore ficou conhecido por ter duas de suas músicas em edições diferentes do Guitar Hero e ganhou boa notoriedade ao terem outra de suas canções, "Decode", em um dos filmes mais vistos do cinema em 2009: Crepúsculo.
O reconhecimento pôde ser comprovado com a presença massissa do público no Credicard Hall, que recebeu 7 mil pessoas para acompanhar o show de 1h30 do grupo norte-americano.
Começando pontualmente às 20h, o Paramore abriu sua apresentação com a música "Ignorance", do CD que a banda veio divulgar. Na seqüência, mandou "Feeling Sorry" e uma de suas mais conhecidas canções, "That’s What You Get".
A banda, por incrível que pareça, conta com seis integrantes. Além do um baixo e de uma guitarra, dois outros guitarristas auxiliam a banda durante os shows. Os garotos, aliás, também ajudam nos backing vocals e teclados. Um tanto desnecessária tanta gente assim, pois além do som ficar bem cheio, o estilo do grupo não requer tantas guitarras.
Detalhes a parte, a performance foi bastante empolgante. A qualidade do som estava muito boa e o destaque da noite fica por conta de Hayley Willians, que além de agitar e ser muito simpática com o público, também cantou muito bem a noite toda.
A cantora parou o show diversas vezes para conversar com a galera e levou os adolescentes a delírio ao vestir a bandeira do país e prometer que faria diversas visitas ao Brasil, aquela velha promessa que todos os artistas fazem ao passar por aqui. Em um desses momentos soltou: "Não vejo o mercado musical morto, pois vejo que vocês estão todos aqui hoje".
Cheia de estilo, Hayley, com seu cabelão vermelho que mais parece uma peruca e um microfone igualmente combinando com o cabelo, mostra que o forte da banda está mesmo em seus vocais. Potente a voz dessa garota de apenas 22 anos e de pouca mais de 1,50m.
Outro integrante que vale mencionar é o baterista Josh Freese, que com sua experiência dá uma energia a mais com ritmos rápidos e uma pegada forte. O baixista, Jeremy Davis, também tem uma boa presença de palco e não parou um segundo de pular e agitar a galera.
O público, aliás, merece uma análise a parte. Composto em sua maioria por adolescentes do sexo feminino em torno dos seus 14 ou 15 anos, atingia a histeria a cada acorde novo. Confesso que me senti um estranho no ninho, aposto que assim como os pais e mães que acompanhavam as crianças.
A noite foi de muitos presentes para os fãs. Além de tocar um som inédito, "In The Mourning", também atenderam o som mais pedido pela galera, "My Heart", uma música lentinha melodramática que arrancou lágrimas da platéia.
A banda também aproveitou para dar uma palinha acústica. Hayley fez uma homenagem a sua cidade natal, Mississipi, e mandou um som acompanhada apenas por um violão que remete ao local. Foram 4 músicas acústicas na seqüência em que a banda sentou e fez uma roda no palco num estilo unplugged MTV. O momento acabou sendo um tanto sonolento, mas serviu para dar um descanso. "Crushcrushcrush", porém, logo retomou a empolgação.
A parte chata fica mais uma vez com a tal pista VIP, que continua insistindo em atrapalhar os fãs de verdade nos shows pelo país. Outra coisa que incomoda bastante são as tais faixas e cartazes de corações que ficam na frente da galera e o povo que insiste em gravar as apresentações nos celulares e câmeras digitais. Fico imaginando como essa meninada de 13 anos com 1,50m de altura tem que se virar pra enxergar alguma coisa... Sempre tinha alguém resmungando pelos cantos sobre isso.
Para fechar a noite, o grupo americano mandou, claro, seu som mais famoso: "Misery Business". Neste momento, a banda chamou ao palco dois fãs, um para assumir as guitarras e o outro para cantar no lugar de Hayley. Uma grande respondabilidade em frente a adolescentes que poderiam xingar muito no Twitter. Mas não foi o que aconteceu. Na verdade, acabou sendo bastante divertido. Os fãs mandaram muito bem (contaram com um belo auxílio da banda, obviamente) e o show terminou como uma grande festa.
Set List
Ignorance
Feeling Sorry
That's What You Get
For A Pessimist, I'm Pretty Optimistic
Emergency
Playing God
Careful
Decode
In The Mourning
When It Rains
Where The Lines Overlap
Misguided Ghosts
Crushcrushcrush
Pressure
Looking Up
The Only Exception
BIS
Brick By Boring Brick
My Heart
Misery Business
Clique no link abaixo para ver uma galeria de imagens do show:
http://www.flickr.com/photos/alexandre_allfotos/sets/72157626101798926/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Com mais de 140 shows, festival Welcome to Rockville anuncia atrações para 2027
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Shows do Social Distortion no Brasil são adiados para 2027
A música do Lynyrd Skynyrd que Dave Mustaine colocou no Metallica sem Lars Ulrich perceber
Aerosmith realiza primeiro dos dois shows comemorativos; veja setlist e convidados
Korzus lança single/videoclipe "Blind Deaf Mute"
Tony Iommi considera injusto comparar Jorn Lande a Ronnie James Dio
A cirurgia que membros do Metallica, Slayer e Megadeth precisaram fazer, diz Hetfield
O que Nicko McBrain pensava ao ver Bruce Dickinson no palco antes da saída
Confessori lança álbum "Realm Breaker" e novo videoclipe de "Ösel Solis"
O plano de Nicko McBrain para voltar ao estúdio no próximo álbum do Iron Maiden
Rick Rubin achou que faltava Satanás no Slayer e pediu que a banda voltasse às raízes
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Os dois guitarristas que Kerry King nunca conheceu após décadas no Slayer
A resposta de Roger Waters para as críticas do Genesis ao Pink Floyd nos anos 70
Regis Tadeu revela o verdadeiro motivo da volta de Slash ao Guns N' Roses
Quando o Rush abriu para uma banda lendária e Alex Lifeson quase desistiu da guitarra

Black Label Society faz show histórico em Belo Horizonte e emociona fãs
Between the Buried and Me - um show especialmente feito para os metal geeks brasileiros
The Gathering - uma das turnês mais esperadas pelos fãs de vocais femininos
Ginger and the Peppers - O novo Rock pulsa na Casa de Cultura
Helloween - Em Porto Alegre, 2 horas e 20 minutos que pareceram passar em instantes
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



