Jon Oliva's Pain: como foi a gravação do DVD na Holanda?

Resenha - Jon Oliva's Pain (Tilburg, Holanda, 15/10/2010)

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Por Daniel Burnier de Castro
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Como grande fã da obra do grande mestre Jon Oliva estava muito ansioso por esse concerto, principalmente por poder estar ali presente durante a gravação do primeiro DVD oficial do Savatage. Sim, Savatage! Pois, para mim, o JOP nao é nada mais que o Savatage com um outro nome. O Jon utiliza muito material antigo do Criss e é o responsável por todas as composições.

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Quando fiquei sabendo que haveria um pacote VIP tratei logo de comprá-lo. Ele incluia uma camisa da turne da banda, a oportunidade de autografar itens e tirar fotos com os membros da banda. Além disso podiamos ver a passagem de som, escolher os melhores lugares na platéia e estar nos créditos do DVD.

Cheguei às 16:00h ao local do concerto, debaixo de uma chuva chata. Já haviam algumas pessoas lá, todas devidamente uniformizadas, com camisas e jaquetas do JOP, Savatage e Avatar. Haviam mais estrangeiros do que holandeses. Conversei com alguns ingleses e um grego enquanto esperava a hora de entrar para ver a passagem de som. Lá para as 17:00 entramos e eles tocaram “Believe”, “Death Rides a Black Horse” e “When de Crowds are Gone” para esquentar. Não consegui conter as lágrimas, por estar ali vendo o Mountain King novamente. Durante a passagem de som Jon praticamente não cantou, salvo alguns trechos das músicas, mas já deu para perceber que sua voz não estava legal.

Eu já havia visto o JOP em Viena, Áustria em 2008 e o concerto acústico em Wörgl, Áustria em 2009. A voz de Jon nesses concertos já não se mostrava a mesma dos seus tempos áureos, mas ainda dava bem conta do recado.

Por volta das 18:00 começou a sessão de autógrafos. Eu autografei a bandeira do Brasil e os CDs Gutter Ballet, Festival e Streets (que eu em seguida dei de presente para a minha namorada, que também é fã de Savatage e estava lá comigo). Tive a oportunidade de tirar uma foto com Jon, usando o chapéu que ele usou durante todo o show – uma honra

Depois disso restou ficar ali colado na grade esperando o show começar. Não houve banda de abertura e lá pelas 19:45 os telões foram ligados e, ao som de Silk and Steel, foram mostradas fotos antigas de Jon e Criss. Muitas dessas fotos podem ser vistas no site memorial do Criss (http://www.crissoliva.com/crisspics.html). Este foi um momento muito emocionante para todos e de novo tive que ir às lágrimas... tudo bem! Podem me chamar de chorão, eu não me importo :)

Logo depois começou o show propriamente dito, com “Festival”, uma música que tem um riff muito legal e que parecia ser perfeita para a abertura de concertos. Já deu pra perceber, entretanto, que a voz do Jon não estava legal, mesmo eu estando colado na grade do lado esquerdo, uma posição que não permitia ouvir os vocais muito claramente.

Depois rolou “Chance”, sem a abertura e sem a parte de vozes sobrepostas – com certeza uma adaptação especial da música para o show. Em seguida “Hounds”!!! Uma música fantástica, que nem o mais esperançoso fã de Savatage esperava!

Depois disso eles voltaram ao JOP, tocando “Death Rides a Black Horse”, uma das melhores músicas do JOP, sem dúvida nenhuma e emendando com “The Evil Within”, que Jon compôs, segundo ele, ao lado de Criss, quando ambos tinham 14 anos de idade.

Depois disso um afago no coração dos fãs de Streets – “Agony and Ecstasy” – perfeição em forma de música, de um álbum, que, na minha opinião, é um dos melhores da história do Rock! Eu não sei se essa música já havia sido tocada ao vivo pelo Savatage, mas acredito que não.

Depois eles tocaram “Firefly”, a única música tocada do JOP que não é do Festival, e em seguida “Lies”, música de abertura do supracitado disco. Foi então que começamos a escutar sons de sinos e Jon perguntou “Are you ready for the Sirens?” – Foi nessa música que meu pescoço foi mais exigido, mas com muito prazer!

“Warriors” foi tocara em seguida, outro musicão, que não costumava fazer parte dos setlists do Savatage e JOP. “Living On The Edge Of Time” foi outra grata surpresa. E eu não parava de pensar – Que setlist fantástico!

Em seguida foi a vez de “Ghost in the Ruins”, com um solo de cerca de 10 minutos! Isso mesmo… acho até que deu tempo do Jon ir ao banheiro. Dava para perceber que, mesmo com as trocas de formação de última hora, a banda estava bem entrosada (o guitarrista Tom McDyne e o baixista Kevin Rothney não puderam participar da tour européia e foram substituidos por Jerry Outlaw e Jason Gaines, respectivamente).

Jon então falou “Agora vou tocar a minha música FAVORITA so Savatage” – “Tonight He Grins Again”, que, para minha felicidade, também é uma das minhas favoritas. Depois disso ele entrou com o clássico dos clássicos – “Believe” – que pra mim foi um misto de imensa alegria e melancólica tristeza. Foi triste ver que ele nao conseguia cantar a música, com uma voz extremamente rouca e desafinada, Jon fazia um esforço imenso para cantar, até que ele parou de cantar e deixou o público, em uníssono, fazer seu trabalho. Depois disso ele falou “Vou precisar da ajuda de voces novamente” e começou a tocar “Gutter Ballet” – de novo com a voz extremamente comprometida… mas aquilo era simplesmente GUTTER BALLET! Nao dava tempo para ficar nem um pouquinho triste… dava só para balançar muito a cabeça!

Depois disso eles saíram e voltaram tocando “Power of the Night” e “Hall of the Mountain King”. E, quando todos pensavam que o show já havia acabado, eis que Jon Oliva fala “Ainda temos tempo para mais uma música” – e que música – terminaram o show com “When the Crowds are Gone”!!! Apesar da pontinha de tristeza pela voz do Jon, eu estava extremamente feliz ao final do show!

Ainda estou pensando muito sobre aquela noite e tentando entender o motivo da voz de Jon estar tao ruim. Acho que ele devia estar gripado ou com algum outro problema, pois, como eu disse, ele estava cantando razoavelmente bem no show do ano passado na Áustria. Por outro lado, pode ser mesmo que a voz dele já esteja desgastada demais para shows longos. Principalmente durante as baladas como “Believe” e “When the Crowds are Gone” dá para sentir bem o esforço que ele faz para cantar. Por esse mesmo motivo eu acredito que ele tenha decidido gravar esse DVD, pois já sente que o seu tempo está acabando e ele quis deixar esse legado.

Entretanto eu não acredito que esse DVD saia sem uma BOA edição no vocal. Aí estão algumas músicas desse concerto para vocâs conferirem!

http://www.youtube.com/watch?v=cgUTxoIXbTw&feature=player_em...
http://www.youtube.com/watch?v=YdMWN-hYC3I&feature=player_em...
http://www.youtube.com/watch?v=mWbjCl0D1Zo&feature=player_em...

Aí está o setlist:

00. Silk and Steel (Intro)
01. Festival
02. Chance
03. Hounds
04. Death Rides a Black Horse
05. The Evil Within
06. Agony and Ecstasy
07. Firefly
08. Lies
09. Sirens
10. Warriors
11. Living On The Edge Of Time
12. Ghost in the Ruins
13. Tonight He Grins Again
14. Believe
15. Gutter Ballet
16. Power Of The Night
17. Hall of the Mountain King
18. When The Crowds Are Gone

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