Bon Jovi: sim, ele é um dos maiores nomes do Hard Rock

Resenha - Bon Jovi (Estádio do Morumbi, São Paulo, 06/10/2010)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Lembro-me de já ter ouvido muitas vezes frases do tipo: “BON JOVI é banda de mulher”. Eu mesmo já tive minha fase de rejeitar toda e qualquer referência ao cantor e sua banda, justificando que suas músicas não eram Rock, mas sim um som com apelo mais pop e comercial. Mas, como todo mundo, amadureci e já deixei de pensar isso há muito tempo. BON JOVI é um dos maiores nomes do Hard Rock de todos os tempos e merece todo o respeito por sua música.

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E ainda bem que a platéia paulistana presente ao Estádio do Morumbi também pensava assim, pois não se viu somente fãs mulheres e adolescentes histéricas pelo famoso vocalista. O que se viu foi muitos casais, pessoas das mais diversas idades e homens que aplaudiram de pé BON JOVI e sua banda.

Somente no show de abertura da banda Fresno é que faltou um pouco de respeito por parte de alguns, embora tenha se ouvido aplausos (resta saber se irônicos ou verdadeiros). Se bem que a escolha de uma banda como Fresno para abertura de um show desse porte é, no mínimo, resultado de total falta de bom senso...

Mas como estou aqui para falar de BON JOVI e não do Fresno, que desconheço por completo, a empolgante noite de quarta-feira teve início com poucos minutos de atraso. Às 21h17, BON JOVI e sua banda subiram ao palco, para delírio geral. Promovendo a “The Circle Tour”, pelo que já se sabia do set list executado em Buenos Aires, era esperado um “passeio” por todos os anos de carreira da banda e seus 11 álbuns de estúdio – e foi isso mesmo que ocorreu.

Desde o início, os telões foram responsáveis pela animação do público e as imagens, em ótima definição, variavam de acordo com a canção executada, com fotos de figuras famosas (Pelé, Obama, John Lennon) durante “We Weren´t Born To Follow”, diversas imagens intercaladas em "Captain Crash & the Beauty Queen From Mars" e um bonito nascer do Sol em “Wanted Dead Or Alive”, só para citar alguns exemplos.

O show foi recheado de momentos extremamente agitados, alternando com momentos mais calmos, embalados por canções românticas que certamente arrancaram lágrimas das fãs mais emotivas – e no quesito baladas, não há como negar que o BON JOVI entende do assunto.

Se alguém ainda sentia frio no início do show, a dobradinha “You Give Love A Bad Name” e “Born To Be My Baby” serviu para esquentar já logo de cara e quando veio a seqüência “Runaway”, com sua famosa introdução de teclado, “We Got It Going On”, “It´s My Life” e “Bad Medicine”, ninguém conseguia ficar parado e a animação era contagiante, a essa altura já na metade do show.

Nem mesmo um “delay” de fração de segundos no telão e o fato de BON JOVI parecer ter recorrido a uma “cola” da letra da música “These Days”, ao olhar diversas vezes para o chão do palco, foram suficientes para estragar a noite e passaram quase que imperceptíveis.

O relógio já indicava mais de 2 horas de show quando a banda tocou “Who Says You Can´t Go Home” e “Keep The Faith” e se retirou do palco. Mas conforme prometido pelo baterista Tico Torres em entrevista coletiva no dia que antecedeu o show, o grupo não deixou os brasileiros atrás dos argentinos e emplacou mais 4 músicas no bis, fechando com a clássica “Livin´On A Player”, cantada em uníssono. Embora o som ambiente do Estádio indicasse mesmo que o show acabaria ali, os músicos permaneceram no palco e o pedido do público por uma música mais foi atendido. “Bed Of Roses” foi tocada e, daí sim, as luzes se apagarem de vez.

Fãs de alma lavada. Show sem firulas, longos solos ou qualquer coisa do tipo. Hard Rock de qualidade, em quase 3 horas de uma apresentação que contou com canções de toda a carreira da banda.

Em seus shows, JON BON JOVI costuma se dirigir ao público e perguntar: “Are You Still With Me Out There?” (“Vocês ainda estão comigo?”). Em São Paulo não foi diferente e a resposta é simples. Sim, BON JOVI. Milhares de fãs estiveram com você na noite da quarta-feira 06 de outubro e ainda estarão com você no futuro. É torcer para que o retorno da banda ao país não demore mais longos 15 anos...

Banda:
Jon Bon Jovi - Vocais/Guitarra
Richie Sambora - Guitarra
Tico Torres - Bateria
David Bryan - Teclado

Set List:
1. "Blood On Blood"
2. "We Weren't Born To Follow"
3. "You Give Love a Bad Name"
4. "Born To Be My Baby"
5. "Lost Highway"
6. "Superman Tonight"
7. "In These Arms"
8. "Captain Crash & The Beauty Queen From Mars"
9. "When We Were Beautiful"
10. "Runaway"
11. "We Got It Going On"
12. "It's My Life"
13. "Bad Medicine" (com "Pretty Woman" – Roy Orbison, e "Shout" – Isley Brothers)
14. "Lay Your Hands On Me"
15. "Always"
16. "Blaze Of Glory"
17. "I'll Be There For You"
18. "Have A Nice Day"
19. "I'll Sleep When I'm Dead"
20. "Work For The Working Man"
21. "Who Says You Can't Go Home"
22. "Keep The Faith"

Bis 1
23. "These Days"
24. "Wanted Dead Or Alive"
25. "Someday I'll Be Saturday Night"
26. "Livin On A Prayer"

Bis 2
27. "Bed Of Roses"

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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