Bon Jovi: três horas recheadas de clássicos em São Paulo

Resenha - Bon Jovi (Morumbi, São Paulo, 06/10/2010)

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Por Edu Contro
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Bon Jovi veio à São Paulo, no último dia 6 de outubro, trazendo a turnê do seu último trabalho "The Circle". A noite teve abertura da banda gaúcha, Fresno, que foi recebida com muitas vaias e xingamentos, como já era de se esperar. Mas falando do que realmente importa, a apresentação do grupo de Nova Jérsei foi pra nenhum fã botar defeito. Com um set repleto de clássicos, a banda tocou por nada menos que 3 horas (2h55 para ser exato). Vinte e sete músicas!

Fotos: Marcelo Rossi

"Blood On Blood" abriu a noite, seguida de "We Weren't Born to Follow" e da conhecidíssima "You Give Love a Bad Name". A primeira parte do show foi recheada de sons do último álbum, que apesar de não agitar tanto também não desagradaram a platéia. Já a segunda parte foi excitante. A sequência de "Bad Medicine", "Lay Your Hands On Me", "Always", "Blaze Of Glory" e "I'll Be There For You" colocou o público em êxtase. Os pontos altos ficaram com "I'll Be There for You" e "Bed of Roses", a última da apresentação.

A noite acabou não sendo de muitas surpresas, porém esse é um fator complicado. Fica fácil pro público adivinhar o que as bandas vão tocar, basta pesquisar um pouco na internet. A performance do último domingo em Buenos Aires, na Argentina, durou também três horas e teve um set bastante semelhante. Interessante também foi a variação de idades e estilos do público. Muitas pessoas com mais de 30 anos, mas também muitos jovens.

Voltando à performance, o cantor de 48 anos continua mandando muito bem nos vocais. Confesso que fiquei apreensivo com o set. Imaginava que Jon não conseguiria cantar como antigamente e que sofreria em alguns sons, especificamente em "Dead or Alive" e "Blaze of Glory", que exigem bastante. Obviamente, ele não está a mesma coisa, mas surpreendeu. Claro que contou com uma ajudinha: todos os integrantes do grupo davam uma bela força nos backing vocals.

Richie continua detonando no comando das guitarras. O cara é um show man, tem um talento invejável, canta bem e traz variações muito bacanas ao não alterar muito a essência dos solos mais conhecidos dos hits do grupo. É muito bom ver essa galera old school detonando nos palcos. Tenho muito de saudosismo nesse ponto.

Jon parecia curtir também a agitação do elogiável público brasileiro. Disse em um destes momentos: "como posso ter ficado tanto tempo longe do Brasil?". E ainda emendou: "vamos voltar muitas vezes aqui". Promessas que todos que passam por aqui fazem, mas que os fãs sempre gostam de ouvir.

Para finalizar, o grupo simulou o término do show na penúltima música: "Livin' On A Prayer". Os músicos ameaçaram uma despedida, mas ficaram, fizeram uma reuniãozinha para definir qual som tocariam como Bis e mandaram "Bed Of Roses", para a alegria da galera.

Bon Jovi e Fresno voltam a se apresentar nesta sexta-feira na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Os ingressos custam R$600 (pista premium) e R$250 (pista normal).

Set completo:
"Blood on Blood"
"We Weren't Born to Follow"
"You Give Love a Bad Name"
"Born to Be My Baby"
"Lost Highway"
"Superman Tonight"
"In These Arms"
"Captain Crash & The Beauty Queen From Mars"
"When We Are Were Beautiful"
"Runaway"
"We Got It Going On"
"It's My Life"
"Bad Medicine"
"Lay Your Hands"
"Always"
"Blaze of Glory"
"I'll be There for You"
"Have a Nice Day"
"I'll Sleep when I'm Dead"
"Working Man"
"Who Says You Can't Go Home"
"Keep the Faith"

Bis
"These Days"
"Wanted Dead or Alive"
"Someday I'll be Saturday Night"
"Livin' on a Prayer"

Bis 2
"Bed of Roses"


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