Dream Theater: um show quase perfeito em Porto Alegre
Resenha - Dream Theater (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 16/03/2010)
Por Sabrina Ruggeri.
Postado em 17 de março de 2010
Mesmo depois de poucas horas de sono, a energia do espetáculo presenciado parece continuar a mesma, a adrenalina ainda é recorrente. A abertura do Bigelf, banda convidada por Portnoy, foi sensacional: excêntricos na medida certa, ótimos vocais e uma boa comunicação com o público, embora desconhecidos. (Isso sem falar no bonequinho Yoda sobre os sintetizadores de Damon Fox, também vocalista).
E finalmente, o Dream Theater subiu ao palco para marcar a história de Porto Alegre. É com a já aguardada "A Nightmare to Remember", primeira faixa do álbum desta turnê, que a apresentação se inicia. O que pude ver dos dois metros de distância do palco em que me encontrava (aliás, palco pequeno), é que todos ao meu redor cantavam juntos e a energia foi muito grande e seguiu sempre num crescendo.
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Destaco como pontos altos: o solo de Petrucci antes de "Hollow Years", e a música em seguida, claro, que me arrancou algumas lágrimas, "The Spirit Carries On", cantada forte pelo público principalmente nos belos versos do refrão "If I die tomorrow, I’d be allright because I believe..." e o encerramento do show com "The Count of Tuscany", onde não tive outra escolha a não ser abaixar a cabeça e deixar o resto das lágrimas rolarem.
Como ponto baixo, aponto "Voices", não muito bem executada por James LaBrie, mas que manteve o pique durante toda a apresentação. Myung teve alguns problemas com o baixo, Rudess deu seu show em alguns solos com teclados diferentes, mas não deixou de errar, mesmo assim, ele estava ótimo, com a expressão que eu esperava vê-lo: transpirando um quê hipnotizador de "Yes". Confesso que quanto ao Portnoy, não pude ver muita coisa, a não ser ter ouvido o que já esperava, qualidade. Petrucci me comoveu em seu solo e encerrou lindamente com "The Count of Tuscany", se emocionando de verdade. Gostaria de ter ouvido algo mais dos álbuns "Scenes from a Memory" e "Six Degrees of Inner Turbulence", mas fica para a próxima.
Como marca especial aos presentes na noite de ontem, a ousadia de Petrucci em, num intervalo entre duas músicas, tocar o conhecidíssimo princípio do riff de "Sweet Child o’Mine" dos "adversários" de data de show na cidade, Guns N’ Roses. A resposta do público? Vaias seguidas de gritos clamando: "Dream Theater, Dream Theater...". Foi deveras divertido.
Ainda sinto-me anestesiada, saída de um sonho. É claro que o show não foi perfeito, mas em se tratando das lendas que estes homens já são e da possibilidade de suas carreiras estarem se aproximando do fim, tudo muda. Para encerrar, pude ver o palco de uma visão um pouco mais alta enquanto eles cumpriam a cerimônia de despedida, faço um coração com as duas mãos e olho para Petrucci, ele bate no peito. Eu não quero mais nada por hoje.
Set-List:
A Nightmare to Remember
A Rite of passage
Hollow Years
Constant Motion
Pequeno Solo Rudess
Erotomania/ Voices
The Spirit Carries On
As I Am
Pull Me Under / Metropolis
Duelos
The Count of Tuscany.
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