Stratovarius: o retorno de um expoente do metal finlandês
Resenha - Stratovarius (Citibank Hall, São Paulo, 20/10/2009)
Por Diego Camara
Postado em 26 de outubro de 2009
Em uma das regiões mais tradicionais de São Paulo, alguns dos mais aficionados fãs do metal se reuniram no Citibank Hall para ver o retorno ao Brasil de um dos maiores expoentes do metal finlandês.
Depois de quatro anos sem nenhum show no país muita coisa mudou. A saída de Timo Tolkki, a chegada de Matias Kupiainen, a vontade dos outros membros de prosseguirem com o trabalho do grupo e o lançamento do tão esperado "Polaris", além de várias disputas e discussões entre Tolkki e os seus ex-companheiros.
Com tudo isso, seria comum que muitos dos fãs estivessem realmente esperando para ver ao vivo o resultado de tantas mudanças, se o Stratovarius continuava sendo o mesmo ou se era apenas passado.
Em uma casa de shows quase lotada, o Stratovarius subiu ao palco do Citibank Hall com poucos minutos de atraso. A banda abriu com a música "Destiny", do álbum de mesmo nome de 1998. Uma parte do público estava bem animada e a banda mostrou-se bastante afiada e preparada para o show, tocando muito bem cada nota, com erros imperceptíveis.
A segunda música foi o clássico "Hunting High And Low" do álbum "Infinite", que botou fogo na platéia, que lembrou o refrão e cantou junto. "Speed of Light" veio logo depois, onde o novato guitarrista Matias Kupiainen e se mostrou um substituto a altura de Timo Tolkki pelo menos no comando das guitarras, com uma apresentação bem rápida e técnica digna do Stratovarius.
A seguinte tocada foi "The Kiss of Judas", onde o público também participou a cada segundo. O Stratovarius se mostrou uma banda bastante competente e que trouxe o que o público desejava: os grandes clássicos da década de 90.
Quebrando a sequência de clássicos, a banda então tocou algumas das músicas de "Polaris", álbum lançado este ano. "Deep Unknown" e "Winter Skies" foram muito bem tocadas e empolgaram uma boa faixa do público. No meio das duas, "A Million Light Years Away" do "Infinite" também não decepcionou.
O baterista Jörg Michael realmente estava em ótimo nível e comandou de sua bateria o som da banda, com a velocidade já bem característica de suas batidas. Outro que estava bastante empolgado era Timo Kotipelto, que arriscou algumas palavras em português – que ele repetiu umas quatro ou cinco vezes durante o show – e cantou junto com o público durante boa parte do espetáculo, além de em um momento do show tirar fotos dos fãs com suas próprias câmeras.
Mas quem acabou roubando a cena foi o baixista Lauri Porra, que depois da música "Phoenix" levantou o ânimo público com uma ótima disputa entre ele e o guitarrista Matias Kupiainen. Lauri brincou com seu sobrenome, fez graça para o público e mostrou-se muito animado no palco.
Após a troca de solos, a banda retornou ao palco para tocar a música "Forever is Today" de "Polaris", muito bem recebida pelos fãs que se mostraram muito empolgados. A seguir, a banda tocou "Twilight Symphony" com grande participação do público, que gritou e cantou o refrão juntamente com Kotipelto.
"Higher We Go" foi também muito bem tocada, a música que mais empolgou os fãs dentre as do novo álbum, porém acabou apenas servindo como ponte para o clássico "Paradise", que levou o público as alturas em uma das melhores performances da noite.
Logo depois veio "Eagleheart", tirando mais alguns gritos dos fãs, que cantaram junto o refrão da música e mostraram grande empolgação.
Após o final da música a banda deixou o palco. Os gritos foram escassos, em alguns momentos a platéia gritou pelo nome da banda, em outros gritou pela música "Black Diamond", sem dúvidas a mais esperada da noite pela maioria dos fãs.
Em alguns minutos Timo Kotipelto retornou ao palco, juntamente com Matias Kupiainen e Jörg Michael, para tocar a balada "Forever", que foi dedicada ao seu avô. A platéia respondeu com aplausos e cantou a música do início ao fim junto com o vocalista. A segunda música do bis foi "Father Time", também tocada com muita técnica e empolgação da audiência.
Timo Kotipelto, já no clima de despedida, então anunciou que a "última música não falava sobre vermelho, azul ou amarelo, mas sim sobre preto" e apresentou o tecladista Jens Johansson. As luzes do palco se apagam, um holofote focou o tecladista e o palco ficou vazio para um longo e complexo solo que aos poucos se tornou a introdução de "Black Diamond", com o retorno do resto da banda ao palco em um dos melhores e mais esperados momentos da noite.
No final da música, Kotipelto agradeceu novamente a platéia e disse que estava indo agora para Quito, Equador, mas antes queria ensinar o público a contar de 1 a 4 em finlandês. Ele não gosta, para ele está muito baixo, e provoca a audiência quando pergunta se conseguem gritar mais alto que os argentinos.
A banda se mostrou bastante desenvolta no final do show, quando Jörg Michael saiu da bateria e veio para frente presentear a platéia. O clima parecia ótimo, todos os membros estavam realmente mostrando dedicação, sem aquela falta de vontade vista por muitos na passagem de 2005 pelo Brasil.
O Stratovarius mostrou que está em uma das suas melhores fases, pelo menos nos palcos. Quem foi para a apresentação em São Paulo saiu bastante satisfeito com a performance do grupo, que está conseguindo cravar novamente seu nome na história do metal, mostrando que tem ainda muito a oferecer para seus fãs.
Setlist:
1. Destiny
2. Hunting High And Low
3. Speed of Light
4. The Kiss of Judas
5. Deep Unknown
6. A Million Light Years Away
7. Winter Skies
8. Phoenix
9. Solos (Matias Kupiainen e Lauri Porra)
10. Forever is Today
11. Twilight Symphony
12. Higher We Go
13. Paradise
14. Eagleheart
Bis:
15. Forever
16. Father Time
17. Intro (Jens Johansson)
18. Black Diamond
Stratovarius é:
Timo Kotipelto – Vocal
Jens Johansson – Teclado
Jörg Michael – Bateria
Lauri Porra – Baixo
Matias Kupiainen – Guitarra
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