In Flames: O único show na capital paulista foi avassalador
Resenha - In Flames (Santana Hall, São Paulo, 15/02/2009)
Por Erick Tedesco
Postado em 19 de fevereiro de 2009
A primeira turnê sul-americana da banda sueca In Flames quase não passou pelo Brasil. Quase, mas passou e o único show na capital paulista foi avassalador. Apesar da irritante chuva que caía sobre a fila que dobrava quarteirões, e também sobre outras pessoas que se acomodaram em bares nas proximidades ou debaixo de toldos, o atraso para a apresentação da Claustrofobia foi tolerável. E o show da banda lemense burocrático. Funcional, mas nada mais do que usual thrash metal de sempre.
Então pouco ou nada conhecida pelo público da música pesada, o Santana Hall engana à primeira impressão. Simplório na faixada, mas com uma excelente estrutura interna. A qualidade da aparelhagem que viabilizou a propagação do som, para ambas as bandas, foi nítida. Um espaço adequado para acomodar os aproximadamente três mil presentes naquela noite. Sem empurra empurra, sem brigas e sem aglomeração.
E de fato tudo contribuiu para o esperado espetáculo satisfatório. Ao fim do set da Claustrofobia, que tocou por quase uma hora, a equipe técnica e o bom senso funcionaram e a atração principal, a In Flames, já estava prestes a aparecer no palco. Na bagagem, os suecos, sem Jesper Stromblad (se tratando do alcoolismo) substituído na turnê latino-americana por Niclas Engelin (que já tocara no In Flames e lançou dois álbuns com a banda Gardenian), estão com nove álbuns e uma notável popularidade na Europa. Banda de porte grande, mesmo!
O que foi comprovado na primeira apresentação da banda em terras brasileiras. Um show profissional, não apenas pela técnica e domínio dos músicos com seus respectivos instrumentos, mas pelo carisma. Principalmente do vocalista Anders Friden e também do guitarrista Björn Gelotte. À parte do ofício musical, Friden mostrou que se daria bem como comediante de stand up comedy, em evidência no Brasil.
A primeira canção do show foi a agitada "Delight And Angers", do último lançamento, "Sense of Purpose". Para legitimar a emoção de muitos fãs que há tempos esperavam por este dia, a clássica "Pinball Map" é executada vigorosamente. E, após "Leeches", do penúltimo "Come Clarity", "Episode 666", umas das primeiras músicas que de fato pavimentou o sucesso de hoje. Em seguida, "Drifter" e "Colony", do álbum homônimo, cujo ritmo cadenciado, em meio a camadas de riffs, ao vivo funciona absurdamente bem.
Outra do "Whoracle", "The Hive", fez a festa dos saudosistas, enquanto "Cloud Connected", da "fase nova", fez grande parte do público pular. E outra do novo álbum, "Alias", que não é balada, mas possui balanço e é uma das preferidas entre as novas canções. Mas "Behind Space" novamente remete aos primeiros álbum da In Flames com muito peso. Muito, mesmo. Já a seguinte, "Only For The Weak", outro clássico do Clayman, foi muito cantada.
Já nos momentos finais do show tocaram a "Disconnected", a balada "Come Clarity" e a contagiante "The Quiet Place", do "Soundtrack To Your Escape". Sucesso após sucesso, outro hit do "Sense of Purpose", "The Mirror´s truth", seguida de "Trigger" e "Take This Life". A derradeira foi "My Sweet Shadow", que finalizou a apresentação da banda, que optou por não fazer ceninha para "bis" e encerrar de forma respeitosa com os fãs. Sim, fãs, porque mesmo quem foi ao evento com indiferença, ao final do set, penso eu, o sentimento geral foi de ter assistido ao show de uma "banda e tanto".
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