In Flames: Os anos de espera pela banda valeram a pena
Resenha - In Flames (Santana Hall, São Paulo, 15/02/2009)
Por Vitor Flisch Cavalanti
Fonte: Rock Dinasty Blog
Postado em 19 de fevereiro de 2009
Muitas pessoas, de diversos locais de São Paulo e inclusive de outros estados estiveram presentes no último domingo (15/02) no Santana Hall (São Paulo) para conferir a única apresentação no Brasil de um dos maiores expoentes do chamado "Death Metal Melódico", a banda sueca IN FLAMES.
Ao longo dos seus quase 20 anos de carreira, e dos 9 discos lançados até então, a banda nunca havia visitado a América do Sul, destino esse que certamente vigorará nas próximas turnês devido ao grande entusiasmo e alegria com que foram recebidos em nossa terra.
Um desfalque já havia sido anunciado semanas atrás, o guitarrista e fundador da banda Jesper Strömblad infelizmente teve que se afastar dessa turnê para se tratar de problemas de alcoolismo, uma pena já que ele é uma das grandes figuras do Heavy Metal Sueco, e responsável por boa parte da criação das músicas da banda. Para substituí-lo, diga-se de passagem à altura, foi escalado Niclas Engelin, guitarrista do Gardenian e que já havia tocado no IN FLAMES e auxiliado a banda num passado não tão distante (1997 a 1998).
A abertura do show ficou por conta do CLAUSTROFOBIA, que apresentou seu thrash metal bem consistente e poderoso. Nesse instante já pudemos perceber que a qualidade do som da casa é excelente e que se o IN FLAMES mantivesse a fama que tem, de tocar com extrema perfeição ao vivo, teríamos um grande espetáculo pela frente.
Por volta das 19h45, o IN FLAMES entra em cena já lançando mão de uma das melhores músicas do novo disco "A Sense of Purpose" (2008), chamada "Delight and Angers" que tem um refrão melódico e impactante. Na seqüência um passeio por quatro discos da banda com o grande hit "Pinball Map" do disco Clayman (2000), "Leeches" do disco Come Clarity (2006), "Episode 666" do disco Whoracle (1997), "Drifter" do disco Reroute to Remain (2002) e "Colony" do auto-intitulado disco de 1999.
Uma pausa para conversa e agradecimento, onde é apresentado com muitos elogios por parte de Anders Fridén (Vocal) o guitarrista substituto de Jesper, e a banda é ovacionada mais uma vez com os famosos coros sul-americanos como "Olé! Olé! Olé! Olê! .... IN FLAMES... IN FLAMES" que por sinal agradam muito as bandas estrangeiras.
A banda mostrou uma postura muito receptiva e esteve muito à vontade durante todo show. Anders conversou muito com a platéia, foi muito simpático, pegou algumas câmeras fotográficas emprestadas das pessoas que estavam na grade, filmou parte do show do próprio palco e tirou diversas fotos para as pessoas, algo que certamente será inesquecível para os respectivos donos das máquinas.
Conversou com a platéia, inclusive fez uma mini entrevista com um Headbanger chamado "Paulo", que foi xingado em uníssono pela platéia presente.
Na seqüência vieram "The Hive" do disco "Whoracle" (1997), "Cloud Connected" do disco "Reroute to Remain" (2002), "Alias" do disco "A Sense of Purpose" (2008), "Behind Space" do debut "Lunar Strain" (1994) e regravado em "Colony" (1999), música essa que segundo o vocalista foi responsável por tornar todos eles grandes bêbados.
Nesse momento foi anunciado que na próxima música todos deveriam pular, e com essa deixa ficou muito fácil descobrir o que viria pela frente : "Only For The Weak" do disco "Clayman" (2000). É impressionante como algumas atitudes são implícitas no meio do Rock em geral, de modo a ser impossível não repetir certos gestos ou movimentos ao ouvir certas músicas em shows, como por exemplo: Assistir ao MANOWAR tocando "Brothers of Metal" e não fazer aquele gesto com as mãos, assistir ao QUEEN tocando "Radio Ga-Ga" e não bater palmas em sincronia com a multidão, e no IN FLAMES essa egrégora se manifesta em "Only for the Weak", em que é impossível não se contagiar com a música e sair pulando igual a um louco, certamente foi um dos grandes momentos do show.
Vieram ainda para fechar a última parte do show as ótimas "Disconnected" do disco "A Sense of Purpose" (2008), a balada "Come Clarity" do auto-intitulado disco, "The Quiet Place" do disco "Soundtrack to Escape" (2004), "The Mirror´s Truth" do disco "A Sense of Purpose" (2008), "Trigger" do disco "Reroute to Remain" (2002) e o bis com "Take This Life" do disco "Come Clarity" (2006) que Anders dedicou aos casais presentes por se tratar de uma música que fala de amor, e disse que os homens brasileiros deviam se sentir privilegiados por viverem no país que estatisticamente tinha as mulheres mais bonitas do planeta, e que nós deveríamos aproveitar isso.
Mais uma vez conversando com a platéia, Anders agradeceu imensamente a presença de todos, e disse que a próxima música seria a última chance que os brasileiros teriam para incluir o país e a América do sul em futuras datas de shows da banda, além disso, em outro momento ele alegou que não prosseguiria o show enquanto estivessem pessoas sentadas no mezanino, e mandou um a um que levantasse, e muitas vezes não muito educado com aqueles que insistiam em ficar sentados : "Stand up, Bitches!", mas na seqüência declarando amor pela platéia e comparando com o público europeu, que não canta as músicas como os latinos, somente soltam alguns grunhidos e viram-se para o lado.
Para fechar o show em grande estilo, a banda tocou "My Sweet Shadow" do disco "Soundtrack to Escape" (2004) levando todos ao delírio.
Resumo da ópera: os anos de espera valeram a pena pois pudemos conferir um show de extrema qualidade e profissionalismo, com um set-list invejável e que agradou grande parte dos fãs presentes e deixou todos com a alma "metálica" lavada e com um gostinho de "quero mais".
Set-List:
Delight and Angers
Pinball Map
Leeches
Episode 666
Drifter
Colony
The Hive
Cloud Connected
Alias
Behind Space
Only For The Weak
Disconnected
Come Clarity
The Quiet Place
The Mirror´s Truth
Trigger
Take This Life
My Sweet Shadow
Outras resenhas de In Flames (Santana Hall, São Paulo, 15/02/2009)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Pink Floyd com letra ingênua e adolescente, de acordo com Roger Waters
Baixista fala sobre luta do System of a Down por ingressos mais baratos
A discordância de Dickinson, Cantrell, Plant e Gallagher sobre melhor música do Led Zeppelin
A nova resposta de Tuomas sobre reunião do Nightwish com Tarja que animou os fãs
Tuomas revela que vai revisitar tema já antes abordado no próximo álbum do Nightwish
Eloy Casagrande conta como venceu desconfiança do Slipknot inserindo influências brasileiras
Crise financeira leva atração turística dos Beatles em Liverpool a ser colocada à venda
Os 5 melhores álbuns dos Rolling Stones de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
O cantor que Axl Rose, Roger Daltrey e Chris Cornell colocam acima de todos
O hino não oficial da libertação do rock and roll para Tom Morello
Jorn Lande revela que não cantaria em todo o álbum de Tony Iommi inicialmente
O ídolo histórico de Flamengo e Palmeiras que adora Legião Urbana, Titãs e The Smiths
A curiosa alfinetada de Anette Olzon no Nightwish após saída de Floor Jansen
O melhor álbum de rock de todos os tempos, segundo Joe Perry do Aerosmith
A banda que deveria salvar o rock nos anos 1970 e não amadureceu, segundo Rod Stewart
A música onde David Gilmour fala sobre a treta dele com Roger Waters
A lista definitiva das músicas favoritas de Paul McCartney, segundo a Far Out
Cinco países com muita tradição no mundo do heavy metal

De Trivium a Ozzy Osbourne, 150 músicas lançadas nos anos 2020 que merecem sua atenção
Os melhores álbuns de melodic death metal dos anos 90, segundo o Loudwire
Matt Heafy (Trivium) cita os 3 álbuns que mais o influenciaram
O disco do In Flames que vocalista do Trivium considera um dos melhores de todos os tempos
A banda que arriscou 60 mil dólares em turnê pelos EUA e voltou para casa com lucro
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



