Porão do Rock: Suicidal Tendencies encerra o primeiro dia do festival
Resenha - Porão do Rock (Estádio Mané Garrincha, Brasília, 01/08/2008)
Por Maurício Gomes Angelo
Fonte: Porão do Rock
Postado em 02 de agosto de 2008
A 11º edição do Porão do Rock começou ontem com casa cheia até o fim e uma organização praticamente impecável. Shows no horário, tranqüilidade, estrutura exemplar e ótimas condições para todos os presentes neste que é um dos maiores festivais do país. O dia heavy do evento mesclou nomes do hardcore e do metal como MUKEKA DI RATO, ALMAH, BLACK DRAWING CHALKS, MACAKONGS 2099, MQN, DFC e MATANZA, numa apresentação eficaz o suficiente para ter o público na mão, cantando "clássicos" como "A Arte do Insulto", "Ressaca Sem Fim", "Ela Roubou Meu Caminhão", "Clube Dos Canalhas", "Eu Não Gosto de Ninguém" e "Bom É Quando Faz Mal". O melhor show nacional da noite naquela que provavelmente é uma das bandas brasileiras mais felizes em criar uma identidade conceitual aprovada e adorada pelos fãs. A exemplo, em escala mundial, dos headliners.
Suicidal Tendencies - Mais Novidades
Aliás, foi preciso esperar até as 02:20 h da manhã para ver Mike Muir (vocal), Mike Clark (guitarra), Dean Pleasants (guitarra), Steve Brunner (baixo) e Dave Hidalgo Jr. (bateria) entrarem no palco. Mas o hino "You Can’t Bring Me Down" mandado logo de cara deu o tom da celebração coletiva que o show do SUICIDAL TENDENCIES se tornou.
Um dos poucos nomes que conseguiram alcançar o status de se tornarem não só um grupo, mas uma instituição – influenciando diretamente o comportamento, as idéias e o vestuário de seus fãs, além de fincarem os pés com o quase inquestionável título de melhor banda de crossover da história, o SxTx mostrou uma vitalidade impressionante para quem tem mais de 25 anos de carreira.
Se a idade pesa e a forma física já não é a de antes, Mike Muir não dá a mínima e continua com a presença monstruosa que o consagrou como um dos frontmans mais carismáticos (e respeitados) que se têm notícia. O duo de Clark e Pleasants nas guitarras entregou uma execução limpa e inspirada, com os solos certeiros e riffs explosivos que puxavam rodas insanas de pogo entre os 15 mil presentes. Steve Brunner já está adaptado e não compremete o difícil posto de baixista do Suicidal, tendo entrosamento satisfatório com o recém-integrado Dave Hidalgo Jr. na bateria.
Com toda a discografia bem representada no set-list, os clássicos dominaram. Apresentação old-school sem cheiro de naftalina: "Subliminal", "War Inside My Head" – inesquecível – e "I Hate You Better" confirmaram a ótima forma, sendo a mistura perfeita, e genuína, de metal, hardcore e funk.
Na última, "Pledge Your Allegiance", Muir começou a chamar alguns fãs para subir ao palco, o que acabou se transformando rapidamente numa invasão, surpreendentemente bem sucedida. A visão, no mínimo curiosa, é símbolo da "atitude" – palavra que no caso deles pode ser usada sem receio – que sempre os caracterizou, e continua presente.
Difícil imaginar um final mais apropriado para uma banda que consegue transformar um show em uma arena de grandes proporções numa celebração intimista entre amigos. Que venha o novo CD – o primeiro após 8 anos.
O Porão do Rock continua hoje com uma programação mais pop, culminando no aguardado encerramento dos britânicos do MUSE.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
A banda de rock que Robert Smith odeia muito: "Eu desprezo tudo o que eles já fizeram"
O clássico do Pink Floyd que nem David Gilmour consegue entender o significado
A única banda de hard rock que Keith Richards sempre elogiou: "Sempre impressionante"
Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
A banda de hard rock que irritava Tony Iommi, mas que vendeu mais que o Black Sabbath
Palco de show histórico do Black Sabbath em SP passa por reforma e será modernizado para 2026
O cantor que Dave Grohl e Axl Rose colocam no topo da história do rock
Os 5 discos de rock que Regis Tadeu coloca no topo; "não tem uma música ruim"
O Megadeth tentou um guitarrista mas ele não sabia solar, então contrataram o professor dele
Quando Kiss e Queen decepcionaram, mas o AC/DC salvou a lavoura
Como o tempo provou que o desapego do Lynyrd Skynyrd fazia todo o sentido
A bronca que John Paul Jones tinha com os Beatles; "Eles escrevem boas músicas, mas..."
O único instrumento que Gerson Conrad, do Secos & Molhados, era proibido de tocar
O cantor que Keith Richards admite ter talento, mas é "calculado demais" e "superdimensionado"
A única música de Jimmy Page e Robert Plant a ganhar um Grammy
O guitarrista que David Gilmour não atingia; "Tentei pegar algumas ideias, mas não consegui"

Jay Weinberg, ex-baterista do Slipknot, lança sua primeira música solo
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



