Circle II Circle: Show próximo aos fãs no Rio de Janeiro
Resenha - Circle II Circle (Bar do Tom, Rio de Janeiro, 15/07/2008)
Por Lívia Bueno e Felipe Waquim
Postado em 19 de junho de 2008
Com muita disposição, em um show próximo dos fãs, o CIRCLE II CIRCLE mostrou a força do Metal em uma apresentação que merecia um público maior, mas que apesar das dificuldades da produção de um evento como este no Rio, foi um grande show de Rock.
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Com pouca divulgação e vindo de um período com muitos shows internacionais como Ozzy, Whitesnake e Megadeth, o CIIC ainda sofreu com o pouco conhecimento do público carioca e até com São Pedro, que fez o tempo virar poucas horas antes, o que pode ter feito com que muitos "metaleiros" ficassem em casa assistindo clipes do Savatage no YouTube, ao invés de irem presenciar ao vivo o CIIC. Mesmo com um público pequeno, estimado em cerca de 120 pessoas, Zak e cia., tocaram com a vontade, e o ânimo que se espera quando se tem oportunidade de ver artistas internacionais tocando por aqui, além do carisma necessário em um show tão próximo da platéia, em que se podia até cumprimentar o (ótimo) vocalista, Zak Stevens, durante a execução das músicas.
A noite começou com a banda Thorn, fazendo um show morno, que serviu para mostrar que a banda tem bastante potencial, mas ainda carece de maior experiência de palco. A falta de público pode ter contribuído para um certo travamento.
Por volta das 22h Zak Stevens (Vocal), Paul Michael Stewart (baixo e teclados), Tom Drennan (bateria) e Evan Christopher e Andrew Lee (guitarristas), iniciaram o show do Circle II Circle. A platéia, apesar de pequena, respondia ao espírito da banda. Mesmo não conhecendo algumas músicas, todos batiam cabeça e gritavam junto com Zak, mostrando que não estavam apenas vendo o show do ex-vocalista do Savatage, mas estavam realmente empolgados com a banda que ali se apresentava.
Zak por muitas vezes comentou que estava doente, provavelmente resfriado, mas que não decepcionaria os fãs cariocas. E não decepcionou mesmo. Cantou sem poupar a voz até nas músicas mais pesadas, e se não fosse dito pelo próprio, talvez não fosse possível perceber que Stevens estava ali "no sacrifício".
Apesar do ótimo show, as pausas dos solos foram momentos opostos para os músicos. Enquanto Tom Drennan quebrou tudo e levou a galera ao delírio em seu solo de bateria, antecedendo a pesada "Heal You", Andrew Lee, meio que em um ataque de estrelismo, reclamou das luzes da casa que estavam apagadas, e, após alguns minutos, simplesmente parou o solo no meio, o que deixou o público tão atônito que nem mereceu aplausos. As luzes então foram acesas, como pediu o guitarrista, mas já não havia clima para continuar a performance virtuosística, e este acabou sendo o único ponto negativo do show. Ainda com cara de poucos amigos, Lee avançou logo para a próxima música e continuou com seus solos rápidos e com feeling, deixando alguns fãs babando na beira do palco.
Depois de muito peso, Zak Stevens faz uma performance apenas com voz e piano ao lado de Paul Stewart. Neste momento percebe-se que realmente estava complicado para o vocalista e sua voz começa a falhar, mas nada que comprometesse a música ou deixasse de emocionar os fãs, que ouviam esta versão de "Watchin In Silence" e "If I Go Away".
Para encerrar, um medley relembrando Savatage (como não poderia faltar) com "He Carves His Stone", "Follow Me" "Taunting Cobras" e (para delírio geral) "Edge Of Thorns".
Apesar de todos estarem presentes pelo show do CIIC, foi inegável que o ponto alto foram as músicas do Savatage, mais conhecidas pela platéia. Enfim, para encerramento Zak e Tom trocam de lugar e surpreendem a todos ao dizer que suas origens foram na batera e nos vocais, respectivamente. E quase num clima de ensaio com os amigos, a banda encerra ao som de "TNT" do AC/DC.
Uma pena que um show como este, numa cidade carente de apresentações de grandes bandas gringas, tivesse um público tão pequeno e muito abaixo do que a banda principal da noite merecia. E apesar disso, o Circle II Circle mostrou uma postura profissional e ao mesmo tempo apaixonada pelo metal, apresentando-se com vontade, com um repertório de quase duas horas (mesmo com o vocalista doente). Importante salientar também a boa qualidade do som do Bar do Tom, que vem sendo um ponto complicado em muitas casas de show, mesmo de grande porte, no Rio de Janeiro. É excelente poder assistir confortavelmente a um show de metal, mas é desagradável a notória ausência de público em eventos como este.
Mas como já está provado, o Metal sempre sobrevive!
Set list da noite:
All That remains
Sea of white
Evermore
Waiting
So many reasons
Tom Solo
Heal You
Live as one
Fatal Warning
Soulbreaker
Messiah
Andy Solo
Revelations
Dead of Dawn
Forever
Watchin in silence
If I go away
He Carves his stones / Follow me/ Taunting cobras / Edge of thorns
TNT
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