Stratovarius: Tolkki recuperado e aparentando uma felicidade sincera
Resenha - Stratovarius (Canecão, Rio de Janeiro, 31/08/2005)
Por Rafael Carnovale
Postado em 07 de setembro de 2005
"Xanax, Remeron, Therapy, Buspiron, Anger, Fear and Shame"... Ao ouvir esse inspirado refrão de Maniac Dance , música do novo single e abertura do show do Stratovarius, pude perceber que a banda realmente voltou com força total.
Fotos: Anderson Guimarães.
Timo Tolkki está recuperado e aparenta uma felicidade mais que sincera em estar no palco. Além da felicidade nos rostos de Timo Kotipelto, Jörg Michael e Jens Johansson. Nem a saída de última hora do baixista Jari Kalaiunen parece ter afetado a banda, já que Lauri Porra (ou Mr. Sperm, como Kotipelto o apelidou carinhosamente) agita como um louco e é um dos responsáveis por esse novo gás que a banda apresentou numa quarta-feira quente para um Canecão, que se não estava lotado, estava longe de fazer feio.
A curiosidade dos fãs começou a ser satisfeita por volta de 21 horas, quando um vídeo gravado durante a turnê foi exibido nos telões do Canecão. Por sinal a banda caprichou no visual de palco: um pano de fundo (com o símbolo do CD "Elements I" e dois telões laterais, que mostravam imagens da banda e capas de CDs e singles). Tal vídeo trazia vários momentos da banda em hora de folga, talvez como uma mostra de que o clima estava realmente positivo.
Após este vídeo, uma longa e pomposa intro antecedeu a entrada da banda, emendando a música já citada, seguida por "Speed Of Light" e "The Kiss Of Judas". Um começo forte e arrasador, que preparou terreno para momentos mais suaves e progressivos como "Legions Of The Twilight" e a excelente "Twilight Shympony". Sem perder o pique, a banda emenda "Will the Sun Rise?" e dá espaço para Lauri executar um bom solo - uma estratégia semelhante a que o Metallica usou na "...And Justice for All Tour" para apresentar o então novo baixista Jason Newsted aos fãs.
Tudo corria muito bem, com a banda mostrando uma força e garra bem superiores a sua última visita por aqui, quando emendam as chatas "The Land Of Ice And Snow" e a cansativa "United" (apesar de que o coro final foi realmente emocionante). "Against The Wind" viria para renovar a adrenalina da platéia, participativa e comunicativa como sempre, seguida de "Season Of Change" e de "Father Time" (aonde Tolkki usou uma distorção horrorosa em sua guitarra e Lauri cometeu alguns erros).
Os momentos de sono voltaram com "Coming Home" e a chatíssima "Destiny", seguidas pela veloz "Hunting High and Low". Vale citar que mesmo com algumas músicas cansativas, o set agradou a maioria dos fãs, como pode ser comprovado na balada "Forever" e no clássico "Black Diamond", que fechou o set de duas horas.
A banda está em grande forma. Jörg Michael continua sendo a máquina precisa de sempre, e Kotipelto mantém seu gogó privilegiado. Tolkki é a maior surpresa. Agitando mais do que de costume, chegou até a sorrir em vários momentos e agitar mais do que o comum, enquanto que Jens foi a grande decepção. Embora tenha executado suas partes com a habilidade de sempre, faltou-lhe inspiração. Parecia um funcionário cumprindo sua atividade burocrática, exceção feita quando duelou com Tolkki durante algumas músicas, mostrando grande desenvoltura.
Quem ainda tinha dúvidas do clima positivo que pairava na banda, pode ficar tranquilo. O WHIPLASH! Esteve no backstage e comprovou que a banda está mais unida do que nunca (aparentemente). Um bom show, de uma banda renovada, e que ainda pode render muitas alegrias aos fãs (se conseguir se manter como está). Quem não foi perdeu.






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