Dr. Sin: Fama consolidada de uma das mais talentosas do Brasil

Resenha - Dr. Sin (Ballroom, Rio de Janeiro, 28/05/2004)

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Por Rafael Carnovale
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Fotos: Anderson Guimarães

E já se vão 10 anos desde que o Dr. Sin apareceu no Hollywood Rock de 1993 fazendo o show de abertura para L7 e Nirvana. Neste meio tempo, a banda consolidou sua fama de uma das mais talentosas do Brasil, lançando 4 cd's e contando inclusive com o talentoso vocalista Michael Vescera (ex-Malmsteen) como integrante durante alguns meses. Mas o tempo passou, e a banda não perdeu o estilo. Lançando o CD/DVD "10 anos Ao Vivo", Andria Busic (baixo/vocal), Ivan Busic (bateria/vocal) e Eduardo Ardanuy (guitarra) chegam ao Rio de Janeiro para mais um bom evento, mesclando hard e heavy metal com extrema competência. Pessoas mais exageradas chegam a chamá-lo de "O Rush brasileiro", equivocadamente... mas que a banda é boa isso é.

A banda concedeu uma tarde de autógrafos na loja Scherazade na tijuca no dia do show, por volta das 16 hs, atendendo com extremo bom humor cerca de 100 fãs que compareceram com cd's, camisetas, posters, guitarras e o que mais se possa imaginar. Tudo correu extremamente bem e após isso a banda rumou para o Ballroom, aonde às 21:30 começaria o show.

A galera já formava uma fila considerável na porda da casa, quando por volta das 22:30 a entrada começou a ser liberada. Uma certa confusão fez o show atrasar bastante, começando as 23:30, com a banda detonando "Fly Away" e "Sometimes" numa tacada só. O grupo usou o mesmo pano de fundo branco usado no DVD, mas o jogo de luz ficou bem inferior ao esperado. "Time After Time", com Andria fazendo bem os vocais gravados por Vescera no cd "Dr Sin II". O empurra-empurra era muito intenso, e a galera do gargarejo realmente estava passando por dificuldades, fato que obrigou a banda a parar o show algumas vezes para pedir calma. Edu chegou a brincar dizendo que "as garotas já estão engravidando".

"Down in the Trenches" foi executada, sendo bem recebida, emendada numa "jam" com um solo de guitarra e de bateria, que provaram a extrema competência de Ivan e a excelência de Edu como guitarrista (se é que ainda paira alguma dúvida sobre isso). "Eternity" foi executada em seguida, dando espaço para Andria anunciar uma música "que tem o melhor solo de guitarra que eu já ouvi": era a deixa para "Isolated", que a galera cantou junto. Outra "jam" seguiu músicas como "Revolution" e "Fire Burns Cold" (com Andria lembrando do Hollywood Rock), e "Emotional Catastrophye" ("nosso primeiro clipe"). Ambas foram recebidas com entusiasmo. Mas o público parecia meio morno em alguns momentos. Será que foi um "set" mal escolhido? Eu acho que não.

A banda volta para o "bis" levando "It's Alright" (Black Sabbath), que literalmente passou desapercebida (maldita geração Toddynho que não conhece heavy metal!!!!). Para compensar o trio tocou "Karma", deixando os torpedos "Fire" (que ficou matadora) e a agitadora "Futebol, Mulher e Rock and Roll" (com o famoso coro que homens e mulheres gritaram a plenos pulmões" encerrando 1 hora e meia de puro rock.

O público compareceu em bom número, totalizando entre 550 a 600 pessoas, mas o atraso de 2 horas foi determinante para prejudicar o evento. Mas mesmo assim foi um grande show, digno da trajetória heróica dos rapazes, que estão na ativa muito antes do Dr. Sin existir. Que venha o próximo cd (previsto para o fim do ano) e mais shows!!!!

Agradecimentos:
Dr.Sin
Tatiana e Rafaela (PROJETO BSM)
Renato (Scherazade)



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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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