Living Colour: Mesmo alto nível da outra passagem da banda pelo Rio
Resenha - Living Colour (Canecão, Rio de Janeiro, 16/05/2004)
Por Raphael Crespo
Postado em 16 de maio de 2004
Texto originalmente publicado no
JB Online e no Blog Reviews & Textos.
Não deve haver nada mais satisfatório para uma banda de rock do que, depois de encerrar um show, ver a platéia ir sorridente para casa. Foi exatamente o que aconteceu após a apresentação do Living Colour ontem, para um Canecão lotado. O show teve o mesmo alto nível da outra passagem da banda pelo Rio, no Hollywood Rock de 1992, na Praça da Apoteose. Corey Glover (vocal), Vernon Reid (guitarra), Dough Wimbish (baixo) e Will Calhoun (bateria) tocaram por cerca de duas horas e meia, em que mostraram que o grupo continua a se renovar, incorporando ao repertório elementos eletrônicos e até uma canção da banda White Stripes (Seven nation army).
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A comunicação entre banda e público foi perfeita desde a abertura, com Back in black, do AC/DC, recebida com entusiasmo. Na segunda música, o clássico Type, os músicos improvisavam enquanto a platéia cantava o refrão em coro.
O Living Colour ganhou fama no início dos anos 80, devolvendo ao rock a presença negra que havia desaparecido com a morte de Jimi Hendrix. A banda americana tornou-se uma das mais populares do cenário musical até meados da década seguinte, com sua mistura de guitarras distorcidas, funk, jazz, blues e letras politizadas e bem-humoradas.
Depois de seis anos de separação, a banda americana voltou a se reunir para gravar um disco novo, lançado em 2003, e sair em turnê. Apesar da má distribuição de Collideoscope no Brasil, o público mostrou conhecer a maior parte das músicas e acompanhou o vocalista.
Jimi Hendrix parecia ser uma inspiração, tanto nos solos do guitarrista Vernon Reid, em Flying, quanto em Terrorism, em que o baixista Dough Wimbish transformou seu baixo em guitarra, numa aula de técnica. A letra da música condena a guerra e acusa o presidente americano George Bush e o primeiro-ministro inglês Tony Blair de terrorismo.
"Vocês apóiam a paz?", perguntou Wimbish, pedindo ao público que fizesse o símbolo pacifista.
Na clássica Open letter, Corey Glover demonstrou capacidade vocal cantando parte da música à capela, antes de a banda entrar. Cult of personality levantou o Canecão, que depois viu uma verdadeira festa, com a suingada Glamour boys, em que o vocalista chamou várias mulheres da platéia para dançar no palco. Depois do solo de bateria de Will, a banda voltou ao palco para o bis, tocando Ignorance is bliss e o blues Love rears its ugly head, seguida de Crosstown traffic, de Jimi Hendrix. Ovacionada, a banda fechou com uma apoteótica interpretação de Should I stay or should I go, do Clash, uma noite memorável para os fãs do rock.
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