E. & the Bunnymen: Pela quarta vez no Brasil, mostram que amam o país
Resenha - Echo & the Bunnymen (Credicard Hall, São Paulo, 18/11/2003)
Por Luciana Ueda
Postado em 18 de novembro de 2003
Eram 2h15 da manhã e eu ainda não tinha ido dormir. A adrenalina ainda corria solta e eu não conseguia pensar em outra coisa senão neste show maravilhoso.
Pela quarta vez no Brasil, os "homens-coelho" mostram que adoram o país. Desde o primeiro show, não há turnê em que o Brasil fique de fora. Mac (como o Ian gosta de ser chamado) chegou a vir outras vezes, sem a banda, para cantar seus trabalhos solos e se divertir por aqui.
Depois deste último show, todo o meu conceito sobre o público do Echo & the Bunnymen mudou. Na última vez que estiveram em São Paulo, neste mesmo palco, sobrava muito espaço e tédio. E um vocalista falando sozinho. Desta vez, interatividade total. O público enchendo a casa e pedindo bis. Isqueiros acesos. Muitas palmas. Pedidos de músicas!
Os Acústicos e Valvulados fizeram a abertura, e apesar de ser um pouco fora do gosto do público, mandou bem no som e não fez feio. Apresentando o recente lançamento, "Creme Dental Rock’n Roll", com as músicas "Sem Ter Razão", "Deus Quis" e algumas antigas como "Quintal" e "Quem Me Dera". Infelizmente, o dia não era deles. No ingresso, sequer havia menção a alguma banda de abertura. O público só queria uma banda no palco: Echo & the Bunnymen.
Ian McCulloch entrou no palco radiante. Alegre até a alma. Fez muitas graças no palco, chutando bitucas acesas que estava fumando ou, para o delírio e ovação do público, rebolando. Aliás, ninguém presente respeitou o pedido anunciado antes do show, sobre a proibição de fumar dentro do estabelecimento, por questões de segurança...
Foi um show recheado de sucessos. "Ocean Rain", "Lips Like Sugar", "The Killing Moon", "Bring on the Dancing Horses", "Rescue", "Super Mellow Men", "Eternity Turns", algumas covers, dois bis... Tudo que tinha direito para comemorar 25 anos de carreira.
O palco teve a mesma iluminação de fundo que o show do ano passado, ganhando alguns canhões de luz no meio do palco, criando um efeito interessante. Por muitos momentos, Mac cantou na escuridão total.
O público alegre. A banda alegre. Foi possível até ver um sorriso no rosto de Will Sergeant, mesmo atrás de sua franja.
Show aprovado 100%. Afinal, se alguma lágrima caiu neste show, foi de emoção.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Rafael Bittencourt dá dica para músicos e conta como Kiko Loureiro "complicou" sua vida
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Tony Iommi tem 70 guitarras - mas utiliza apenas algumas
Os clássicos do rock que estão entre as músicas preferidas de Carlo Ancelotti
O polêmico álbum de Metal que Geezer Butler gostaria de ter escrito
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Peter Criss e Bob Ezrin contestam declarações recentes de Gene Simmons
A banda sueca de metal que Regis Tadeu criticou por uso massivo de playback em show
Marcelo Nova refuta declarações de Humberto Gessinger e imagem comprova o que ele diz
Dave Mustaine e o chilique por causa de batatinhas fritas em festival brasileiro


O último grito na Fundição Progresso: Planet Hemp e o barulho que vira eternidade
Pierce the Veil - banda dá um grande passo com o público brasileiro
Tiamat - aquele gótico com uma pegada sueca
Boris - casa lotada e público dos mais diversos para ver única apresentação no Brasil
Molchat Doma retorna ao Brasil com seu novo álbum Belaya Polosa
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



